ou

Eu recebi mais de 40 mensagens, comentários e e-mails perguntando a minha opinião sobre a personal organizer japonesa Marie Kondo, que ficou famosa agora no Brasil devido à ampla divulgação do lançamento do seu livro aqui, “A mágica da arrumação”, publicado pela editora Sextante e respaldado por publicações de grande porte como a revista Veja e o jornal Folha de SP. Já tinha lido a versão original em inglês (The life changing magic of tyding up) e agora acabei de terminar a versão em português, podendo escrever uma resenha para quem tiver curiosidade sobre a minha visão pelo que ela aborda.

A Marie é uma personal organizer que está fazendo um sucesso tremendo não apenas no Japão, como em todo o mundo. Ela é um fenômeno. Ela é nova (30 anos), e uma mulher, então é muito legal ver alguém “da nossa área” fazendo sucesso assim e levando o tema organização pessoal para a vida das pessoas.

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Eu gostei muito do livro (a tradução da Sextante, por sinal, está fantástica – cabe o elogio), mas discordo da Marie em diversos aspectos.

Uma das principais crenças dela é que não existe arrumação eficaz feita aos pouquinhos – somente a organização radical ensina a pessoa de verdade a se organizar e não acumular mais tralha. Eu concordo e discordo. Concordo que o ideal é sim a pessoa fazer a organização radical porque aí isso vai ajudá-la a ver o resultado imediato do seu trabalho. Porém, sei que a realidade das pessoas é diferente. Ninguém consegue fazer essa organização radical porque na vida não existe extreme makeover. Você consegue fazer se morar sozinho e se organizar nas férias, ou se contratar uma personal organizer para arrumar tudo para você. Aí sim dá e até recomendo! Porém, se não é o seu caso, não precisa se frustrar pensando nesse ideal. Dá para se organizar aos poucos sim.

O livro dela é um livro sobre destralhamento. Eu fiquei muito surpresa quando li pela primeira vez, porque acabou tão rápido – é um livro tão simples! O conceito de destralhamento é essencial para a organização e fico feliz por existir um livro tão repercurtido como o dela no mercado, pois as pessoas realmente tendem a acumular muitos objetos e não é possível organizar tralha. Quem conheceu e gostou do livro pode ir atrás de outros autores bem bacanas sobre esse assunto, ou pesquisar sobre minimalismo.

Eu acho que ela é bastante radical em alguns aspectos e traz dicas certeiras em outros. Apesar de ser contra a tralha, ela gosta de agradecer e se relacionar de forma mais afetuosa com os objetos. No último sábado, levantei o tópico no meu workshop “Organize sua casa” e todos que já tinham começado a ler o livro tiveram a mesma impressão.

Muito do que ela fala pode ser novidade para o público em geral, mas já é notícia velha para quem trabalha como personal organizer. Não traz nada de novo para quem trabalha com isso, apesar de eu recomendar a leitura fortemente a todas as profissionais da área. Acredito muito que a organização pessoal deva ser um conceito integrado, que a organização da casa se reflete na organização da vida (e vice-versa), e o livro dela fala basicamente sobre isso também.

Todo o método KonMari se baseia na ideia de que na sua casa devem ficar somente os objetos que te trazem alegria, e nisso concordo demais com ela. É uma boa filosofia de escolha.

marie02

A grande vantagem do livro é que, em português, não temos muito material sobre o assunto detralhamento a favor da organização, então ele é um bom presente a todos nós apaixonados por organização pessoal.

E você, já leu esse livro? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários!

Thais Godinho
20/05/2015
75
Rapidinhas: Ideia para organizar esmaltes
Como estou fazendo a revisão semanal atualmente
Sugestão de site: conversão de medidas

 

  1. Li 20/05/2015

    Thais, o sexto parágrafo está com um “probleminha”. Acho que faltou uma palavra!

  2. Paula 20/05/2015

    Confesso que tinha espiado aqui no blog se vc já havia falado sobre o trabalho dela! rs

    Abraços!

  3. Danielle Costa 20/05/2015

    Gostei da resenha. Estou muito a fim de ler esse livro (fiquei sabendo dele na Folha de SP) e queria mesmo saber a sua opinião sobre ele. 🙂

    Beijo!

    PS: Thais, este parágrafo está cortado, depois de “de forma mais” (fiquei curiosa pra ler o resto. rs):

    Eu acho que ela é bastante radical em alguns aspectos e traz dicas certeiras em outros. Apesar de ser contra a tralha, ela gosta de agradecer e se relacionar de forma mais No último sábado, levantei o tópico no meu workshop “Organize sua casa” e todos que já tinham começado a ler o livro tiveram a mesma impressão.

