ou

Sempre que cito esse assunto, muitos leitores me pedem ajuda para descobrir como conseguir renda extra. Já que são muitos pedidos e a resposta é complexa demais para escrever em comentários, resolvi então escrever um post relatando a minha experiência pessoal, de forma que talvez ela possa inspirá-los de alguma maneira.

A primeira vez que pensei em buscar uma renda extra para mim, eu já tinha um emprego convencional como publicitária. Porém, em início de carreira, a gente sempre acha que pode ganhar um pouco mais do que ganha na folha de pagamento (e é verdade), então passei a ir atrás de alternativas.

A primeira coisa que me perguntei foi: o que eu sei fazer? Na época, eu trabalhava como webdesigner e estava começando a trabalhar com conteúdo para web. Eu já tinha o blog, mas ele era um hobby. Então comecei a divulgar para amigos que eu estava fazendo trabalhos freelancers de webdesign e textos para terceiros. Não foi imediato, mas deu certo e alguns trabalhos começaram a aparecer. Eu acho, então, que a primeira coisa que deve ser vista é o que você sabe fazer, pois seu conhecimento pode valer alguma coisa para alguém.

Esse trabalho freelancer deu tão certo que me permitiu pagar as contas enquanto estava grávida do nosso filho, e pude trabalhar somente em casa durante toda a gravidez (o que foi ótimo). Eu pedi demissão do meu trabalho logo no início da gravidez, para fazer isso.  Se não estivesse grávida, poderia continuar levando meu trabalho freelancer em paralelo ao meu emprego convencional e isso seria uma renda extra. Tenho diversos amigos publicitários que fazem trabalhos do tipo e, muitas vezes, ganham mais com esse tipo de trabalho que em seus empregos de carteira assinada.

Em segundo lugar, eu acho que a pessoa precisa ter algum tipo de veia empreendedora, no sentido de não esperar sentada as coisas acontecerem. Se for para vender refrigerante na porta de um estádio de futebol, que seja. Se for para fazer bicos como faxineiro(a), também. Serviços nunca faltarão, pois as pessoas estão ocupadas demais e pagando outras para que façam alguns trabalhos por elas. Isso é uma realidade que dificilmente mudará, por maior que seja a crise que o país enfrente.

Existem aquelas alternativas de “ganhe dinheiro pela Internet”, mas não conheço ninguém que tenha dado certo com isso. Não significa que não dê, também, mas eu, se fosse optar hoje, começaria com algo que apenas tivesse a ver comigo, pois isso pode direcionar o que vai acontecer na minha vida profissionalmente dali em diante. Muita gente se descobre nesse plano B – eu mesma sou um desses casos.

O blog era o meu hobby. Ele pegou aquele boom de blogs dos anos 2010 para cá e, desde então, venho sido contatada por marcas e empresas para anunciar no blog, fazer sorteios, publieditoriais etc. Eu gostava tanto de ajudar as pessoas a se organizarem com o meu blog que passei a investir no meu conhecimento, fazendo cursos, sempre lendo os lançamentos da área, revistas etc. Até que, com o tempo, virou minha ocupação principal. Eu planejava isso? Não, foi fruto de algo que eu fazia por amor, de graça, e fiz durante muitos anos. O blog tem oito anos, levou tempo para chegar onde está, além de eu já ter blogs anteriores desde 2000. Há muitos blogs novos que são muito bacanas e acabam virando meio de trabalho também. Mas não é regra. Nada é regra.

O que eu acho que pode ser regra: encontrar algo que você goste de fazer e se perguntar como pode gerar renda através dessa atividade. Se você é bom em matemática, pode dar aulas particulares. Se gosta de tricotar, pode fazer toucas e cachecóis para os colegas de trabalho. Não tem como eu escrever um post dando ideias porque essas ideias são extremamente pessoais – devem partir de quem você é e do que gosta de fazer, não de mim, que não te conheço. 🙂

Faça uma reflexão sobre o que você gosta de fazer na vida (ou faz bem) e desenvolva meios para gerar renda através disso. Hoje, com a Internet, ninguém precisa depender de uma rede pequena de amigos para vender ou prestar serviços. Basta ter um bom conhecimento e saber se divulgar com um blog, site, vídeos no YouTube, redes sociais. Você pode até mesmo prestar alguns serviços de graça para amigos e conhecidos para tirar fotos e usar como portfolio do seu trabalho.

Acho que pode ser uma boa falar sobre empreendedorismo aqui no blog porque, afinal, estou vivenciando isso também. Com certeza alguns leitores terão experiências para compartilhar nos comentários. Se for seu caso, por favor, compartilhe!

