ou

170114-meditacao

Faz parte da minha prática espiritual meditar todos os dias. Não existe uma maneira certa ou errada de meditar – existem técnicas e métodos de acordo com as mais diversas tradições e objetivos. No Budismo Kadampa, tradição que eu estudo, a meditação é vista realmente como prática espiritual, além do benefício mais comum, que é acalmar a mente.

Para entender melhor, trouxe um trecho do livro “Transforme sua vida”, de Geshe Kelsang Gyatso:

“Muitas pessoas praticam meditação respiratória, mas em geral só se concentram na sensação que o ar provoca ao entrar e sair pelas narinas. Isso serve para acalmar a mente temporariamente e reduzir os pensamentos distrativos, mas não tem o poder de transformá-la de maneira profunda e duradoura.”

A ideia da meditação é refletir sobre ações que tomaremos no futuro. Como exemplo, podemos meditar sobre a raiva e sobre como podemos ter paciência. Logo, quando o momento aparecer no nosso dia a dia, em vez de sentirmos raiva, teremos nossa mente treinada pela meditação para agir de forma diferente, já premeditada. E isso é uma prática mesmo, que a gente vai treinando e melhorando com o tempo.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção na Tradição Kadampa é a ênfase na prática do Dharma (Dharma são os ensinamentos de Buda). Os monges não vivem em monastérios fechados – eles atuam na rua, na comunidade, e todos nós, os ditos leigos, devem fazer o mesmo. Por isso, é bastante coerente que o objetivo da meditação seja a aplicação prática dos ensinamentos e dos objetos de contemplação.

No geral, o propósito da meditação é acalmar a nossa mente e buscar a paz, pois permaneceremos serenos mesmo nas condições mais adversas.

Antes de iniciar meus estudos na Tradição Kadampa, eu estudava o zen budismo, que tinha como principal prática de meditação o zazen. Isso significa “apenas sentar” e meditar. Como eu nunca cheguei a frequentar um centro zen budista, não me aprofundei na técnica. Eu fazia somente meditações respiratórias para acalmar a mente, e isso me bastava. Não havia uma frequência ou objeto de contemplação. Somente há alguns meses eu me inscrevi em um curso de meditação e então tudo começou a fazer mais sentido para mim. Portanto, se você não sabe por onde começar, pode valer a pena procurar um curso de meditação na sua cidade. Os centros budistas costumam não ter fins lucrativos e cobram valores mínimos para cursos, para manutenção do centro mesmo, então são acessíveis à maioria das pessoas.

No curso, comecei a aprender não só sobre os benefícios da meditação, como também a postura correta, o sentido das mudras (gestos simbólicos feitos com as mãos), além de técnicas boas que ajudam muito, como manter os olhos parcialmente abertos (para não ter sono) e até a posição da língua, para não ficar salivando e prejudicando a concentração.

Antes de começar o curso, eu tinha lido um livro escrito pela Soninha (“Por que sou budista”) e ela fala um pouco sobre como a nossa mente é agitada e como ela não conseguia sentar e meditar. Justamente por esse motivo, ela disse, ela deveria sentar e meditar! Precisava acalmar a mente! E o que eu acho engraçado é como me sinto quando sento para fazer uma meditação respiratória simples, para acalmar a mente, e simplesmente não param de vir pensamentos. É um turbilhão de coisas! Mas o professor disse que não é que a nossa mente fica agitada quando meditamos – é que, quando nós prestamos atenção em nossa mente, é que percebemos como ela é agitada. Na verdade, ela fica assim o dia inteiro. Por isso é importante a gente ter alguns minutinhos todos os dias para meditar, porque senão ninguém dá conta de tanta agitação.

Como meditar

O método da meditação na Tradição Kadampa tem cinco partes: preparação, contemplação, meditação, dedicatória e prática subsequente. Há uma analogia maravilhosa sobre preparar o campo, plantar a semente e depois regá-lo, para ver os resultados.