  4. Rafaela 20/05/2015

    Não sabia desse lançamento. Moro em Lisboa-PT e vivo acompanhando seu site. Cada dica ótima por aqui!!!!!!! Sou uma apaixanada pela organização da vida e da casa e consigo passar horas dando enfase aos mínimos detalhes para ficar tudo em ordem (faço por prazer mesmo, mas não fico perdendo tempo, atenção). Poderia dar até uma boa profissional hahahaha já pesquisei o livro e tem na Fnac aqui. Já vou comprar. obrigada. beijos

    • Thais Godinho respondeu Rafaela 20/05/2015

      Que legal, Rafaela! Vale a pena fazer o curso mesmo que seja por hobby. Se você gosta do assunto, vai adorar um curso. 🙂
      Obrigada por comentar.

  5. Aretha Guimarães 20/05/2015

    Gostei muito da sugestão do livro, pois meu primeiro contato com o destralhamento foi através do seu site e depois do seu livro. Eu sempre ficava organizando a minha tralha, SEMPRE, e depois que aprendi a me desfazer dela minha vida ficou 100% mais fácil! Entretanto, acho que tem que ter um equilíbrio. No começo do ano, inspirada pelo teu livro e por algumas coisas do minimalismo, me desapeguei de um monte de coisa e fez um bem danado! O foda é que acabamos repondo mais tralha no lugar (dessa vez algumas coisas necessárias) e eu não sei o que fazer pra ter um espaço clean, até porque moro com marido e filha que gostam de entulho.

    Thais, queria te pedir uma sugestão. Você conhece algum workshop ou livro que fale especificamente como organizar finanças? Você poderia falar um pouco sobre isso, tipo um “organizar finanças pra quem nunca fez isso”?

    Agradeço muito

    Aretha

    • Thais Godinho respondeu Aretha Guimarães 20/05/2015

      Olá Aretha, tudo bem? Muito obrigada por tudo o que escreveu.
      Recomendo a Patricia Lages. Ela tem um blog muito bom, livros publicados e ministra cursos na área. Procure por “bolsa blindada”.

  6. Rafaela 20/05/2015

    Thais, gostei muito da resenha. Comecei a ler o livro e me senti frustrada kkk Porque sou mãe de dois… sendo o mais novo com 6 meses… trabalho… vou voltar a estudar… onde é que arranjo tempo de arrumar tudo de uma vez? =( Ate desanimei de ler rs

    • Thais Godinho respondeu Rafaela 20/05/2015

      Mas traz boas dicas mesmo assim. Recomendo a leitura. 🙂

  7. Diego Lima 20/05/2015

    Thais, quando li a reportagem sobre a Kondo na Folha, fiquei pensando sobre o que você comentaria a respeito do método dela. Gostei da sua resenha e concordo com você! Só acho que manter somente os objetos que trazem alegria pode ser estranho. Alguém pode se apegar em tralhas sem utilidade ou virar um acumulador apaixonado, pensando de modo extremo. Só acho que podemos pensar na utilidade “não emocional” das coisas. Vou ler o livro da japa! Abraços!

    • Thais Godinho respondeu Diego Lima 20/05/2015

      Eu também acho importante ver o resultado da aplicação depois de alguns anos. Destralhar a casa é como emagrecer – você até mantém a reeducação depois da dieta mas, se deixar, tudo volta depois de alguns anos. Ela diz que nenhum cliente volta para ela, mas é tão nova. Ainda tem muita coisa para avaliar nos anos por vir.

      • Diego Lima respondeu Thais Godinho 20/05/2015

        Pois é, e sabe que esse negócio de arrumar tudo de uma vez também me chamou a atenção? Me lembrei das dicas sobre “coleta” do David Allen e seu comentário sobre o “bug” de eliminar-e-organizar. Bom, como ele diz, se a pessoa tiver tempo, tudo bem. Caso contrário “seria melhor dividir a tralha em partes e coletá-la na forma de pequenos projetos ou ações”. As ideias do David parecem se adequar mais à minha realidade! hehe Mas não quero desmerecer o trabalho da japa, de forma alguma. Vou ler o livro sim!

