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Hoje o post traz a Parte 6 do Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. Confira os posts anteriores na tag Guia definitivo GTD e Evernote. Hoje falaremos sobre os últimos três níveis do GTD, que correspondem às metas para os próximos dois anos, visões para 3 a 5 anos e a vida no geral.

Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

Aviso de atualização em dezembro/2015: Quando escrevi este post, em 2014, eu não tinha feito os cursos diretamente com o David Allen e, por isso, estou revisando esta série um ano depois para aprimorar alguns conceitos. Se você já leu esta série antes, peço que releia e encontre notas como esta ao longo do texto para conferir as atualizações.

Outro ponto importante: Este modelo pode parecer complicado para quem estiver começando a usar GTD, e é mesmo. Ele foi feito, como disse ali em cima, para quem já usa o método e queria um modelo mais completo. Não falo isso por besteira, mas porque é bem complicado assimilar conceitos com os quais você não está familiarizado. Caso seja iniciante no GTD, recomendo que comece pela série Aprenda GTD e não use este guia. Obrigada.

Sobre os períodos de tempo

O David Allen faz essa divisão:

  • Objetivos e metas (1 a 2 anos)
  • Visão (3 a 5 anos)
  • Propósito e princípios

Quando falamos em metas, é legal lidarmos com o período de 1 a 2 anos, realmente, porque é um período mais razoável para gerenciarmos nossos projetos em andamento que apenas 1 ano (como nas resoluções de ano novo). No geral, o que está em nosso radar de hoje até daqui a 2 anos é o que temos controle no momento. Passou disso, vira visão, pois muito ainda pode acontecer até lá. Ou seja: se estiver dentro desse período de 24 meses, podemos lidar com metas. Se passar disso, o que podemos ter é somente uma estimativa. Legal, né?

Na minha organização pessoal dentro do Evernote, eu faço um pouco diferente e configuro assim:

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Aviso de atualização em dezembro/2015: Eu não divido mais desse jeito, mas mantive o print como registro para quem quiser fazer parecido. Para saber como eu faço, acompanhe sempre a categoria Meu uso do GTD, que traz os posts mais atualizados sobre o meu sistema.

Horizonte 3 – Objetivos e metas

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A ideia é criar sub-tags para as metas de 1 a 2 anos.

Mais uma vez, dividir em objetivos para 3, 6, 12 e 24 meses foi uma escolha minha, bem pessoal. Você pode manter todas as suas sub-tags de metas para 1 a 2 anos dentro da tag 30.000 ft – Metas para 1 a 2 anos. Ou ainda pode criar sub-tags como “Objetivos – 2014” e “Objetivos – 2015”. Fica a seu critério. Mais uma vez, eu prefiro assim apenas porque, para mim, funciona melhor.

Eu coloco um asterisco na nomenclatura da tag porque, quando digito * na nota, o Evernote me lista todos os objetivos e fica mais fácil de selecionar o que eu preciso. Também coloco os meses na sequência porque eles ficam agrupados e fica mais fácil de reconhecer. Não vou ficar desmembrando a árvore de tags toda vez que for processar uma nota.

Os objetivos serão associados a projetos. No próximo post, eu vou falar sobre como usar as notas, tags e cadernos na prática, então peço apenas mais um pouquinho de paciência para essa demonstração. É importante explicar nível por nível antes de entrarmos nessa parte.

Horizonte 4 – Visão

 

É importante lembrar que as visões para 3 a 5 anos são apenas isso: visões. Estimativas. Não tem como a gente saber exatamente o que vai estar fazendo daqui a 3 ou 5 anos, mas podemos ter uma ideia, pois isso pode guiar nossos passos aqui no presente.

Aviso de atualização em dezembro/2015: No curso que eu fiz com o David Allen, aprendi que visão é tudo aquilo acima de 3 a 5 anos. Se eu quiser ter uma timeline da minha vida de 100 anos, isso é visão, por exemplo.  Para recomendar a organização aqui, eu criaria uma nota com cada tópico relacionado à visão e, dentro dela, inseriria as informações.
Aviso de atualização em dezembro/2015: Uma das recomendações aqui seria o uso da tag Big picture, que anteriormente eu recomendava que ficasse no Horizonte 5. Faz mais sentido ficar aqui, porque se trata de uma visão da vida como um todo.