A ideia da preparação é justamente acalmar um pouco a mente, então sempre iniciamos com uma meditação respiratória simples, que leva apenas alguns minutos. A meditação respiratória é tão eficaz, que podemos fazer em qualquer momento do nosso dia: em casa, no trabalho, no transporte público. Não tem tanto segredo: basta se concentrar na sua própria respiração. Depois de acalmar a mente, recitamos as preces preparatórias da tradição.

Na segunda parte, a contemplação, conhecemos o objeto da nossa meditação. Nesse momento, o professor traz ensinamentos sobre um tema específico e nos dá instruções. Na Nova Tradição Kadampa, seguimos um livro chamado “Novo manual de meditação”, também de Geshe Kelsang Gyatso, que tem absolutamente TUDO o que você precisa saber sobre meditação na NKT (New Kadampa Tradition). E uma das minhas coisas preferidas é que ele propôe 21 temas, que devem ser nosso objeto de meditação ao longo de 21 dias seguidos e, depois, continuamente estudados. Os temas são os mais diversos, como “equalizar eu e os outros”, “nossa preciosa vida humana” e outros, todos relacionados aos ensinamentos de Buda.

Na terceira parte, partimos para a meditação propriamente dita, com foco no objeto da meditação. Essa meditação é guiada pelo professor e pode durar de 20 a 40 minutos. Percebam que a meditação tem um foco; o objetivo é realmente plantar a sementinha; pensar naquele assunto para que, quando acontecer algo relacionado no nosso dia a dia, a gente consiga lidar de forma tranquila, em paz.

Na quarta parte, dedicamos o mérito que adquirimos com a meditação para alcançarmos a iluminação. Recitamos preces dedicatórias.

A quinta parte é a prática subsequente, ou seja: o que você vai fazer depois daquele ensinamento. “É importante lembrar que a prática do Dharma não se limita às sessões de meditação; ela deve permear toda a nossa vida” – Geshe-la, no livro “Novo manual de meditação”.

Minha prática diária

Além de frequentar o curso, eu medito diariamente. Ainda estou muito no começo, então peço desde já que me perdoem caso eu fale algo equivocado neste post, e pretendo revisá-lo de tempos em tempos para garantir que as informações estejam corretas.

Tenho um pequeno altar em casa, representado na foto no início do post. Meu altar é simples e ainda não aprendi como montá-lo da forma correta, então por enquanto ele fica de acordo com o que já sei. Tenho uma representação de Buda, uma foto do Geshe Kelsang-Gyatso (nosso guia espiritual da tradição), a imagem de uma estupa (que representa a mente de Buda), escrituras (representando a fala de Buda) e oferendas diversas (água e incenso).

Gosto de meditar pela manhã e à noite. Nem sempre consigo meditar quando acordo, pois meu filho pode já estar acordado e não tenho como me trancar no quarto para fazer isso. Então assim, se acordo antes dele, consigo meditar tranquilamente. Geralmente isso acontece e é comum acordar mais cedo que o horário habitual somente para meditar pela manhã. Eu vou trabalhar com outra cabeça, é incrível. Portanto, gosto muito de meditar quando acordo. Antes de dormir também é muito bom, pois “encerro” o dia, por assim dizer. Se meditei pela manhã, de noite faço apenas uma meditação respiratória, para acalmar a mente. As meditações costumam durar de 20 a 40 minutos, como no centro.

Também frequento o Centro Budista aqui em Campinas, onde participo das atividades. Além do curso de meditação, há cursos para estudo do Dharma, em diversos níveis (iniciais e mais aprofundados) e as chamadas pujas, que são preces cantadas e acontecem diariamente. Há diversas atividades relacionadas também, como retiros e festivais, com palestras e ensinamentos preciosos. Em todas essas atividades, sempre há meditação, então a prática é constante.

Quando fico sozinha em casa, gosto de fazer pequenos retiros (uma manhã, uma tarde ou um dia inteiro dedicado aos estudos do Dharma), intercalando com as atividades diversas que tenho na vida. Também é uma oportunidade para exercitar o silêncio e recitar as preces cantadas diversas vezes.