  8. Vilma 20/05/2015

    Olha para mim não deu certo começar a organização radical,sendo que comecei pelo guarda roupa,imagine a casa toda.Assim que parti para organizar fui primeiro no que mais me incomodava que era o armário de roupas,joguei tudo para fora,
    e era tanta coisa que estava afogando as gavetas,os espaços,enfim comecei a arrumar de acordo que tivesse organizado em categorias,arrumei… só que o que retirei não dei conta de revisar,era muita coisa,muita coisa mesmo,e eu queria ver arrumado e estava me ocupando muito tempo,e a rotina diária parada,resolvi encaixotar tudo que retirei para revisar quando sobrasse tempo,enfim um montoado de caixas que não conseguir dá um fim até hoje,me incomoda muito,o lado bom foi que a parti daí qualquer gaveta,ou lugar que eu olhasse e estava desorganizado,eu arrumava aquela ali,aí sim foi ficando perfeito,mas é um processo muito demorado para que fique bom,tenho longos caminhos,e o pior é as caixas para revisar…rsss

    • Thais Godinho respondeu Vilma 20/05/2015

      Obrigada por compartilhar.

    • Laís respondeu Vilma 21/05/2015

      Vilma, desculpa a intromissão, mas passei por esse processo recentemente e tentei juntar tudo que aprendi ao longo do tempo que eu sigo a Thais com minhas experiências pessoais.
      Eu coloquei todo o conteúdo do meu armário em caixas (não tenho muito espaço no quarto, então essa foi a melhor solução que encontrei para conseguir ir trabalhando uma coisa de cada vez), mas fiz isso de forma ordenada (uma caixa com blusas de manga curta, uma caixa com casacos, uma caixa com shorts, …)
      Em seguida, limpei o armário inteiro e pensei em como queria estruturar o guarda-roupas para ficar mais organizado no dia-a-dia. Daí fui ‘processando’ uma caixa por vez, separando o que seria guardado com certeza, o que precisava de reparos e o que eu queria doar.
      Classificar as caixas por tipo de roupa me ajudou muito, pois consegui ter a real dimensão do que eu possuía e do que me faltava.
      Detalhe: fiz tudo isso trabalhando uma média de 10 horas por dia! Peguei uma tarde de domingo para guardar as coisas nas caixas, limpar o guarda-roupas e processar as peças de que ia precisar imediatamente (no caso, calças e umas camisas de trabalho). As outras caixas eu fui processando ao longo da semana, uns 30 minutos de cada vez. Em uma semana estava tudo pronto!
      Eu concordo com a opinião da Thais de que dá para fazer aos poucos, mas sinceramente, comigo a história de arrumar uma gaveta por dia não funcionou. Achei mais efetivo me comprometer e resolver tudo em um curto espaço de tempo

      Espero que você consiga!!

  9. Lilian Almeida 20/05/2015

    Oi Thais, estou finalizando o livro e, assim como você, concordo e discordo de alguns aspectos abordados. Achei bem legal agradecer aos objetos após o uso (nunca havia pensado nisso), bem como manter apenas o que nos traz alegria, entretanto, apesar de achar que devemos destralhar sempre, nada dá pra simplesmente jogar tudo fora. Devemos pensar em soluções práticas e não apenas nos livrarmos de tudo para termos a sensação de que tudo está organizado. Por exemplo, após ler um post seu sobre digitalização de documentos, resolvi seguí-lo e hoje tenho tudo digitalizado, sem ocupar espaço e organizado. Joguei sim a papelada fora, porém sem risco de precisar e não encontrar. Beijo e obrigada.

  10. Bia 20/05/2015

    Eu ia te mandar um pedido de resenha também! Ainda bem que eu não fiz hahahahahaha

    Na hora que eu li o release lembrei de vc falando de fazer as coisas aos pouquinhos.

    Assim, choques de realidade são bons – até o David Allen fala de tirar um dia pra fazer a implementação do GTD, se possível. Mas não pode ser mandatório nem impeditivo.

    Quando eu li o release pensei que não havia nada de novo sob o sol, mas queria confirmar com a minha especialista favorita (cof cof).

    Obrigada pela resenha!

    Beijo

    • Thais Godinho respondeu Bia 20/05/2015

      Na verdade o David não fala pra tirar dois dias para dar um choque, mas para você se concentrar na primeira vez que faz um processamento, o que é bem aconselhável.

      Obrigada você por comentar <3

  11. Carolina Rodrigues 20/05/2015

    Oie Thaís, cada vez que leio uma resenha sua, compro o livro…rs Acabei de fazer isto agora!!!

    Adoro suas dicas, a sua resenha é sempre prática porque logo me identifico. É uma das partes favoritas do blog, sinto também saudades do seu canal no youtube sobre as leituras em andamento, compras, desafios. Tem previsão de gravar alguma coisa ? Bjos Carol

    • Thais Godinho respondeu Carolina Rodrigues 20/05/2015

      Por enquanto não, Carol. Eu gosto de gravar vídeos, mas tenho que priorizar minhas atividades, porque não dá para fazer tudo.

