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Em junho de 2014, eu bati meu cartão pela última vez na empresa onde trabalhava e encarei de frente o desafio de ser autônoma e trabalhar em casa (ou de onde eu quisesse). Eu tinha um emprego estável, que pagava as minhas contas e sustentava a minha família, e pela primeira vez em muitos anos me senti segura para fazer essa transição mesmo com aluguel, financiamento de carro e outras contas batendo à porta.

Como vocês podem imaginar, essa decisão não foi tomada da noite para o dia. A insatisfação vinha de um bom tempo – com tudo relacionado à minha vida profissional. Eu estava prestes a lançar um livro em agosto e não tinha como dedicar mais do meu escasso tempo a algo que era realmente importante para mim. Também sentia que eu tinha oportunidades legais de crescimento investindo em algo não só que eu amo, mas que é uma demanda mundial (“todo mundo quer ter uma vida organizada”, já dizia uma colega da pós-graduação). Mesmo assim, juntar tudo, prender a respiração e dar um mergulho não é fácil, mas eu fiz.

Hoje, alguns meses depois, consigo olhar um pouco para trás e fazer um balanço de como têm sido os meus dias trabalhando em casa e por conta própria.

A primeira coisa que eu gostaria de dizer, e que vocês já devem imaginar, é que não é fácil. Não apenas pela preocupação de não ter o salário certinho na conta todo mês, mas porque existem pessoas que dependem de você e da sua competência para fazer acontecer. Além do que, o modelo tradicional de trabalho das 8 às 18h está enraizado na nossa cabeça de tal forma que é difícil a gente mesmo se acostumar com a rotina e, além disso, convencer os familiares. Meu marido até hoje acha que eu tenho que trabalhar das 9 às 18h, mesmo que eu tenha perdido a minhã inteira fazendo compras no supermercado, por exemplo…

Outras coisas que eu percebi e aprendi:

  • Cada pessoa tem um ritmo e deve construir uma rotina que se adeque a ele. Eu tentei acordar cedo muitas vezes e perdia a manhã inteira em estado letárgico, sem conseguir produzir. Lembrem-se que eu trabalho com criação, conteúdo e ideias, então estar inspirada é fundamental. Ainda gosto de tentar acordar cedo, mas uso esse período do dia pra atividades mais rotineiras e que não demandem criatividade, apenas por me conhecer melhor.
  • Tem que tomar muito cuidado para a rotina não virar uma coisa anti-produtiva. E sim, aqui é a Thais, usuária de GTD há mais de oito anos, que está falando. Como os horários se confundem, é muito fácil parar um pouco para almoçar e aproveitar para lavar a louça, arrumar aqui e ali, navegar na Internet e depois ter que ficar terminando pendências de noite. Nada contra fazer isso, desde que você tenha se programado. Acho que a grande chave (e que tem funcionado para mim) é descobrir os períodos de maior e menor energia e designar atividades específicas para eles. Por exemplo, não vou programar de escrever um post para o blog em um momento que estarei cansada. E é difícil entender isso – a gente vai aprendendo com o tempo mesmo.
  • Os horários se misturam e isso é ok, contanto que você se organize. Uma das grandes vantagens de ser autônoma é essa liberdade de poder fazer o seu próprio horário (exceto quando se tem reuniões e outros compromissos, claro). A primeira vez que eu fui ao médico em uma quarta-feira à tarde e não precisei pedir atestado foi de uma libertação tremenda para mim. Não preciso dar satisfação para ninguém, eu pensei. Mas aí não pode achar que você não usará parte da sua noite, quando a maioria das pessoas chegou do serviço e está descansando, para trabalhar também. Não existe feriado e final de semana para mim. Como o que eu ganho depende da minha “produção”, e eu amo o que eu faço, trabalho não é algo enfadonho, cansativo e chato. Faz parte da minha vida. Eu realmente preciso me cuidar para equilibrar o tempo que passo trabalhando com as minhas outras atividades pessoais, mas já não me cobro tanto com relação a turnos ou horários.
  • Apesar de os horários se misturarem, é importante descansar. Você pode não ter um final de semana como as outras pessoas, mas pode determinar que segunda de manhã você vai descansar ou vai tirar a quinta de folga. É fundamental fazer isso e refrescar a cabeça um pouco. Só trabalhar direto, sem a sensação de descanso, a médio prazo começa a se mostrar uma alternativa não muito saudável e viável. Delegar algumas tarefas pode ajudar, mas isso só é possível com o tempo (e à medida que você vai ganhando mais dinheiro a ponto de poder pagar outras pessoas para fazerem coisas para você).
  • Apesar de eu não ter que dar satisfação a ninguém e não ter “chefe”, todo cliente é meu chefe. Se eu der alguma mancada ou não cumprir algum prazo, posso perder o cliente e, por fim, o meu “salário” que viria dali, sem vínculo nenhum.
  • Cada setor tem as suas sazonalidades e dificilmente alguém contará isso para você – você vai acabar descobrindo sozinho/a. Há períodos em que você vai trabalhar muito e ganhar bem, como haverá períodos em que você trabalhará pouco e receberá quase nada. Tem que existir um equilíbrio e um planejamento para essas épocas, para você não desanimar e se desesperar.
  • As pessoas que continuam no mesmo ritmo de trabalho convencional vão estranhar quando você estiver trabalhando em um feriado ou durante a viagem para a praia. Faz parte do seu trabalho explicar e esclarecer sobre o seu novo modelo. É tudo novidade para elas.
  • Elas também vão estranhar e podem fazer comentários maldosos se você estiver no cinema em uma terça-feira à tarde. Isso é uma desvantagem, porém, estar no cinema em uma terça à tarde é uma enorme vantagem que você tem! Aprenda a lidar.
  • Quanto mais dinheiro você tiver conseguido juntar para fazer essa transição, melhor. Isso vai te deixar menos preocupado/a e ansioso/a.
  • Fazer o que se ama é maravilhoso, mas muitas vezes “o que se ama” é ter essa flexibilidade e trabalhar com coisas aparentemente bobas que ninguém ama, como produzir conteúdo para uma empresa de sacos plásticos ou gerenciar contatos para uma PR. São apenas exemplos. Quando pensar em fazer o que você ama, veja se está relacionado ao O QUÊ do seu ofício ou ao COMO.
  • Você vai sentir medo e vontade de abraçar todas as oportunidades que surgirem, para evitar ficar sem trabalho e sem dinheiro. Isso pode te tirar do foco, ou talvez você o perca. Aproveite esse período para se conhecer melhor e ver o que você quer fazer. Ter uma missão pessoal ajuda a decidir.
  • Trabalhar em casa não significa, literalmente, trabalhar em casa. Significa que você pode trabalhar de qualquer lugar. Ficar muito em casa pode te deixar meio deprê e desanimado/a. Procure almoçar fora ou dar uma volta na hora do almoço, conversar com outras pessoas, fazer as reuniões pessoalmente, trabalhar em uma cafeteria ou em um espaço de coworking. Não precisa ser todos os dias, mas pode ajudar variar os ares de vez em quando.
  • É praticamente impossível convencer todo mundo logo de cara que, porque você está casa, não significa que você esteja disponível. Estabeleça regras como “se eu estiver com o fone, estou concentrada/o, não me interrompa” ou “quando eu estiver em reunião, vou colocar um post-it amarelo na porta”. Estar em casa foi uma grande novidade tanto para o meu marido quanto para o meu filho, e a minha dedicação ao trabalho no começo foi muito estressante, pois precisava parar a todo momento. Aos poucos, todo mundo vai se acostumando.
  • Não pire – pense em soluções. Se você não consegue se concentrar no home-office, vá para a sala ou para a cozinha. Se tiver quintal, vá para o quintal, ou varanda. Se sua cadeira machuca as suas costas, pesquise e economize para comprar um modelo novo. Se você tem muito papel, tire um dia para organizar tudo. É muito importante que o seu local de trabalho esteja organizado e limpo, para você não desanimar de trabalhar ali.
  • Estabeleça suas prioridades e torça para que as pessoas não pensem mal de você. De verdade, as pessoas ficam chocadas quando eu digo que não deixo ligada a notificação do What’s App! Ou que não posso sair em uma sexta à noite porque estou trabalhando no meu novo livro. É outro ritmo – repita o mantra até você assimilar e parar de se sentir culpada/o pelo estranhamento dos outros. Falar não faz parte – você que gerencia seu tempo agora, e não um relógio de ponto. Logo, precisa ser criterioso/a.