Em Big picture, eu faço um apanhado da minha vida no geral. Até hoje, me pergunto se não poderia ser uma tag de referência, mas ela é ativa demais para ficar arquivada lá. Em Big Picture, eu tenho uma nota para cada ano da minha vida, onde anoto marcos e informações especiais, para fazer um resumão mesmo. A ideia é ter um registro de todos os anos que vivi, e fico feliz por ter começado a fazê-lo agora, e não com 70 anos (não ia conseguir me lembrar de nada). Então, se eu digitalizo algumas fotos da minha formatura no ensino médio, por exemplo, basta linkar a nota na nota de ano correspondente, ou inserir uma foto nela, para ficar bonitinha. Dá para fazer a acontecer aqui. A ideia é tão legal (eu acho) que daria para fazer um post inteiro sobre ela, mas é que demanda digitalizar muito material que ainda não digitalizei, para ficar um post bacana. Mas pretendo fazer assim que conseguir.

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Dentro da tag “2014” (ano corrente), eu tenho as notas acima, que vou atualizando à medida que tenho essas informações. Quando o ano for concluído, basta mesclar todas as notas e arquivá-la como “2014” dentro da tag “Big picture”, junto com os anos anteriores, e renomear a tag “2014” para “2015”. Bem divertido!

Também gosto de deixar “Objetivos concluídos” dentro de “Big picture”, porque acho que tem a ver. Apesar de atualmente estar arquivando os objetivos com suas tags correspondentes, estou me perguntando se não vale a pena ter uma única nota para o objetivo concluído e, dentro dela, eu linkar o que eu quiser que tenha sido relacionado: outros objetivos, projetos afins etc.

Horizonte 5 – Propósito e princípios

 

Chegamos à minha parte preferida, que é a visão geral da nossa vida! É por isso que o GTD é um método tão incrível – não se trata de gerenciar ações e calendário, isso é o mínimo. Estamos falando em encontrar uma maneira de viver uma vida coerente.

Por fim, tenho a tag “Valores e princípios”, que também é sugestão do David, onde eu tenho uma nota para cada percepção de vida sobre diversos assuntos. Exemplos: “Minha visão da maternidade”. “Minha visão sobre minha carreira como organizadora profissional”. “O que eu penso sobre o aprendizado de idiomas”. E por aí vai. A ideia é registrar todo tipo de reflexão que eu tenha a respeito de princípios e valores da minha vida. Para quê? Oras, para ter parâmetros para tomar decisões.

Como lições de casa, hoje quero pedir para você:

– Pensar nos seus valores e que objetivos de vida você tem, lá no íntimo do seu ser. Esses objetivos podem mudar, mas dificilmente irão, porque fazem parte de nosso caráter. Você observará isso, mas lembre-se de que eles não estão escritos em pedra. Faça essa reflexão e liste os objetivos que pretende ter atingido no dia em que estiver partindo desta para uma melhor.

– Pensar em um objetivo de longo prazo (acima de 10 anos) que contribua para que o seu objetivo de vida seja realizado. Eles devem estar relacionados. Faça isso para cada objetivo de vida. Se não conseguir encontrar um objetivo de longo prazo para um objetivo de vida, questione-se se esse objetivo de vida realmente é real para você.

– Pensar em um objetivo para daqui a 3 a 5 anos que tenha a ver com o objetivo de longo prazo, como no exemplo acima. Por exemplo, se eu quero deixar dois apartamentos para deixar de herança, um objetivo para daqui a 3 a 5 anos pode ser comprar um apartamento na planta. Faça isso também com todos os seus objetivos de longo prazo.

– Pensar em metas para 1 a 2 anos que estejam relacionadas com seus objetivos de 3 a 5 anos. Vale o mesmo raciocínio explicado anteriormente.

– Verificar se sua lista de projetos atuais batem com suas metas de 1 a 2 anos. Se tem projetos que não tenham nada a ver com elas, faça uma análise – está faltando objetivo ou sobrando projeto insignificante? É assim que a gente aprende a definir prioridades.