  12. Vania Lacerda 20/05/2015

    Não li o livro, e talvez não leia. Quem lê Thais já está um passo adiante…hahaha. Mas sobre o “arrumar tudo de uma vez”, eu concordo com ela. Só que dividido em partes. Organizar uma gaveta só não rola, a gente não termina nunca, e acaba desanimando. Mas arrumar o armário de roupás “tudo de uma vez”, arrumar a estante de livros “tudo de uma vez”, ou até um comodo inteiro – aí eu acho que é a medida certa. Não é um trabalho acima de nossas forças, e dá uma alegria danada por ver aquela parte já arrumada e legal.

    • Thais Godinho respondeu Vania Lacerda 20/05/2015

      Assim eu também concordo porque é um meio-termo para quando estivermos dispostos.

  13. Audineia Leite 20/05/2015

    Olá. Thais.
    Ainda não li o livro da Kondo. A empresa em que trabalho tem forte influência da gestão japonesa e percebo o quão disciplinados eles são, bem conservadores e rígidos com as normas. Acho importante ler pois sempre podemos ter um insight e adaptar algumas ideias.

  14. Olá Thais, acredito que “A Mágica da Arrumação”, tenha sim sua importância e dicas importantes para tal assunto, mas aprendi aqui, há muito tempo no Vida Organizada, que se tirarmos 15 minutos todos os dias, fazemos grandes feitos em nossa casa. Isso é claro pra mim.

    Já a arrumação radical, pode levar ao estresse e desinteresse por ser mais pesada. Talvez desmotive. Os 15 minutos são estimulantes e nos instigam a organizar sempre mais. Na verdade, acabamos passando deles e com boa vontade! 🙂

    Um beijo grande,

    Teresinha Nolasco
    Bolhinhas de Sabão para Maria

  15. Lara 20/05/2015

    Essa mulher está mudando a minha vida!
    Tenho sido adepta ao destralhamento já há uns dois anos. Desde então li muito a respeito e tirei muita coisa da minha casa. Li o livro em inglês, quando ainda não tinha chegado no Brasil, e depois disso o meu nível de desapego chegou a níveis extraordinários. Estou me sentindo muito mais leve!
    Percebi que para nós, ocidentais, o livro tem alguns choques culturais perceptíveis (a exemplo de tratar os objetos como seres sencientes) e no começo até ria disso. Contudo, resolvi levar tudo ao pé da letra e comecei a ver resultados significativos!
    Moro em um apartamento de 35 m² com meu marido e três gatos (!!!) e tudo estava muito bem arrumadinho, o espaço não era um problema (justamente porque ja vínhamos de um processo de destralhamento – inclusive o seu livro nos ajudou muitíssimo). Mas após aplicar o método da Marie Kondo estamos com espaço sobrando nos armários e gavetas (isso em um apartamento minúsculo)! A casa está muito mais agradável!
    Fiquei tão entusiasmada que até pensei em fazer um blog sobre isso.
    Recomendo fortemente.
    Beijos, Thaís! Seu trabalho é inspirador!

  16. elizabete 20/05/2015

    Li o livro deve ter uns dois dias, gostei bastante, mas como vc discordo de algumas coisas, sobre só ter coisas q nos fazem felizes, tudo bem, concordo, apesar de ser meio utópico principalmente se vc não mora sozinho. Presentes de filhos, não tenho coragem de me desfazer, desenhos até tudo bem, escolho alguns e o restante descarto. Agora o que doeu mesmo foi a parte dos livros, como assim se desfazer dos livros que ainda não foram lidos???? Não, pra mim não rola. ;P

    • Thais Godinho respondeu elizabete 20/05/2015

      Né???

    • Gisele respondeu elizabete 26/08/2016

      Pois é, baseado na ideia da própria eu deveria ter dado fim no livro dela que comprei faz quase um ano e ainda não tinha achado tempo e real entusiasmo em ler. Na verdade eu gosto muito de destralhar e preciso ter cuidado para não desfazer de coisas que podem ser úteis em algum momento. É arriscado se empolgar demais.

  17. Fernanda Mansilia 20/05/2015

    Oi, Thais! Adorei o seu site!! Virei fã. Beijos!

