Imagem: Economic Times
Imagem: Economic Times

Eu nunca tive uma educação financeira na escola e em casa. Aprendi na marra, como praticamente todo mundo. No entanto, sempre gostei muito de comprar coisas, e isso manteve minhas finanças bagunçadas. Mesmo hoje, depois de tanto tempo, ainda tenho muitas dificuldades, mas já vejo um grande avanço desde que eu comecei a trabalhar pela primeira vez até hoje em dia, em um momento de maior autonomia profissional.

Os erros que cometi, cometo e vejo outras pessoas também cometendo, são os seguintes:

Considerar o limite do cheque especial como saldo disponível do mês. Gente, é impressionante como, se a gente não tiver disciplina, isso acontece. A solução seria cortar o limite do cheque especial? Talvez, mas o ideal mesmo é a gente diminuir nossos gastos ao estritamente essencial até ficar em uma situação azul de novo.

Comprar loucamente com o cartão de crédito. Nunca vou me esquecer da primeira vez que eu me dei conta que estava trabalhando, tinha um cartão e podia finalmente comprar coisas que eu queria, como roupas e sapatos. No começo, a gente até controla direitinho mas, se deixar, um cartão atropela o outro (especialmente esses de loja de departamento) e, quando vê, a dívida está enorme! Sobre a solução, há duas vertentes: tem gente que prefere pagar absolutamente tudo (inclusive contas), para aproveitar os programas de milhagens, enquanto há outras pessoas que usam o cartão para pagar somente quando há alguma vantagem no parcelamento. Também existem as pessoas que não utilizam o cartão para nada, claro. Seja qual for sua escolha, é fato que o cartão não deve ser usado desordenadamente, mas sim de maneira planejada.

Não construir um fundo para emergências. O que aconteceria hoje se você perdesse o seu emprego? Quanto dinheiro você deveria ter disponível para aguentar alguns meses, até conseguir outro trabalho? O Gustavo Cerbasi, conhecido consultor de finanças, diz que devemos ter o mínimo para aguentar seis meses bancando nossas despesas e, se possível, um ano. Ou seja: se você ganha R$3.000 por mês, deve primeiro ter R$18.000 guardados e, depois, R$36.000. Esse é o seu fundo de emergência. Portanto, toda vez que se perguntar “vou guardar dinheiro para quê?”, é para isso. Seu objetivo deve ser construir esse fundo para, depois, ficar tranquilo(a) e poder decisões na vida sem se preocupar tanto com o dinheiro (mudar de emprego, por exemplo).

Gastar o que sobrar no banco todo mês. Levante a mão quem nunca conferiu uma conta azul no final do mês e se permitiu uma comprinha! Se você tem dinheiro sobrando, guarde-o na poupança, com o objetivo citado no item acima. Gaste somente se realmente precisar.

Ignorar a sua conta ao longo do mês. Tem muita gente que vai gastando e mantendo um registro “de cabeça”. Isso dificilmente dá certo, especialmente se o seu orçamento é apertado. Quem não gosta de registrar seus gastos e atualizar planilhas diariamente pode fazer um planejamento mensal, ver quanto gastará com contas e outras obrigações e, o que sobrar, administrar mentalmente. Não é o ideal, mas pelo menos é uma solução melhor que deixar todo o seu dinheiro nessa roleta-russa.

Não investir em nada. Quem pensa em investir com 20 e poucos anos? Poucas pessoas. Abrir uma caderneta de poupança é um investimento, mas existem muitos outros. Até mesmo coisas que a gente compra podem ser investimentos, se soubermos o que estamos fazendo. A recomendação, então, é começar a investir, nem que seja na caderneta de poupança, antes de tentar vôos mais altos. Pode valer a pena conversar com aquele amigo que entende tudo de investimentos, contratar um consultor ou falar com o gerente do seu banco. Se você é muito jovem, a poupança pode ser um bom começo.

A gente deveria aprender finanças na escola, mas isso não acontece, infelizmente. Por isso, cometemos erros, muitas vezes por pura falta de orientação. À medida que a gente cresce, vai aprendendo algumas coisas na marra, mas o importante é reconhecer os erros e estar disposta(a) a corrigir.

E você, comete alguns erros dessa lista? Como você faz para consertá-los?

2 Comentários

  1. Oi Thaís td bem?
    Gostaria de saber se vc conhece e indica algum consultor financeiro (com preço acessível) para me orientar o que fazer com as minhas economias…
    Moro em sp, mas não precisa ser alguém de lá, pode até ser um consultor que faça consultas por email.
    Gosto mto do seu blog e confio nas suas indicações pois me identifico com os seus posts!!

    Muito obrigada
    Lígia

DEIXE UMA RESPOSTA