– Por fim, garantir que todos os seus projetos tenham pelo menos uma próxima ação definida. Se não conseguir, pergunte-se se o projeto é coerente com sua fase de vida atual. Talvez ele deva ir para “Algum dia / Talvez”, ou outro deva sair para ele entrar.

Ou seja, bastante coisa para fazer antes do próximo post, hein, pessoal? 🙂

A ideia é analisar a vida como um todo mesmo, dar esse chacoalhão inicial, para depois ir simplesmente administrando. É o que o GTD promove e o Evernote proporciona. Mas o cérebro ainda é só o nosso mesmo.

Até o próximo post.

72 Comentários

  1. Parabéns pelo novo post. O GTD realmente pode fazer maravilhas em nossas vidas. Basta querermos, iniciarmos e, principalmente, mantermos. Iniciei o GTD e o Evernote por sua causa. E, parece, está dando certo. Já me considero um cara organizado e com mais tempo para fazer os zilhões de coisas que a vida nos oferece. Não vejo a hora do próximo post. Parabéns pelo lançamento do seu livro.

  2. Thais, primeiramente quero parabeniza-la pelo trabalho de apoio na aplicação do GTD no Evernote. Está fantástico. Sou iniciante na ferramenta Evernote, confesso que já busquei em vários lugares e não achei nada sobre a organização dos sub grupos das tags dos aplicativo para smartphones e tablets. No notebook a organização fica perfeita, porém nos demais não consigo agrupa-los. Estou fazendo algo errado ou deixando de fazer? Agradeço de forma antecipada!!

  3. O post mais lindo de todos os tempos 🙂 Mil “obrigadas” !!!
    Voce me inspira muito, Thais. Acho que comecei a ler seu blog no final do ano passado. Tem tanta coisa que mudei para melhor na minha vida por causa dos seus ensinamentos que daria uma lista super longa. Voce ja esta deixando um legado, pode ter certeza.
    Um grande abraco,

  4. Olá Thais. Parabéns pelo blog, é ótimo. Acompanho sempre.
    Lendo seus textos sobre o evernote me surgiu uma dúvida que não estou conseguindo sanar.
    Para guardar arquivos, textos, documentos utilizo o dropbox, alguns utilizam o google drive. A questão é, você também os utiliza, ou deixa tudo no evernote? E como posso fazer a distinção dos arquivos que irão para o evernote e os que vão para o dropbox? O evernote pode substituir o dropbox?
    Me ajude, por favor.
    Obrigada!!!

    • Oi Cássia,

      O Evernote funciona mais como um cérebro virtual. Eu arquivo TUDO nele.

      Não tenho regras fixas para usar o Dropbox. No geral, deixo lá arquivos que estou trabalhando em diversos dispositivos ao mesmo tempo (apresentações, imagens, docs) e, para arquivar, coloco no Evernote.

      Eu acho que o Evernote pode sim substituir o Dropbox, mas há limitações de espaço (100Mb por nota). Tem que analisar caso a caso.

      Bjo

  5. Thaís, que eu saiba, as taxas de juros para poupança são iguais em todos os bancos, o que muda são as taxas para CDB.

  6. Thais, ainda não agradeci pelo seu acolhimento na Bienal, tanto no evento sobre Evernote quanto no sobre organização, no stand da editora. Você está mexendo com o dia-a-dia da minha família.

    Neste post, a imagem com a hierarquia (o exemplo) foi daquelas que me fazem parar e ficar pensando na vida por dias. Acho que você atingiu algo em mim bem em cheio.

    Não sei como estarei ao sair desta situação, mas sinto uma mudança em operação. Obrigado.

    • Davi, muito obrigada pela sua presença na Bienal e pelo cuidado de vir até aqui deixar um comentário.

      Fico contente que o post tenha tido esse efeito! É assim que eu me sinto também quando faço essa análise. A gente percebe que muitas coisas que faz hoje não têm lá muito sentido, não é verdade? E que poderíamos estar investindo em outras. Acho que é bem interessante como podemos validar o que estamos fazendo e ter parâmetro para tomar decisões.

      Obrigada de novo!