  18. Rose 21/05/2015

    Thaís,gostei muito da resenha,tive curiosidade de ler o livro no seu workshop,ainda não tinha ouvido falar,estou lendo,concordo c/ as suas colocações.Bj

  19. thalita 21/05/2015

    Taís desculpe perguntar no post mas você pode me indicar quem programa seu blog? eu tb tenho um voltado para concursos na minha área, biblioteconomia, e quero deixar ele mais profissional. O estilo do seu acho ideal! Beijos!

    • Thais Godinho respondeu thalita 22/05/2015

      Dani do difluir.com

    • Rafaela G respondeu thalita 02/06/2015

      Thalita, qual é o seu blog?
      Sou aluna de biblioteconomia, fiquei interessada em conhecê-lo.
      Um abraço,
      Rafaela

  20. Ana Paula 22/05/2015

    Bom dia Thaís.

    Obrigada pela partilha!
    Envio um link que reflete sobre o tema líder. Espero que você goste.

    https://padrepauloricardo.org/episodios/o-lider-cristao

    Abs,
    Ana Paula

  21. Viviane Lemes 22/05/2015

    Oi Thais!
    Não li o livro ainda, por isso posso estar falando bobagem, mas tenho um grande receio com isso de tratar os objetos de forma mais afetuosa e quase todas as fontes sobre seu método citam esta característica.
    Não considero este tipo de apego saudável, a não ser com uma ou outra coisa que realmente signifique algo. Você não acha que tratar tudo assim pode ser prejudicial? Não me soa muito saudável, sei lá.

    • Thais Godinho respondeu Viviane Lemes 23/05/2015

      Eu acho que pode ser perigoso pregar isso para as pessoas porque não sabemos o nível de apego que cada uma pode desenvolver. Porém, cada um, cada um.

  22. Regiane 24/05/2015

    Já faz um tempo que eu queria ler o livro e o comprei assim que li sua resenha. Li rapidinho, achei bem curto. Eu achei muito interessante, principalmente o fundamento de segurar peça por peça e se perguntar se aquilo lhe transmite alegria. Meu guarda-roupas já estava super enxuto e consegui me livrar de mais de 10 peças só entre as blusas. Por enquanto ainda estou na primeira categoria (roupas) e não terminei essa etapa. O que eu não concordo é em fazer isso de maneira muito rápida (é muito difícil ter o tempo e eu particularmente me canso em passar muito tempo fazendo a mesma coisa e já vou perdendo a paciência; prefiro separar as tarefas em subcategorias e fazer um pouco por dia). Acho também que é mais fácil de administrar este critério do que nos traz alegria com coisas bem pessoais, pois com as coisas da casa é preciso levar em conta a família, então não dá para aplicar exatamente. Mas vou tentar isso de fazer até o destralhamento até o “fim”, pois o que sinto é que faço muita coisa, mas sempre desisto nas partes mais difíceis (livros, objetos com valor sentimental etc.). É um livro mais sobre o ato de destralhar em si, que é o princípio geral da organização (e mais que meio caminho andado), mas não há muitas técnicas de organização. Nesse sentido, aprendi mais no seu livro e no blog. Acho que para quem já está lendo sobre organização e/ou minimalismo há algum tempo, o que o livro traz de novo é a questão de manter apenas o que te deixa alegre, a ideia de segurar item por item e a ideia de agradecer aos objetos.

  23. Aline 03/06/2015

    Estou terminando o livro agora e, honestamente, achei grande parte meio bullshit e como você falou, radical demais em alguns aspectos. Por ela, precisamos nos livrar de quase tudo em nossas… Joga fora, joga fora, joga fora… Fiquei surpresa pelo fato de o livro ser best-seller, pois não encontrei quase nada novo no método dela e algo que enche um pouco é que o livro parece ser muito mais sobre ela do que sobre organização. Entendo que há de se ter envolvimento e relacionar com sua estória e modo de vida, mas ela exagera no “Quando eu era pequena eu fazia isso….fazia aquilo,…sou assim… sou assado….” Achei chato, tanto que não recomendei para ninguém.

    • Carol respondeu Aline 30/09/2015

      Nossa, estou lendo e pensei a mesma coisa! Ela fala muito de si mesma e estou achando que ela é um pouco louca, Hahah…. Essa história de invadir os quartos dos irmãos pra arrumar, fora que não imagino uma mãe deixando a filha pequena mexer em tudo da casa mudando de lugar como bem entendesse. Mas OK, ainda não terminei o livro…

  24. Irene 11/07/2015

    Adorei o livro, muito objetivo e direto e cada pessoa dará então a sua marca. Vou adotar com certeza!