Não há segredo para se organizar para meditar além daquele de sempre para implementar qualquer hábito na sua vida: motivação, disciplina e boa vontade. A meditação como prática espiritual é uma coisa e a para simplesmente acalmar a mente, sem estar ligado a nada espiritual, é outra. Se você frequentar algum centro ou participar de algum tradição, receberá as instruções e métodos relacionados àquela tradição. No entanto, se você pretende somente acalmar a mente, 5 a 15 minutos de meditação respiratória diariamente já ajudam e muito a deixar a mente em paz, e realmente é recomendável a todos os seres humanos.

Alguém tem uma rotina de meditação? Como se organiza quanto a isso?

Thais Godinho
17/01/2014
Veja mais sobre:
Como eu me organizo
56
Guarde dinheiro para a matrícula escolar
Checklist de dezembro 2013
Como organizar a vida

 

  1. Joice 17/01/2014

    Olá Thais!

    O budismo é mesmo maravilhoso! Os ensinamentos do Buda Sakyamuni são atemporais. Também sou budista, mas sou budista Nitiren Daishonin, e frequentos as atividades da Brasil Soka Gakkai Internacional, que é uma organização somente de leigos (não há monges).

    Na nossa prática nós recitamos o NAM MYOHO RENGUE KYO (que é o título do Sutra de Lótus, o mais importante escrito por Sakyamuni, Myoho Rengue Kyo acrescido de Nam que significa devotar).

    No budismo Nitiren Daishonin aprendemos que podemos reverter todos os carmas nessa vida, e transformar nosso comportamento diariamente, enxergando comportamentos que nos levam a infelicidade e recitando para ter coragem para mudar. (tipo o que você disse). Na organização, brincamos que quando começamos a praticar é como colocar a casa em ordem. Você começa varrendo a casa, arrumando as gavetas, passando pano no chão… e aí depois começa a vir a limpeza mais pesada, tipo limpar janelas, ventiladores, subir no telhado, trocando telhas (ou seja os carmas mais profundos a serem transformados).

    E num momento de forte determinação + recitação constante do daimoku (que é a repetição do Nam Myoho Rengue Kyo) eu conheci seu blog e vc me apresentou ao método GTD. E isso me ajudou a mudar MUUUUUITA coisa na minha vida. As vezes minha tendência de comportamento me leva a deixar a caixa de entrada se acumular um pouco, mas eu estou mudando isso pouco a pouco… o que determinei pra mim mesma que é chegaria aos 30 anos (em abril desse ano) com uma estrutura de vida completamente diferente de todos os erros que cometi em 29 anos de vida (procrastinação, preguiça, desorganização, tralha, apego etc). E você e seu blog foi parte fundamental.

    Parabéns por buscar a organização espiritual e “limpeza” dos carmas.

    Um grande beijo e obrigada por tudo.
    Joice

    • Joice respondeu Joice 17/01/2014

      Ah esqueci de dizer: eu criei um planejamento semanal, com horário pra tudo e tento seguir na medida do possível (de acordo com os compromissos eu vou remanejando as coisas), porque só assim consegui organizar tempo para faxinar, passar roupa etc… então eu separei 1 hora por dia, pela manhã (não tenho filhos) para fazer 1 hora de daimoku (que é a recitação do nam myoho rengue kyo) de 07:30 às 08:30. Como eu trabalho em home office, não me prejudica.

      Quando eu tenho compromisso pela manhã, ou eu acordo mais cedo para fazer essas 1h, ou divido em 30m antes de sair (ou menos) e faço o restante quando chegar. Mesmo que o mundo esteja explodindo lá fora, eu paro tudo e faço. Depois tudo fica mais fácil de resolver.

      Beijos!

    • Thais Godinho respondeu Joice 17/01/2014

      Obrigada por compartilhar, Joice. Adorei conhecer um pouquinho da sua tradição.
      A vida é muito curto para a gente aprender sobre tantas coisas bacanas, não é?
      Bjo

    • Jose cicero Alves respondeu Joice 05/07/2014

      PARABÉNS JOICE BOM EXEMPLO (Y)

  2. Vanessa 17/01/2014

    Oi Thais,

    Em alguns posts anteriores, você já havia citado a “meditação”, desde então, fui em busca de maiores informações sobre a prática.
    No momento estou praticando a meditação respiratória de 15 a 20 minutos diariamente pela manhã. Estou adorando pois para mim tem um efeito muito benéfico.
    Fico muito grata pelo post, estava esperando ansiosamente por maiores informações sobre o tema. Adorei, e se possível compartilhe novas descobertas suas…Obrigada!!!
    Um grande abraço e tenha um ótimo dia!!!