  7. Thais,

    Já faz uns 2 anos que comecei o livro do GTD mas ficava sempre pela metade, a leitura não fluia. E nesse meio tempo notei como fui deixando de lado a organização na minha vida e as coisas saíram de controle até chegar no ponto que acho que muitos de nós já chegamos de ter a sensação que a vida está passando e que eu não estou fazendo nada com ela… Quando você falou a primeira vez do Evernote achei fantástico de cara, mas até agora só usava como arquivo. Desde que você começou essa série de posts decidi que era o momento de tomar as rédeas da minha vida de novo. Li todo o livro do GTD e estou implementando o sistema no Evernote igualzinho você tem explicado porque tudo parece fazer um sentido enorme! E é isso que eu buscava! Sentido! Esse post foi um dos melhores com certeza até agora, porque mete o dedo na nossa ferida mesmo, afinal, estou aqui de espectador ou de personagem principal? Muito obrigada e desculpe o desabafo mas você me inspira muito!

    Agora vamos a dúvida hehehe
    Na parte do texto em que você diz: “Quando o ano for concluído, basta mesclar todas as notas e arquivá-la como “2014” dentro da tag “Big picture”, junto com os anos anteriores, e renomear a tag “2014” para “2015”.” Você quis dizer que você passa a tag 2014 para referência geral? Porque como o ano já terminou não estará mais ativo. É isso? Ou entendi errado?

    Obrigada mais uma vez por tudo, você é fantástica!

  8. Cara Thais, acho que no “Como lições de casa, hoje quero pedir para você”, no primeiro tópico faltou depois de “mas” o seguinte termo: os valores, para ficar melhor compreendido. Estou aprendendo muito a organizar meu dia a dia com suas dicas. Valeu!

  9. Thais,

    Já uso o Evernote para tagear meus vinhos. Dentro da etiqueta vinho eu havia criado a etiqueta 2014.
    Ao tentar criar a etiqueta 2014 dentro de Big Picture, o Evernote acusou isto e não permitiu a criação da tag.
    O que você sugere que eu deva fazer?
    Obrigado e parabéns pelos posts. Estão fantásticos!

    Fabiano.

  10. Thais,

    Ainda sobre a impossibilidade das tags de mesmo nome:

    Acabei descobrindo que uso as tags pra outras referências também.

    E quanto a meus documentos de referência do IRPF que têm a tag 2014?

    • Fabiano, taxonomia pessoal é uma coisa muito complexa e pessoal. Você sempre tem que criar as tags pensando nisso. Que tal “IRPF 2014”? Não tem muito segredo. Faça o que for mais dedutivo para você.

  11. Seus posts sobre o GTD no Evernote estão excelentes! E pra mim tem sido uma releitura do método GTD do David Allen. Muitas coisas que eu não compreendi com o livro, passaram a ficar mais concretas com suas explicações!
    Parabéns e sucesso!

  12. Olá Thais,
    Acho que estou comentando demais nesse guia, mas como estou empenhada em aplicá-lo sempre surgem dúvidas. >.<
    Estou com dificuldade de definir algumas coisas como Projeto ou Objetivo, mesmo tendo entendido a diferença que você mostrou no post.
    Por exemplo, Casamento (ou melhor, a festa de casamento) e Doutorado (iniciar e terminar) são Projetos ou Objetivos?

    Bjos e obrigada pela dedicação!

    • Thais, tudo bem?

      Assim como a Carol (de um dos comentários acima) estou empenhado em aplicar o este maravilhoso guia que você criou. E leio todos os comentários. Muitas dúvidas que tenho se repetem com outros leitores e acabo encontrando nos comentários a resposta que busco. Acho ótimo que todos comentem e exponham suas opiniões. Enriquece demais esta experiência.
      Como ela, também estou tendo dificuldades em definir alguns objetivos.
      Estive pensando aqui, que seria interessante (aos que não se sentirem excessivamente expostos, claro!) criarmos uma conta no flickr (ou utilizarmos a sua ;D) para apresentarmos imagens de nossos rascunhos, mostrando como estamos desenvolvendo cada etapa. O que acha?