  25. anita magalhaes 16/07/2015

    Olhe, qdo eu era estudante, minhas colegas pediram que eu mostrasse o guarda roupas de minha irmã mais velha, ja que eram deslumbradas com ela. Eu, entao, abri pois minha irma havia viajado. Qdo olhamos o guarda roupa estava tudo tao agradavelmente organizado que ficamos impactadas. Depois que as garotas se foram comevei a prnsar q a disposição dos objetos podem nos levar a experimentar sensacoes, e que pode sim havrr sintonia entre os seres e os objetos, como a japa prrga. Brijos Thais r continue a nos dar alegria

  26. Marcia Valeria 18/07/2015

    Oi Thais. Gostei das coisas que disse. Bom saber a opinião de quem tem experiência no assunto. A moça do livro tb é muito boa, apesar de ser muito moça como vc mesma comentou. Apesar de ter começado aos 5 anos ainda tem muito que percorrer.
    Mas ponderando entre os “Ns” modos de se fazer a coisa chego a pensar que não tem o modelo certo nem errado, isso vai muito do seu jeito de ser, do seu humor, da sua disposição e da sua cultura. Vale a pena experimentar e ver o que finciona.
    Eu sou de lua. As vezes gosto de seguir os desafios e ir aos poucos, mas já me aventurei de fazer tudo de uma vez e tive bons resultados, acompanhados de uma boa canseira no final.
    Acho que a pessoa tem que se conhecer e aproveitar um pouco de tudo pra chegar ao seu modo pessoal.
    Agora não acho legal radicalizar e dizer que método x, y ou z não funcionam como ela faz no livro.
    O que não é bom pra uns pode servir como uma luva pra outros.
    E que bom que é assim.

  27. Regina Fischer 27/07/2015

    Hunnnnn!!! Dessa que preciso. Nossa!!! Ela vai no ponto e tão quanto o livro. Muuuuuiito Legal Quem não precisa de uma leitura dessa na vida????

  28. May 06/08/2015

    Saudações Thais.

    Gostaria de dizer que apreciei muito sua resenha, estava muito interessada em comprar o livro…agora perdi um pouco do interesse na aquisição, pois já tinha o hábito de arrumar as coisas, mas estava perdendo-o devido a problemas pessoais.

    Não sei se interessa, mas como tenho ascendência japonesa e apesar de não ter ido trabalhar lá, tenho muitos parentes que ainda estão labutando naquele país. Há muitos aspectos culturais que não se pode ignorar; quando ela fala que não há arrumação feita aos pouquinos é devido ao modo de vida do Japão – a moradia é pequena onde todo mundo trabalha muito e não sobra muito tempo para arrumação…sinceridade para os brasileiros que vivem lá só sobra tempo para arrumação simples e limpeza pesada só no final do ano cujo tudo fechava durante 2 semanas o resto do ano é só trabalho. Quanto ao critério manter o que traz alegria, por tratar-se de uma sociedade de consumo então pode haver esse conflito no que deu alegria na aquisição e mantêm esse sentimento em simplesmente existir por perto. criação do cidadão japonês é muito voltado para o “nós”…mesmo os descendentes daqui tem um pouco disso, sempre pensar no outro primeiro antes do “eu”.

    Muito agradecida pelo explanação

    • Thais Godinho respondeu May 08/08/2015

      Eu compraria sim. Tem coisas legais, só não é tudo isso e acho que ela é muito radical, mas é só a minha opinião. E se você adorar o livro? 🙂

  29. Débora 17/08/2015

    Gostei muito da sua resenha.
    Gostaria apenas de comentar que tenho uma rotina bastante atribulada e consegui aplicar o método konmarie na minha casa durante o final de semana! Tirei os 02 dias para me desfazer da “tralha” toda e já conclui 50% da etapa de organização. Portanto, acho que, sim, é possível aplicar o método dela na íntegra. Já tentei arrumar a minha casa aos poucos mas, semelhante ao que ela diz no livro, a bagunça também vem aos poucos e no final das contas a casa estava sempre desorganizada.

    Abs.,

    • Thais Godinho respondeu Débora 17/08/2015

      Acho que a questão não é só o tempo, Debora. Já trabalhei com clientes que fizeram isso e ficaram com depressão porque se desfizeram de coisas sem muito critério. :/

  30. […] “A Mágica da Arrumação”. Li o livro dela recentemente, ainda vou falar sobre, mas aqui e aqui tem dois posts ótimos do Vida Organizada a respeito da Marie Kondo e seu […]

  31. Karen 06/09/2015

    o que vc acha sobre guardar brinquedos próprios de infância, depois de nos tornarmos país?