Thais Godinho
05/09/2014
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Hoje o post traz a Parte 6 do Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. Confira os posts anteriores na tag Guia definitivo GTD e Evernote. Hoje falaremos sobre os últimos três níveis do GTD, que correspondem às metas para os próximos dois anos, visões para 3 a 5 anos e a vida no geral.

Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

Aviso de atualização em dezembro/2015: Quando escrevi este post, em 2014, eu não tinha feito os cursos diretamente com o David Allen e, por isso, estou revisando esta série um ano depois para aprimorar alguns conceitos. Se você já leu esta série antes, peço que releia e encontre notas como esta ao longo do texto para conferir as atualizações.

Outro ponto importante: Este modelo pode parecer complicado para quem estiver começando a usar GTD, e é mesmo. Ele foi feito, como disse ali em cima, para quem já usa o método e queria um modelo mais completo. Não falo isso por besteira, mas porque é bem complicado assimilar conceitos com os quais você não está familiarizado. Caso seja iniciante no GTD, recomendo que comece pela série Aprenda GTD e não use este guia. Obrigada.

Sobre os períodos de tempo

O David Allen faz essa divisão:

  • Objetivos e metas (1 a 2 anos)
  • Visão (3 a 5 anos)
  • Propósito e princípios

Quando falamos em metas, é legal lidarmos com o período de 1 a 2 anos, realmente, porque é um período mais razoável para gerenciarmos nossos projetos em andamento que apenas 1 ano (como nas resoluções de ano novo). No geral, o que está em nosso radar de hoje até daqui a 2 anos é o que temos controle no momento. Passou disso, vira visão, pois muito ainda pode acontecer até lá. Ou seja: se estiver dentro desse período de 24 meses, podemos lidar com metas. Se passar disso, o que podemos ter é somente uma estimativa. Legal, né?

Na minha organização pessoal dentro do Evernote, eu faço um pouco diferente e configuro assim:

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Aviso de atualização em dezembro/2015: Eu não divido mais desse jeito, mas mantive o print como registro para quem quiser fazer parecido. Para saber como eu faço, acompanhe sempre a categoria Meu uso do GTD, que traz os posts mais atualizados sobre o meu sistema.

Horizonte 3 – Objetivos e metas

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A ideia é criar sub-tags para as metas de 1 a 2 anos.

Mais uma vez, dividir em objetivos para 3, 6, 12 e 24 meses foi uma escolha minha, bem pessoal. Você pode manter todas as suas sub-tags de metas para 1 a 2 anos dentro da tag 30.000 ft – Metas para 1 a 2 anos. Ou ainda pode criar sub-tags como “Objetivos – 2014” e “Objetivos – 2015”. Fica a seu critério. Mais uma vez, eu prefiro assim apenas porque, para mim, funciona melhor.

Eu coloco um asterisco na nomenclatura da tag porque, quando digito * na nota, o Evernote me lista todos os objetivos e fica mais fácil de selecionar o que eu preciso. Também coloco os meses na sequência porque eles ficam agrupados e fica mais fácil de reconhecer. Não vou ficar desmembrando a árvore de tags toda vez que for processar uma nota.

Os objetivos serão associados a projetos. No próximo post, eu vou falar sobre como usar as notas, tags e cadernos na prática, então peço apenas mais um pouquinho de paciência para essa demonstração. É importante explicar nível por nível antes de entrarmos nessa parte.

Horizonte 4 – Visão

 

É importante lembrar que as visões para 3 a 5 anos são apenas isso: visões. Estimativas. Não tem como a gente saber exatamente o que vai estar fazendo daqui a 3 ou 5 anos, mas podemos ter uma ideia, pois isso pode guiar nossos passos aqui no presente.

Aviso de atualização em dezembro/2015: No curso que eu fiz com o David Allen, aprendi que visão é tudo aquilo acima de 3 a 5 anos. Se eu quiser ter uma timeline da minha vida de 100 anos, isso é visão, por exemplo.  Para recomendar a organização aqui, eu criaria uma nota com cada tópico relacionado à visão e, dentro dela, inseriria as informações.
Aviso de atualização em dezembro/2015: Uma das recomendações aqui seria o uso da tag Big picture, que anteriormente eu recomendava que ficasse no Horizonte 5. Faz mais sentido ficar aqui, porque se trata de uma visão da vida como um todo.

