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Um dos meus projetos atuais é organizar melhor os meus livros e as minhas leituras, porque eu percebi que não só a estrutura física dos livros deve ser organizada mas, com o passar do tempo, aquilo que você leu também precisa. Quero dizer: poxa, eu estudei tanto na faculdade de Jornalismo, na faculdade de Publicidade. Para onde foi esse conhecimento? Eu leio muito e não quero perder as informações legais, frases e trechos inspiradores que eu leio. Por isso, estou com esse projeto para organizar as minhas leituras de maneira geral.

Uma ação relacionada a esse projeto era sentar com calma e definir os critérios para compra de livros, o que eu deveria manter, o que eu compraria apenas em formato de e-book e por aí vai. Eu amo livros físicos mas, com o passar do tempo, foge um pouco da realidade ter muito, mas muitos livros. Quando eu comprar a minha casa, do jeito que eu quero, vou ter espaço para uma estante maravilhosa e gigantesca mas, até lá, preciso me conformar com meu espaço e respeitar o fato de que meu marido não aguenta mais ver livros espalhados pela casa haha. Logo, limites são necessários.

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Seguem abaixo os critérios que eu listei:

O que vale a pena comprar em formato físico

Livros que eu quero manter para sempre, como os clássicos. Biografias de pessoas que eu gosto muito, livros para reler sempre, livros preferidos por quaisquer motivos. Livros de trabalho que sei que vou usar, rabiscar muito ao ler – livros “de manuseio”. Livros que quero levar comigo no dia a dia, facilitando a leitura.

Esse último critério parece meio dúbio, mas faz sentido para mim. Isso teria me feito não comprar a série “Crônicas de gelo e fogo” em formato físico, por exemplo, porque não carrego aquele calhamaço de cada edição quando saio para andar de ônibus.

No geral, minha prateleira de livros físicos já está refletindo um pouco isso, mas tenho muitos livros que não se enquadram nessas categorias e eu acabei comprando. Ou seja, desperdício de espaço e dinheiro. Tudo por falta de critérios, mas não mais!

O que vale a pena comprar em formato e-book

Livros de trabalho ou leituras leves.

Tenho o Kindle e o Kobo.

Meu negócio com o Kindle é que é viciante comprar livros na Amazon. Porém, com que critério? Então estou tentando mantê-lo para livros em inglês, mas nem sempre existem todos os livros que eu quero em português para o Kobo (que era o que eu estava tentando fazer). Inicialmente, eu pensei em manter no Kobo apenas livros em português, mas tem o problema acima que eu comentei. Por outro lado, já comprei livros em inglês que só tinha para Kobo. Portanto, não vou diferenciar aqui, mas provavelmente terei que pensar em algo para indexar esses e-books mais para a frente.

Eu falo que compro e-books sobre trabalho porque na Amazon existe uma infinidade de livros pequenos (em quantidade de páginas) criados por autores amadores que são super úteis para o meu trabalho. Também existem muitos livros que gosto de ter tanto em formato físico quanto digital, para consulta (como o livro do GTD, por exemplo). Livros sobre trabalho que normalmente eu não precisaria manter, porque bastam a leitura e, se eu comprasse físico, eu doaria ou trocaria, eu prefiro comprar em formato e-book, por ser mais barato. Exemplo: “O monge e o executivo”.

Quando falo em leituras leves, eu me refiro à literatura não-clássica e que não se encaixe em livros que eu gosto de ter em formato físico, como biografias de personalidades que eu gosto e por aí vai. Exemplo: Paula Pimenta. Não preciso ter o livro físico, porque é um livro que quero apenas ler, mas depois eu não iria manter na minha estante. Então prefiro comprar a versão digital. Mas eu tenho um livro físico da Paula Pimenta. Por quê? Porque eu não tinha esses critérios!

O que vale a pena manter depois de comprado

Livros clássicos e preferidos. Livros que vou usar muito no dia a dia de trabalho ainda.

Quando minha estante em casa tiver apenas esses livros, creio que vou conseguir reduzir o que tenho hoje em uns 40%. Tem muito livro também que eu guardei porque iria mesmo usar mas, com as mudanças da vida, hoje, já não tem por que manter. Exemplo: Eu guardava alguns livros importantes sobre Teoria da Comunicação porque achei que faria um mestrado sobre isso. Hoje, já tenho certeza que não vai acontecer. Foi necessário manter esses livros ao longo dos anos porque eu realmente precisaria deles, mas agora eles estão livres.

Durante muito tempo eu também tinha uma linha espiritual diferente da que eu tenho agora e, com ela, vieram muitos livros. Hoje em dia esses livros não fazem mais sentido para mim, apesar de terem me acompanhado há mais de 15 anos. Então, aos poucos, eles vão indo embora.

Eu me sinto bastante satisfeita vendo a minha estante com livros clássicos (lidos e ainda não lidos) porque se trata de um inventário pessoal. Aos poucos, vou deixando de comprar bobeiras (= livros que não se encaixam nesses critérios que expus aqui).

O que vale a pena dar, doar, trocar depois de lido

Livros que não pretendo reler no geral. Livros que não gostei. Livros que estou substituindo por e-books.

Acontece! Compro um livro achando que ficaria na minha estante e, depois de ler, percebo que não. Tchau! Também ganho livros de presente que acabo não gostando, ou mesmo compro um livro na empolgação e, ao ler, percebo que não tem nada a ver. Esses livros vão embora também.

Alguns livros se encaixam na categoria descrita no critério dos e-books e, com o tempo e as diversas promoções, eu prefiro substituir e me livrar da versão física. Liberar espaço é importante. No geral, costumo dar meus livros de presente, doar para bibliotecas de escolas ou trocar via Skoob.

E é isso! Fiquei feliz por definir esses critérios porque eu adoro comprar livros novos e estava ficando um pouco confusa sem saber o que deveria comprar ou não. Agora, com esses critérios definidos, minha biblioteca está ficando mais organizada.

E você, tem algum critério para comprar, trocar ou vender livros? Como você organiza suas compras para leituras futuras?
Thais Godinho
14/08/2015
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