  32. Renata N 06/09/2015

    Sou aficcionada pelo assunto organização, embora não seja uma pessoa muito organizada, pois a bagunça sempre volta. Acho que a organização sempre foi para mim um objeto de busca. Leio tudo o que encontro sobre o assunto, compro livros, leio blogs, acompanho o Fly Lady… por acaso comprei o Livro da Marie, que devorei de imediato. No final de semana seguinte, arregacei as mangas e comecei o desentralhe das roupas. Foi maravilhoso! A sensação de ficar somente com aquilo que nos faz sentir felizes é excelente. Guardei somente um terço das roupas, um quinto das bolsas e um quarto dos sapatos. Parece que agora não sinto que não tenho roupas para vestir, como antes(engraçado, não é?). Fico imaginando no restante dos campos da vida. Por isso é mágico! Tem aquele inconveniente que você falou de nem sempre dispormos de tempo para uma megaorganização, mas não vejo a hora de atacar os livros e depois de partir para as outras etapas. Não será com a rapidez que ela apregoa como ideal, mas estou me sentindo mais leve e feliz. Livrinho muito do bem! Gente como Marie e gente como vc, Thaís, nos ajuda a seguir a vida com mais leveza.

  33. […] a japonesa Marie Kondo. Não pretendo fazer uma resenha do livro (quem quiser, tem uma ótima aqui), quero apenas falar sobre as minhas impressões sobre o método KonMari e as práticas que vou […]

  34. Erica 19/09/2015

    Acabei de ler o livro e gostei demais!! É muito diferente de tudo o que já li a respeito e acho interessante muito do que ela escreveu. Mas concordo com você, não dá pra concordar com tudo. Achei também muito legal o lado meio “espiritual japonês” que a gente percebe no livro. Tem umas passagens bonitas de respeito aos objetos que fazemos e fizemos uso, e uma alegria para um assunto inacreditavelmente entediante! Também tem umas passagens muito engraçadas e com bom humor, o texto é leve, fluido e divertido. As pessoas devem imaginar que foi fácil de escrevê lo, mas com certeza não foi nada fácil, o assunto é muito chato, mas as soluções são fantásticas. Por isso é um best seller mundial, ela merece essas vendas! Vou tentar executar o que ela sugeriu, depois digo os meus resultados. Thais, obrigada pelo sua crítica, beijos!

  35. Jessica 09/10/2015

    Li o livro e gostei muito e esta semana resolvi colocar em pratica já que tinha os dias livres. Em dois dias consegui dar conta de roupas, sapatos e papéis, mas confesso que é extremamente exaustivo fazer dessa forma “tudo de uma vez” e olha que eu nem tenho muita coisa e moro em um apto de 70 metros! Chegou num ponto que eu já tinha esquecido os conceitos do livro e tava descartando/mantendo só para terminar de uma vez, então imagino que pode servir sim para algumas pessoas essa maneira, mas para mim não foi o ideal. Já a questão de mantermos o que traz alegria foi muito útil, notei que tinha mantido coisas em outras limpezas que já não precisavam estar na minha casa há muito tempo e enfim consegui me desfazer delas, vendi algumas peças e fiquei feliz em saber que o que me alegrou um dia vai alegar outra pessoa também.

  36. […] de vida e perspectiva. De toda maneira, pesquisando sobre, gostei bastante do posicionamento da Thais Godinho neste texto aqui, eu mesma precisei de tanto tempo pra simplesmente começar o processo de desapegar das coisas e […]

  37. […] é um processo. Venho há vários dias refletindo sobre essa questão, levantada pela Marie Kondo em seu livro, sobre a organização ter que ser radical para funcionar. Quis dividir essas reflexões com […]

  38. […] um livro como “A mágica da arrumação” (leia a resenha aqui) da Marie Kondo faz tanto sucesso por aqui e no mundo, a gente até entende o por quê. Primeiro, […]

  39. Di Menezes 18/01/2016

    Acredito q a organizaçao da vida vem a refletir na organização da casa. Se vc vai mal na vida amorosa, psicológica ou emocional logicamente q irá acontecer um desenquilibrio tbm nesse aspécto arrumação do lar, vc vai mudar d lugar e ñ vai alcançar a satisfação pq há um vazio no seu interio. A importancia de ler o livro e compreender q a organizaçao se dar de dentro p fora e verá o resultado de fora p dentro quando vc conseguir desapegar daquilo que ñ te serve mais é pq já cumpriu sua missão. É Simplis assim vc vai olhar p sua casa sentir prazer de está nela e ver a satisfação de missão cumprida.

    onseguir desa

  40. João 21/02/2016

    Thais, você fala:

    “Todo o método KonMari se baseia na ideia de que na sua casa devem ficar somente os objetos que te trazem ALEGRIA, e nisso concordo demais com ela. É uma boa filosofia de escolha.”