    • Thais Godinho respondeu Vanessa 17/01/2014

      Obrigada, Vanessa, e fico contente que você esteja gostando de meditar. Eu sinceramente acho que mudou completamente minha forma de agir no dia a dia.

  3. Bruno David 17/01/2014

    Ótimo texto. Muito bom você dividir o caminho que está seguindo.

    Eu frequento e sou voluntário da “Arte de Viver”. Você conhece?

    http://www.artofliving.org/br-pt/what-sri-sri-said-today

    Já fiz vários cursos lá. Medito regularmente faz 1 ano e pouco.
    Tenho algumas práticas diárias muito preciosas pra mim.

    Veja esses vídeos e, se puder, comente:
    http://www.youtube.com/watch?v=UVA4vDsv8JY
    http://www.youtube.com/watch?v=fF0-dh1Nf2I

    Irei me informar melhor sobre o lugar onde você medita e conhecer.

    ABRAÇO!!!!

  4. Fabrício Silva 17/01/2014

    Thais, bem interessante a forma como organiza as suas meditações. Meditar ao acordar e antes de dormir, ajuda muito no dia a dia, principalmente naqueles dias turbulentos. Não conhecia essa Tradição Kadampa, achei bem interessante e muito válido para os dias atuais.

    Uma coisa com relação ao zen budismo, especialmente falando da escola Soto, nela entendemos que zazen é diferente de meditação. Meditação é o que você falou no texto, a busca por acalmar a mente e alcançar um foco, ela tem um objetivo. Quando senta em zazen, apenas se senta sem objetivo, você não espera algo da prática, apenas senta. Como diz o grande mestre Suzuki “Se você continuar esta simples prática todos os dias, obterá um poder maravilhoso. Maravilhoso antes de ser atingido, mas nada especial uma vez obtido.”

  5. Bruna 17/01/2014

    Thais, adorei essa dica. Fiz um curso no final do ano passado com foco no autoconhecimento e desenvolvimento do Eu e fizemos alguns exercicios de meditação. Desde então tenho tentado meditar em casa, mas não estou conseguindo me organizar pra isso. Estou pensando em acordar mais cedo para meditar, além de meditar à noite também, como você comentou, como uma forma de “repassar” o meu dia e notar as coisas que tem me ‘”tirado do eixo”.

    Abraço!

  6. Vivian 17/01/2014

    Oi Thais. Obrigada por compartilhar!
    Estou iniciando no budismo agora, também sigo a tradição Kadampa. Apesar de simpatizar com o budismo desde sempre, só agora resolvi levar mais a fundo, especialmente depois da visita transformadora que fiz ao templo da paz mundial.
    Ainda não consigo meditar, ficar parada, concentrada na respiração. Mas comprei um cd de orações (sons da boa fortuna), coloquei no ipod e ouço todos os dias quando volto da academia. É impressionante como a paz reina na minha vida desde então e como quase tudo ao meu redor ficou pequeno e irrelevante.

    Bjs!

  7. Rosana 17/01/2014

    Oi, Thais, tudo bem?

    Acompanho seu blog há algum tempo, este é meu primeiro comentário. Antes de tudo quero agradecer pelo que você faz aqui. Tem me ajudado em muitos aspectos da minha vida.

    Fiz yoga durante uns dois anos (acredito que foram os anos mais tranquilos da minha vida), antes da prática, sempre fazíamos exercícios respiratórios e meditação com foco em respiração. Isso me deixou muito focada em relacionar respiração com meditação.

    Há algum tempo, fiz um curso de meditação aqui no CEBB (Centro de estudos budistas bodisatva) da minha cidade. Durante o curso eu precisava esvaziar a mente e o foco na respiração (vício que eu carrego) foi minha maior dificuldade. A instrutora dizia que precisamos meditar em qualquer circunstância, então, qualquer “condição” que eu necessitasse para meditar, prejudicaria a meditação de fato. Achei bem interessante essa ideia, de treinarmos a mente para meditar em qualquer lugar e sob qualquer circunstância. Mas eu ainda me apego à respiração.