  13. Olá Thais. Percebi somente agora, fazendo uma releitura em todos os posts, que você colocou algumas notas referentes ao ano de 2014 em um caderno chamado “Referência” e não “tagueou” (será que existe isso?!) na etiqueta “Referência Geral”. Confesso que me perdi, já que o início do guia teríamos apenas 2 cadernos. Por enquanto, estou mantendo em “Big Picture”, “2014” no caderno “Processadas”. See ya.

    • Oi Elmo,
      Dá uma lidinha na parte 7. Fiz um adendo sobre o uso de cadernos para que existam outras alternativas para quem não gosta de usar só 2 cadernos.
      Obrigada.

  14. Mais uma vez: parabéns, Thais!
    Para mim um dos maiores desafios é estabelecer a distinção entre projeto e objetivo. Através dos comentários, parece que é assim para outras pessoas também.
    “Arrumar o quarto”, por exemplo, aparece logo como um projeto. Mas ele pode ser dividido em “arrumar o guarda-roupa”, “arrumar a estante”, “arrumar as gavetas da bancada”… e por aí vai. Sendo assim, “arrumar o quarto” seria um objetivo, certo?

  15. Boa Noite Thais! Olha eu aqui ‘trávez! Hihi!

    Então, estou com uma dúvida em relação aos projetos, objetivos e metas.

    Os objetivos devem ser encarados apenas como itens relacionados a mim como indivíduo?
    Pergunto isso porque sou arquiteta e fiquei me perguntando se poderia adaptar objetivos a esse campo. Exemplo: um cliente me contrata para reformar a casa onde mora. Irei desenvolver projetos arquitetônicos para sala, banheiro social e quarto do bebê. O que você acha de eu transformar em objetivo a “* Reforma cliente X” e em projetos os “! Cliente X – Sala”, “! Cliente X – Banheiro” e “! Cliente X – Quarto de bebê”?

    Fiquei me questionando se talvez não ficaria muito confuso!

    Outra dúvida, você disse no texto que “Se algum desses sub-projetos já estiver em andamento, vira uma meta para 1 a 2 anos.” Mas eu tinha entendido que as metas eram sinônimos de objetivos, ou seja, uma seqüência de projetos. No seu exemplo, “organizar a despensa” não seria apenas um projeto? e se já estiver em andamento não seria tageado apenas com a tag do projeto em andamento? como vai ser também uma meta (objetivo)?

    Não sei se ficou claro, mas enfim, valeu a tentativa!
    Obrigada!

    Ana Luzia.

    • Oi Ana,

      Então, o objetivo é seu. O cliente contratou VOCÊ, para VOCÊ executar. A execução pode sim ser um objetivo SEU, profissional.

      Para você, o objetivo pode ser “Reformar a casa do cliente X”. Para o cliente, será um objetivo chamado “Reformar casa”.

      Claro que você pode tratar como projeto e chamar os outros de sub-projetos.

      São apenas nomenclaturas. O importante é entender o conceito e conseguir se organizar, executar as ações relacionadas sem perder prazos e prioridades.

      Bjo

  16. Oi Thais, estou lendo e relendo várias vezes todos os posts sobre o GTD no Evernote. Agradecer a você pela contribuição por compartilhar este conhecimento é muito pouco perto do impacto que causou na organização e produtividade da minha vida. Não conhecia o GTD e o Evernote, passei a conhecer pelo seu blog. Nele descobri uma série de outras coisas interessantes que agregaram valor à minha vida. Estou aplicando o método a mais ou menos 4 meses e confesso, só a parte básica de coletar, processar/planejar, executar e revisar já da uma outra cara às nossas atividades diárias. Talvez pareça precoce, porém o que mais me chamou a atenção no método é o fato de ligar as atividades corriqueiras àquelas coisas que dão sentido a nossa vida como valores, princípios e objetivos de vida etc. e, exatamente nesta parte entra minha dúvida, talvez boba mas, espero que possa me ajudar. Quando você define um objetivo conforme descrito no nível de hierarquia, desenhar no formato vertical todas as ações até o nível 00.000ft é, relativamente tranquilo. Porém, quando colocamos isso dentro do evernote, de que forma você consegue ter esta visão? Digo, como você interliga um objetivo no nível 50.000ft até a ação no nível 00.000ft? Digo isso pois chego em um momento que não sei se devo criar uma tag dentro da tag Metas para 3 a 5 anos ou uma nota para “linkar” a uma tag específica. Será que minha dúvida é muito complexa ou estou complicando algo simples? Agradeço pela sua atenção.