No geral, o que eu realmente sinto depois desses meses é que não é fácil, que a rotina deve ser adaptada ao estilo de cada um e que é muito fácil se deixar levar pela falta de foco. Porém, com organização e um pouco de disciplina, mas principalmente de auto-conhecimento, eu não consigo me imaginar trabalhando de outra maneira que não assim daqui para a frente. Tem um pouco de ser artista nesse meio todo, porque você colhe o resultado de um trabalho que você fez por merecer, e não aquilo que alguém acha que você merece. É muito satisfatório e feliz, mas também não acho que seja para todo mundo. Cada um tem seu grau de importância para determinados fatores. Por exemplo, para mim, ter estabilidade no emprego foi importante durante muitos anos, e acho ok que isso seja um parâmetro, especialmente quando se tem uma família que depende de você. Hoje, penso que a estabilidade deve ser construída por mim – é outra visão do mesmo todo. E estou bem com isso.

Thais Godinho
23/01/2015
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  1. Ivan 23/01/2015

    Thaís,

    Em relação às tarefas chatas de quem trabalha autonomamente, como recolher INSS, ISS e imposto de renda, você delega ou faz sozinha também?

    Abraço

  2. Ana 23/01/2015

    Olá, Thaís! Acompanho seu blog sempre, mas é a primeira vez que comento. Adorei seu relato pessoal sobre o que é trabalhar por conta própria. Parece o conto-de-fadas hehehe, mas não é mesmo! E é legal relatar porque assim vemos que quem é organizado e ensina os outros a serem também precisa colocar em prática tudo o que ensina e não é perfeito. Gosto muito de uma frase que você cita: “antes feito que perfeito”. Já fui perfeccionista e me curei. Era assim pra mostrar que dava conta de tudo, que era a poderosa… mas aí entrei em parafuso… Hoje faço tudo o que preciso sem me cobrar perfeição, não que isso signifique desleixo, mas apenas que me preocupo com o essencial, não com o supérfluo. Estou mais feliz e com mais tempo pra mim. Bjsss

  3. Afrânio 23/01/2015

    Olá Thais, esse é meu primeiro contato com vc. Estou adorando seu blog… e blog é coisa que não costumo nem tenho tempo pra ler… Também quero trabalhar “em casa” e estou me informando aos poucos pra isso… Mas ainda falta muita coisa… Espero aprender muito com vc, com dicas legais… Obrigado por sua valiosa contribuição. Parabéns e Abraço.

    • Thais Godinho respondeu Afrânio 23/01/2015

      Obrigada você por comentar!
      Espero que apareça mais! 🙂

  4. Henrique Scholze 23/01/2015

    Post muito inspirador!

  5. Janaina 23/01/2015

    Mais um excelente texto seu. Estudo e trabalho em casa e muitas vezes ouço das pessoas: Vc NÃO está trabalhando neh? isso doi muito de ser ouvido e já estou cansada de ter que explicar. Meu marido é muito tranquilo quanto a isso, mas pessoas de fora se intrometem demais… incrível como a ideia de que – se vc não tem algo de bom para falar para alguém, fique quieto! – não tem sido muito utilizada. Mas é isso ai, continuo na luta para me organizar melhor, para usar menos redes sociais e internet e assim maximizar meu tempo – meu trabalho e estudo -. Obrigada pelo texto, mas ajudou demais (como os demais do seu blog tem me ajudado). Um abraço

  6. Victoria Morena 23/01/2015

    Muito legal ver sua perspectiva hoje. Lembro quando anunciou a “mudança” ano passado, e fiquei preocupada por você, mas tinha certeza que você não teria tomado essa decisão da noite pro dia e sabia que você só cresceria! Fico muuuuuuuuuuito feliz em saber que está tudo bem e torço todos os dias pelo seu sucesso e pelo bem da sua família!
    E agora está com o livro VO em Portugal! Uauuuuuuu! Quantas noticias boas! Parabéns por tudo que você está alcançando! VOCÊ MERECE!
    Você serve de inspiração para mim, que estou começando a vida (20 primaveras), aprendendo a lidar com o trabalho e conciliar com o pessoal. Organizando meus objetivos para alcança-los!
    Sucesso sempre!