    Não tenho uma rotina, nem um altar assim como o seu, vou buscar “criar” esse hábito.

    Até mais!

  8. Luiza 17/01/2014

    Thais, a meditação me ajudou muito em um período turbulento da minha vida. Tudo parecia estar errado, eu não sabia o que fazer, fiquei totalmente perdida e desanimada. Mas sempre gostei de meditar, no entanto acredito que cada pode descobrir a sua forma de meditar de modo que encontre o equilíbrio.
    Desta forma comecei a meditar todos os dias, meus pais achavam ridículo e muitas vezes atrapalhavam, mas não parei por causa disso. Como venho de uma família católica, gosto muito da bíblia e dos seus ensinamentos, então eu deixava ela aberta, uma vela acesa, uma flor e perfumava o ar. E pode parecer engraçado, mas muitas vezes eu começava a cantar (eu não sei cantar) com letras que surgiam, era quase uma oração. Após cada meditação fui melhorando, me sentindo melhor, encontrando meu caminho.
    Consegui superar tudo que estava passando! Hoje, não medito regularmente, apenas as vezes.

  9. May 17/01/2014

    Thais, você poderia indicar uma loja virtual onde seja possível comprar o livro “Novo Manual de Meditação”?

    Obrigada!

    • Thais Godinho respondeu May 17/01/2014

      Fiz algumas pesquisas rapidamente aqui e vi que o livro está indisponível na saraiva e em algumas outras lojas. Acho que vale a pena entrar em contato com a Editora Tharpa Brasil.

      • May respondeu Thais Godinho 17/01/2014

        Exatamente por isso que te pedi indicação… também vi que está indisponível. Vou tentar entrar em contato, muito obrigada amada. <3

  10. Andreia Klemann 17/01/2014

    Olá, Thais!

    Sonhei que você veio me visitar esses dias.. rsrs (de tanto acompanhar o blog, já até te conheci).

    Bom, não faço meditação assim, pois não sou budista, sou cristã católica. Mas, em função de diversos desequilíbrios mentais e cansaço extremo, percebi que eu devia retomar minha vida de oração que estava meio de lado. E desde 2012, dedico 1 hora pela manhã, antes de iniciar o dia, para rezar, meditar a Palavra, enfim. Isso sossega a nossa mente e ficamos prontos para encarar o dia! E olha que acorde cedo…

    Não quero, com este comentário, fazer oposição ao budismo, de forma alguma. Só quero indicar que para quem não é budista e nem pretende, cultivar o relacionamento com Deus através da oração costuma fazer muito bem pra mente, corpo e pra conduzir a vida! Um abraço a todos!

    • Thais Godinho respondeu Andreia Klemann 17/01/2014

      Obrigada, Andreia. Meditação não é privilégio budista, e mesmo muitos cristãos não só praticam, como também frequentam centros budistas (não é só para quem é budista). Rezar é uma forma de meditar. =)

  11. Tatiane Francetto 17/01/2014

    Olá Thais! Obrigada por compartilhar suas experiências conosco 😀 Eu conhecia o budismo muito superficialmente, por ter passado algum tempo em uma religião que não me permitia estudar sobre outras, mas estou achando tudo tão interessante *-* vou procurar saber mais sobre o budismo, e continuar te acompanhando aqui 🙂
    Um beijoo

  12. Laiza 17/01/2014

    Quando eu tento meditar em algo, eu meemociono e começo a chorar.. é normal isso?

  13. Renata T. 17/01/2014

    Mesmo a minha religião sendo diferente da sua, nós cristão protestantes também meditamos. Na maioria das vezes eu medito antes de dormir. Tenho um devocional bíblico e leio uma parte todos os dias, medito na palavra, penso no meu dia, nas minhas atitudes e o que posso melhorar, faço meus agradecimentos a Deus etc.
    Tenho como meta tirar uma parte da manhã antes de sair para trabalhar para meditar, mas ainda tem sido ‘trabalhoso’ levantar mais cedo do que levanto, mas, com certeza deve ser ótimo meditar no começo do dia, deve dar outro ânimo para o dia que começa.