    • Linkando as notas. Você pode clicar em uma nota, dar control + c e dar control + v na outra nota. Por ex, copio a nota do objetivo e colo na nota do projeto, para saber que estão interligadas. Além do que, a MPN do projeto tem a tag do objetivo também.

  17. Thais, como você faz para descrever um objetivo com mais detalhes? Você define uma “MPN” como se faz com projetos? Abs.

  18. Oi Thais,

    li o guia quando você estava postando na época e agora estou relendo, com mais calma e fazendo minha programação para 2015.

    Mas me surgiu uma dúvida. O que eu faço ou onde eu coloco quando um objetivo for alcançado?

    POr exemplo, algum objetivo de 3 ou 6 meses já foi concluido. Onde eu insiro?

    Obrigada!

    bjs

  19. Thais tenho uma dúvida quanto à relação entre projetos e objetivos. Cada projeto deve ter tageado com o objetivo relacionado.

    1 _ Essa tag tem de ser sobre o objetivo de cada nível ou de apenas um nível? Ex.: Tenho como objetivo de longo prazo comprar minha casa própria. Relacionado à isso, tenho como objetivo de curto prazo juntar R$50.000,00. O Projeto de juntar dinheiro trabalhando deve ser tageado com a tag dos dois objetivos?

    2 _ Há algum problema se eu tiver apenas um objetivo de longo prazo relacionado ao projeto?

    Desde já agradeço

    • Fernanda, eu acho útil tagear meus projetos com todos os objetivos relacionados a ele (vários níveis se for o caso). Dessa forma, quando eu clico no objetivo eu vejo o número entre parêntesis que diz que aquele objetivo não é apenas um sonho, ou seja, existe projeto atrelado a ele. Dessa forma o objetivo, que pode ser do nível mais alto (lá em cima), está ligado a tarefas, do nível mundano, ou seja, cabeça nas estrelas (sou geminiano rsrsrs) e pés no chão!

    • Someday / maybe é aquele projeto que entra em uma espécie de lista de desejos. Quero fazer, mas não rola agora.

      Exemplo: Voar de balão.

      Em espera é aquele projeto que vai acontecer, mas estou esperando a data certa para começar ou outra situação (um orçamento ser aprovado, por exemplo) para começar.

      Exemplo: Evento que vou organizar apenas em agosto.

      Abs

  20. Oi Thais, tudo bem?

    Através do seu Blog, conheci o Evernote e me apaixonei, já li vários posts, mas ainda estou engatinhando. Ontem estive num workshop de Evernote para iniciantes na Samsung Ocean e quando uma pessoa mencionou que mesmo sendo para iniciantes estava um pouco perdido, a palestrante do Evernote falou que o melhor local para se informar melhor seria através do “Vida Organizada”. Legal né?

  21. Oi Thais, eu entendi a Hierarquia de objetivos, projetos e tarefas, mas vendo uma lista de tarefas, tem algum jeito fácil de saber a que projeto/objetivo cada uma está atrelada ? Em cada nota de tarefa, você coloca uma tag de tarefa, uma de projeto e uma de objetivo ?

  22. Thais parabéns pelos blog é demais. Será que pode me ajudar em uma dúvida? Quanto a metas, não entendi bem como você faz. Por exemplo: Pretendo voltar a jogar Tenis daqui a um ano. Devo criar uma NOTA “voltar a jogar tenis “e colocar a TAG ” Objetivos – 12 meses” ou crio uma sub-tag ” *06 – Voltar a Jogar Tenis ” ?

  23. Thais, boa tarde!

    Primeiramente gostaria de parabenizar você pela incrivel atitude de ajudar as pessoas a serem mais organizadas, visto que no mundo de hoje isso é cada vez mais necessário e ao mesmo tempo, mais difícil.