Em Big picture, eu faço um apanhado da minha vida no geral. Até hoje, me pergunto se não poderia ser uma tag de referência, mas ela é ativa demais para ficar arquivada lá. Em Big Picture, eu tenho uma nota para cada ano da minha vida, onde anoto marcos e informações especiais, para fazer um resumão mesmo. A ideia é ter um registro de todos os anos que vivi, e fico feliz por ter começado a fazê-lo agora, e não com 70 anos (não ia conseguir me lembrar de nada). Então, se eu digitalizo algumas fotos da minha formatura no ensino médio, por exemplo, basta linkar a nota na nota de ano correspondente, ou inserir uma foto nela, para ficar bonitinha. Dá para fazer a acontecer aqui. A ideia é tão legal (eu acho) que daria para fazer um post inteiro sobre ela, mas é que demanda digitalizar muito material que ainda não digitalizei, para ficar um post bacana. Mas pretendo fazer assim que conseguir.

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Dentro da tag “2014” (ano corrente), eu tenho as notas acima, que vou atualizando à medida que tenho essas informações. Quando o ano for concluído, basta mesclar todas as notas e arquivá-la como “2014” dentro da tag “Big picture”, junto com os anos anteriores, e renomear a tag “2014” para “2015”. Bem divertido!

Também gosto de deixar “Objetivos concluídos” dentro de “Big picture”, porque acho que tem a ver. Apesar de atualmente estar arquivando os objetivos com suas tags correspondentes, estou me perguntando se não vale a pena ter uma única nota para o objetivo concluído e, dentro dela, eu linkar o que eu quiser que tenha sido relacionado: outros objetivos, projetos afins etc.

Horizonte 5 – Propósito e princípios

 

Chegamos à minha parte preferida, que é a visão geral da nossa vida! É por isso que o GTD é um método tão incrível – não se trata de gerenciar ações e calendário, isso é o mínimo. Estamos falando em encontrar uma maneira de viver uma vida coerente.

Por fim, tenho a tag “Valores e princípios”, que também é sugestão do David, onde eu tenho uma nota para cada percepção de vida sobre diversos assuntos. Exemplos: “Minha visão da maternidade”. “Minha visão sobre minha carreira como organizadora profissional”. “O que eu penso sobre o aprendizado de idiomas”. E por aí vai. A ideia é registrar todo tipo de reflexão que eu tenha a respeito de princípios e valores da minha vida. Para quê? Oras, para ter parâmetros para tomar decisões.

Como lições de casa, hoje quero pedir para você:

– Pensar nos seus valores e que objetivos de vida você tem, lá no íntimo do seu ser. Esses objetivos podem mudar, mas dificilmente irão, porque fazem parte de nosso caráter. Você observará isso, mas lembre-se de que eles não estão escritos em pedra. Faça essa reflexão e liste os objetivos que pretende ter atingido no dia em que estiver partindo desta para uma melhor.

– Pensar em um objetivo de longo prazo (acima de 10 anos) que contribua para que o seu objetivo de vida seja realizado. Eles devem estar relacionados. Faça isso para cada objetivo de vida. Se não conseguir encontrar um objetivo de longo prazo para um objetivo de vida, questione-se se esse objetivo de vida realmente é real para você.

– Pensar em um objetivo para daqui a 3 a 5 anos que tenha a ver com o objetivo de longo prazo, como no exemplo acima. Por exemplo, se eu quero deixar dois apartamentos para deixar de herança, um objetivo para daqui a 3 a 5 anos pode ser comprar um apartamento na planta. Faça isso também com todos os seus objetivos de longo prazo.

– Pensar em metas para 1 a 2 anos que estejam relacionadas com seus objetivos de 3 a 5 anos. Vale o mesmo raciocínio explicado anteriormente.

– Verificar se sua lista de projetos atuais batem com suas metas de 1 a 2 anos. Se tem projetos que não tenham nada a ver com elas, faça uma análise – está faltando objetivo ou sobrando projeto insignificante? É assim que a gente aprende a definir prioridades.

– Por fim, garantir que todos os seus projetos tenham pelo menos uma próxima ação definida. Se não conseguir, pergunte-se se o projeto é coerente com sua fase de vida atual. Talvez ele deva ir para “Algum dia / Talvez”, ou outro deva sair para ele entrar.

Ou seja, bastante coisa para fazer antes do próximo post, hein, pessoal? 🙂

A ideia é analisar a vida como um todo mesmo, dar esse chacoalhão inicial, para depois ir simplesmente administrando. É o que o GTD promove e o Evernote proporciona. Mas o cérebro ainda é só o nosso mesmo.

Até o próximo post.

Thais Godinho
05/09/2014
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