  7. Cidalia Santos 23/01/2015

    Olá Thais,

    Finalmente consegui descobrir o seu livro em Portugal, encontrei na Bertrand online, fiz a encomenda hoje, estou desejosa de começar a ler!!! Continue escrevendo!! Eu costumo ler o seu blog diariamente, apesar de não ser meu habito comentar, tem-me ajudado muito pois também trabalho em home-office e por vezes perco-me um pouco…… principalmente na organização, e sinto ainda dificuldade em separar a parte do trabalho com parte doméstica. Mas aos poucos chego lá e com a sua ajuda melhor ainda!! Beijinhos!!

    • Thais Godinho respondeu Cidalia Santos 23/01/2015

      Obrigada, Cidalia! Descobri essa semana que foi lançado em Portugal. Assim que tiver mais detalhes, publico no blog. Obrigada por vir me contar. Espero que goste do livro. 🙂

      • Sofia respondeu Thais Godinho 25/01/2015

        Que boa notícia! Não sabia que já estava à venda! Vou procurar ainda hoje!
        Beijinhos

  8. Rayssa 23/01/2015

    Esse seu post fez com que meus pensamentos (e meus objetivos) voarem mais alto. Pois é possível. Obrigada!

  9. fab 23/01/2015

    Ei thaís, vou visitante nova, tenho acompanhado seu blog nos últimos dias, só uma críticazinha: tenho achado os posts muito longos, cansativos de acompanhar, no mais, tudo muito bom, parabéns!

    • Thais Godinho respondeu fab 23/01/2015

      É o estilo do blog, mas é muito importante que vc comente, pq toda crítica é um feedback. Obrigada!

      • Dalva respondeu Thais Godinho 24/01/2015

        Já eu adoro os posts longos, pois eles tem bom conteúdo e sempre fico querendo mais, coisa infelizmente rara no mundo dos blogs 🙂

  10. Bruna Silvestrin 23/01/2015

    Olá, Thais
    Estou refletindo muito sobre a possibilidade de me tornar autônoma (eu sou dessas pessoas que, como você, apesar de todas as dificuldades, se sentem mais felizes gerenciando a própria vida e os próprios horários). Estou com 37 anos e trabalho, atualmente, com revisão de textos de língua portuguesa, mas meu tempo é bastante limitado em função da jornada diária de cumprir hora em uma empresa. Meu objetivo é me tornar autônoma para, inclusive, agregar outras coisas, abrir espaço para criação e outros projetos que fui deixando na gaveta. É muito estimulante saber que existem pessoas (realizadas) que conseguiram passar por essa transição. Eu estou nesse período, o da transição. E creio que uma das maiores dificuldades é mesmo lidar com as pessoas (o que elas pensam ou como se comportam diante desse novo modelo de vida). Quando, eventualmente, trabalho em casa, tenho de lidar constantemente com pessoas mal informadas (ou mesmo ingênuas) que julgam que, por estar em casa, você está disponível para qualquer coisa, menos para o trabalho. Eu acho que esse é um desafio que vale a pena encarar, pois não podemos sucumbir às pressões dos outros (e seus modelos socialmente aceitos e por vezes ultrapassados).
    As minhas dúvidas e inseguranças estão relacionadas, ainda, com a questão de como recolher INSS, como gerenciar a saúde (com um plano de saúde ou não). São coisas que para mim ainda não estão resolvidas.

    Obrigada pelo teu relato. É um estímulo a mais para eu (re)descobrir meu propósito e me tornar, cada vez mais, protagonista da minha própria história.
    Sucesso pra ti,

    Bruna Silvestrin

  11. Kalinka Carvalho 23/01/2015

    Que legal ler seus textos! Sempre uma inspiraçāo. Estou indo pelo mesmo caminho e me sinto bem e feliz! Sucesso!

  12. Wilma 23/01/2015

    Gostei do que li, sabia que não devia ser fácil, mas lendo seu post ficou mais real, e como você disse, não deve ser pra todo mundo ou ao menos para as que sabem controlar seu tempo, ser muito organizada e se conhecer muito bem…dismistifica um pouco a idéia de trabalhar em casa é bom…mas deve ser libertador, ganhar pelo que se faz bem feito…é tudo. Parabéns!!!