    Acompanhei todos os posst de como implantar o GTD no Evernote e tem funcionado muito bem, ainda estou me adaptando, e minha dúvida é a seguinte: Como ter o controle dos prazos dos objetivos? Por exemplo, eu crio a tag de um objetivo de 6 meses – “* 06 – Comprar um item”, porém vamos supor que passe 3 meses, como vou ter o controle de passar esse objetivo para “* 03 – Comprar um item” ou até mesmo passar os 6 meses e eu saber se eu me saí bem em busca desse objetivo ou se pequei em alguma parte. Digo isso pois não podemos criar uma data na tag, a não ser que você escreva no final dela. Não sei como você trata isso nas suas revisões semais, gostaria de uma sugestão.

    Obrigado desde já!

  24. Thaís, eu fiquei com uma dúvida sobre os horizonte do gtd, sobre a visão vertical.

    Solo: são próximas ações e calendarios
    Horizonte 1: sao os projetos
    Horizonte 2 – areas de foco: são as areas da vida
    Horizonte 3 – objetivos e metas: objetivos de curto prazo(0 a 2 anos)
    Horizonte 4 – visao: objetivos de medio prazo (3 a 5 anos)
    Horizonte 5 – propositos e principios: objetivos de vida, para depois que voce morrer

    O que eu não entendo é onde se encaixam os objetivos de longo prazo (mais de 10 anos), uma vez que os horizontes 4 e 5 ja estão definidos e esses objetivos seriam um meio termo entre os dois. eu não poderia pensar em uma forma de subir um degrau com os outros horizontes a partir do 2? n sei se vc me entende, mas ficaria assim:

    Horizonte 2: objetivos de curto prazo(0 a 2 anos)
    Horizonte 3 – objetivos e metas: objetivos de medio prazo (3 a 5 anos)
    Horizonte 4 – visao: objetivos de longo prazo 9acima de 10 anos
    Horizonte 5 -propositos e principios: objetivos de vida, para depois que voce morrer

    Pq eu n entendi muito bem o horizonte 2 nesse contexto. sinto como se ele estivesse deslocado ja que n é nenhum ação instantânea e nem tem um prazo como os outros horizontes. é só uma classificação. eu n poderia desconsiderá-lo e seguir esse horizonte que eu expus a cima? pq eu acho mais util ter um horizonte pra os longos prazos do que para as areas de foco que n tem prazo nenhum!!!
    agradeço desde já!!

  25. Thaís, eu fiquei com uma dúvida sobre os horizonte do gtd, sobre a visão vertical.

    Solo: são próximas ações e calendarios
    Horizonte 1: sao os projetos
    Horizonte 2 – areas de foco: são as areas da vida
    Horizonte 3 – objetivos e metas: objetivos de curto prazo(0 a 2 anos)
    Horizonte 4 – visao: objetivos de medio prazo (3 a 5 anos)
    Horizonte 5 – propositos e principios: objetivos de vida, propósitos da vida

    O que eu não entendo é onde se encaixam os objetivos de longo prazo (mais de 10 anos), uma vez que os horizontes 4 e 5 ja estão definidos e esses objetivos seriam um meio termo entre os dois. eu não poderia pensar em uma forma de subir um degrau com os outros horizontes a partir do 2? n sei se vc me entende, mas ficaria assim:

    Horizonte 2: objetivos de curto prazo(0 a 2 anos)
    Horizonte 3 – objetivos e metas: objetivos de medio prazo (3 a 5 anos)
    Horizonte 4 – visao: objetivos de longo prazo acima de 10 anos
    Horizonte 5 -propositos e principios: objetivos de vida, propósitos da vida

    Pq eu n entendi muito bem o horizonte 2 nesse contexto. sinto como se ele estivesse deslocado ja que n é nenhum ação instantânea e nem tem um prazo como os outros horizontes. é só uma classificação. eu n poderia desconsiderá-lo e seguir esse horizonte que eu expus a cima? pq eu acho mais util ter um horizonte pra os longos prazos do que para as areas de foco que n tem prazo nenhum!!!
    agradeço desde já!!

    • Qualquer coisa acima de 2 anos é Visão – Horizonte 4.

      Horizontes 2 e 5 são standards que você quer garantir, cada um em nível diferente de engajamento. Não são outcomes como os outros.

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