    E mais acima havia escrito:

    “(…) ou se contratar uma personal organizer para arrumar tudo para você. Aí sim dá e até recomendo!”

    Você entra em total contradição em seu texto…
    Se se deve GUARDAR o que transmite ou passa um leve, mas profundo e duradouro, estado de alegria, ¿como CONTRATAR um Personal Organizer para fazer o serviço para mim, como você afirma e até recomenda? Somente a pessoa em questão poderá saber se um objeto trás alegria, pois é interno a ela… (essa é uma questão filosófica — o que Marie tem como perspectiva!).
    Deixar de fazer isso, destrói completamente o método de Marie… E logo, sem perceber, estaremos acumulando coisas novamente…
    ¿Compreende?…

    • Thais Godinho respondeu João 21/02/2016

      Acho que está havendo um certo equívoco sobre o que é o trabalho de uma personal organizer.

      A personal não entra na casa de uma pessoa que ela não conhece, não conversa, não entende a vida e sai jogando as coisas fora.

      A personal te guia, como um coach. Você está lá, junto com ela. É um trabalho de mão dupla. A personal arruma todo o processo para e com você.

      Existem pessoas, no entanto, que preferem que a personal trabalhe sozinha, mas é outro caso e depende do contratante. Antes de ir à casa da pessoa, a personal faz todo um trabalho de conhecimento, de entendimento da rotina da pessoa, e muitas vezes separa com ela o que vai ficar e o que será doado, vendido etc. A cliente está sempre presente, a não ser que não queira (tem casos).

      Vale a pena entender melhor o que uma personal faz. ;D Há diversos textos no blog sobre o assunto, e em outros sites na web também.

      Obrigada por comentar.

  41. […] da Arrumação – A Arte Japonesa de Colocar Ordem na Sua Casa e na Sua Vida), que a Thais fez uma ótima resenha aqui no Vida Organizada, muita coisa que eu já fazia intuitivamente se revelou para mim de forma muito […]

  42. […] Esse livro é o segundo livro da Marie Kondo. O primeiro, “A mágica da arrumação”, já teve resenha aqui no blog e é um sucesso de vendas no mundo todo. Ela vendeu cerca de 5 milhões de livros até então […]

  43. Anna Carolina 22/12/2016

    Olá Thaís! Tudo bem ?!

    Os dois livros da Kondo são ilustrados ?!
    Você já viu a versão vendida pela revista da Avon?!

    Grande beijo
    Carol

    • Thais Godinho respondeu Anna Carolina 22/12/2016

      Só o segundo.

  44. Fernanda 11/04/2017

    Eu ameeeei esse livro! Finalmente consegui manter a casa organizada e concordo com você que dá pra fazer aos poucos. Levei alguns meses para destralhar tudo e agora é só manutenção!

  45. Mariana 27/05/2017

    Oi Thais!

    Descobri seu blog ha pouco tempo, justamente por causa das resenhas dos livros da Marie. Eu li o primeiro, e esse fds comeco o segundo.

    Pra mim, ele foi life-changing e tambem um extreme makeover! Rsrs Eu sou uma desorganizada nata, alem de ter TDAH, entao pensa numa hot mess em forma de gente (kkkk). Ja vinha lendo, pesquisando e tentando aplicar varios metodos, mas so o livro da Marie me ajudou a mudar a tal ponto a minha casa e consequentemente a minha mentalidade, que eu estava a ponto de marcar psiquiatra pra pedir remedio pro TDAH, e desisti, pq depois da arrumacao eu comecei a me sentir muito mais tranquila, focada, e objetiva.

    Ainda estou nos “finalmentes” da arrumacao, pois como vc disse, pra quem vive a vida real, nao tem muito como fazer tudo de uma vez e rapido, mas tudo ja tem outra cara (principalmente EU! rsrs).

    • Thais Godinho respondeu Mariana 29/05/2017

      Obrigada por compartilhar. Uma das coisas que mais sou grata à Marie Kondo é por essa popularização da organização. É tão bom ver depoimentos como o seu! Organização muda vidas. <3

  46. […] deles tenha gerado outros fenômenos como o sucesso arrebatador da filosofia da Marie Kondo (leia mais sobre ela aqui) e ideias como a criação de um armário-cápsula, além da popularização de programas de tv que […]