  13. Regiane 23/01/2015

    Oi Thais, eu já gostava do seu blog antes, agora então, estou amando!! Porque também trabalho em casa, tenho um ateliê no quintal da minha casa e até chegar aqui, já foram 3 anos, foram muitos ajustes que fiz sem ter nenhum “mentor”, lendo sobre o que se passou com você, percebi que as dificuldades de se trabalhar em casa acontece para todas as pessoas.
    Prefiro dormir tarde, acordar tarde e depois do almoço descansar 1 hora, assim acabo rendendo mais à tarde e produzo muito mais. Custou para achar um equilibrio e aceitar que posso descansar todos os dias essa 1 hora, eu achava que estava fazendo algo muito errado.
    Vai chegar a fase em que vão dizer assim: tá trabalhando muito, tem que descansar, tem que dar mais atenção para a família, tem que ter tempo para cuidar da casa (já que você está lá mesmo…).
    Amo trabalhar em casa, mas ainda falta ajustar muitas coisas, com o tempo vou percebendo e ajustando o que não está bom.
    Beijos e vamos juntas!

  14. Lucia 24/01/2015

    Há 8 anos sou autônoma… na verdade, pessoa jurídica, tenho uma empresa, depois de passar 10 anos como funcionaria pública. A sua descrição é bem fiel a realidade e me faz ver a dimensão do que vivi ( e algumas coisas que ainda vivo) sob outro ponto de vista, muito interessante, como espectadora da minha própria realidade. E, é, quase, como ler um diário: você revive as sensações e emoções que teve…enfim, maravilhoso, quero lhe agradecer por isto.
    E quero também contribuir, afinal, sua vivência nesta fase é de 7 meses e a minha 8, quase 9 anos… Acredito que você vai ainda mais se encantar com esta flexibilidade de espaço, tempo, liberdade e dominar melhor as atuais adversidades que acompanham este passo que está dando. Seu filho (eu tenho 2) e seu marido vão se adaptar, participar e adorar. E isto será rápido! Pois é fácil se adaptar ao bom, pois nos tornamos melhores quando estamos fazendo o que está de acordo com nossa natureza.
    Só quero acrescentar um alerta: “os outros são os outros e só!” MESMO que eles sejam nossos queridos ou um de nossos numerosos “chefes” (clientes). Eles nos norteiam, é verdade, mas se estamos de acordo com nossa essência não faz sentido sentir culpa de estar no cinema na terça ou trabalhando no feriado porque se para nós isto tem sentido, então é isto que está correto e é o que deve ser feito. Um abraço e siga em frente, sem culpa e sem se obrigar a dar explicaçōes!

  15. Na 24/01/2015

    Depoimento incrível! Realmente, a organização deve ser a palavra de ordem para quem tem esta liberdade! Por isso, penso que esta sua nova condição agrega ainda mais valor (quando achamos que não tem o que melhorar, melhora!) ao conteúdo que vc produz. Não só porque agora o seu trabalho é, em essência, exercer a sua missão pessoal, mas também porque fazer isto de forma autônoma requer organização nível hard! rsrsrs

    Ameii a frase “não pire, crie soluções”! Também acredito que este seja o caminho e a graça de tudo.

    Obrigada!!!

  16. Laura Braga 26/01/2015

    Olá Thais! Eu abdiquei de um emprego de alguns anos em setembro do ano passado e assumi meu sonho de ter horários mais flexíveis para meus filhos. Estou trabalhando como vendedora autônoma, trabalho com moda, vendendo para todos os conhecidos…e não vou negar: tem sido bom e difícil ao mesmo tempo.
    Como meus horários dependem das minhas clientes, é difícil explicar para as pessoas porque não estou mais presa a uma rotina fixa. Muitos me oferecem novos empregos, como se eu estivesse desempregada…e não entendem que é uma nova forma de ganhar dinheiro. E que eu tenho muito a fazer para o negócio, que ainda é inicial, prosperar.
    Também me pego com esse peso na consciência de, por exemplo, estar passeando no meio da semana, em horário comercial, enquanto todos( incluindo meu marido) estão presos no trabalho…como é difícil mudar esses padrões que carregamos conosco…mas descobrir seu blog tem me ajudado muito. e me inspirado a organizar meus dias às vezes caóticos.
    Um grande beijo e até breve!

    • Thais Godinho respondeu Laura Braga 26/01/2015

      É uma construção diária mesmo, Laura. Existe um padrão e estamos fora dele. É difícil para os outros e até para nós mesmas entendermos que não estamos erradas! E é super difícil!

  17. CarlaFrança 27/01/2015

    Bom Dia Thais,

    há 3 meses iniciei esse processo também, saí de uma empresa e agora trabalho em casa como autônoma e confesso que as informações tanto to site quanto do seu livro fizeram toda a diferença para que eu me dedicasse a esta mudança! Parabéns pelo sucesso!

  18. Leiliane Pinheiro 27/01/2015

    Oi Thaís! Sou seguidora antiga… mas sempre por aqui!
    Primeiro parabéns pelo sucesso, por mim já esperado. E pela maneira como está lidando e tirando de letra!
    Segundo, queria partilhar que trabalho em sistema de home office. Minha empresa é sediada em SP e atendo clientes em Fortaleza (e não, eu não passo o dia na praia! :)). A rotina de fazer seus horários; ter uma agenda mais maleável é maravilhosa sim; mas não se engane que também podem resultar em noites em claro por conta de relatórios e demais serviços que são feitos na madrugada office porque no horário comercial você foi à reunião da escola do filho, ou à uma consulta. Enfim…
    E para finalizar, sugiro um post relacionado à auto motivação! Essa que nós temos que ‘criar’ mesmo em dias chuvosos que a cama chama; ou mesmo para evitar a procrastinação (que me persegue um bocado :(…). Queria dicas de como aproveitar melhor essa rotina sem rotina e não perder o foco.

    Mais uma vez, parabéns e sucesso sempre!

    • Thais Godinho respondeu Leiliane Pinheiro 28/01/2015

      Obrigada pelas contribuições! Já existem posts com essa temática que você sugeriu, dê uma olhada!

  19. […] simplesmente entediante e deprimente para mim. E a Thais falou disso justamente nessa semana, clique aqui Um dia vi no Instagram uma foto de um livro chamado “O que fizeram com a sua […]

  20. […] dia comentei por aqui sobre os meus aprendizados nos últimos meses, desde que me tornei autônoma e passei a trabalhar em casa. Algo que eu ainda não tinha […]

  21. Wellington Duarte 11/05/2015

    Olá, Thais! Também estou trabalhando há 7 meses como designer, ‘com internet’ no geral. Amanhã volto a trabalhar na antiga empresa. Existe uma diferença muito grande entre abrir um negócio próprio e trabalhar em casa ‘limitando-se ao quarto’.

    Para resumir, eu gostei e não gostei, pois minha organização foi para o saco.
    Quando se é freelancer, você não consegue planejar a sua semana diligentemente, pois é difícil saber quando que terá trabalho e quanto tempo dura cada um. Outro problema é administrar o contato com cliente, a criação, o preço, etc. Fora os calotes e aquela época das vacas magras. Enfim.. C’est La Vie

    O que me aconteceu foi ficar muito tempo em casa, no meu quarto na verdade. Acho que a organização está muito ligado a estabilidade, emocional e rotineira. Quando você perde sua estabilidade, a organização vai junto.

    Não que eu não aconselho essa estilo de vida para ninguém. Eu acho ótimo quando você já é Pro ou tem filho pequeno, ou simplesmente não está em uma empresa no momento, mas é complicado arriscar.

    Comecei a sentir falta de contato com pessoas, e outra coisa que me detonou foi as distrações. É quase impossível ficar procurando ‘jobs’ em sites de freelancer e não gastar horas do dia pra conseguir algo. Isso me mata. – OBS: Tive que remover todas as redes sociais, apenas usava-as para trabalho –

    O lado bom agora é que eu posso fazer um extra enquanto trabalho na empresa. Foi ótimo conhecer os dois lados e saber que consegui sobreviver fazendo o que sei.

    Tem que ser muito organizado para viver assim, mas vale muito a pena. Haha, eu nunca fiquei doente nesses dias, nem fui ao cinema. Acho que nem um cochilo a tarde tirei, é mole?

    Grande abraço!

    • Thais Godinho respondeu Wellington Duarte 12/05/2015

      Muito legal seu depoimento. Obrigada por compartilhar!
      E, só para constar, também nunca tirei um cochilo à tarde, haha
      Em compensação, às 19h já parei de trabalhar e estou com meu filho no sofá!

  22. […] Como eu me sinto depois de 7 meses trabalhando em casa como autônoma […]