  14. Carla 17/01/2014

    Oi Thais!

    Adorei o post! Leio o blog todos os dias, mas nunca tinha comentado.
    Eu frequentei uma epoca o Budismo Kadampa aqui no RJ, até já fui no templo no interior de SP. Gosto mto da forma que a meditação é condizida tb!
    Eu uso um dos CDs e o livro Como Solucionar problemas humanos pq nao consigo ir sempre no templo.
    Beijos

    • Thais Godinho respondeu Carla 18/01/2014

      Esse livro é incrível mesmo, muito prático.
      Obrigada por comentar.

  15. Dayse 17/01/2014

    Oi Thais!

    Adorei o seu texto e principalmente a sua disciplina na prática da meditação. Pratiquei zazen por bastante tempo e acabei deixando esta prática aos poucos, uma lástima! Pretendo retomar esta rotina, isso faz parte da reorganização que preciso fazer em minha vida.

    Porém temo que da forma como você abordou o zazen, as pessoas que não conhecem esta prática possam confundi-la com a meditação respiratória. O zazen que eu pratiquei não utiliza meditação respiratória. A meditação respiratória era utilizada na Sangha que eu frequentava apenas como uma “muleta” que poderíamos utilizar, se no início, o zazen fosse difícil de manter.

    Avalio que o Fabrício Silva, em seu comentário, descreveu muito bem o zazen.

    Parabéns pelo seu blog!

  16. Nadja 18/01/2014

    Tenho praticado meditação cristã desde abr/2013. Frequento grupos aqui na minha cidade que nos mantém conectados 3 vezes por semana. Individualmente faço duas vezes por dia ( manhã e noite).
    Optei por esta prática por vir de tradição católica.
    Primeiramente esvaziamos a mente dos pensamentos, através da recitação de um mantra ou se ligando a algum som externo. Depois vamos a busca do nosso Deus interior.
    O site da comunidade cristã é http://www.wccm.com.br

  17. Sabrina Santiago 18/01/2014

    Acho que por estar num momento de transformações internas muito vibrantes na minha vida, esse texto veio a calhar numa sincronicidade desmedida. Ainda estou no meio do meu processo de introdução de alguns hábitos, principalmente no que diz respeito a vida minimalista. Não sou budista ou religiosa, de qualquer forma, mas tenho uma simpatia enorme pelos princípios apregoados. Acho que quando a gente se sintoniza com o Universo, não importa o que queremos, desde que sejam sentimentos bons, todo o resto coopera para o bem. O bem, a paz e a vida calma. ♥

  18. Margareth 19/01/2014

    Thais, primeiramente obrigada por tantas publicações maravilhosas, e que sempre deixa uma mensagem boa, eu também estou procurando uma forma para cuidar do meu interior, e gosto budismo, conheço pouco, mas estou a procura, nessa publicação vc fala de um livro, vc sabe se consigo em pdf?, eu achei um site que tem 146 páginas apenas do livro, Obrigada, Gratidão .

    • Thais Godinho respondeu Margareth 20/01/2014

      O livro “Budismo Moderno” está disponível gratuitamente para download no site da Tradição Kadampa.

  19. Simone Moraes 19/01/2014

    Oi Thais! Tudo bem com você? Estou passando aqui para agradecer imensamente por este seu post sobre meditação. Hoje, eu e meu marido influenciados pelos seu post, fomos no Centro Budista Kadampa Avalokiteshvara para fazer a meditação Buda da Medicina (meu marido anda passando por problemas com enxaqueca e a programação caiu como uma luva) foi um momento bastante renovador para nós. Muito obrigada de coração pelo seu maravilhoso trabalho de orientação e exemplo. Espero que um dia possamos nos encontrar no centro para que eu posa te agradecer pessoalmente. Forte abraço. Simone M.

  20. Clara Vellozo 20/01/2014

    Oi Thaís!

    É muito gostoso quando você compartilha com a gente algo pessoal e íntimo. Sinto como se fossemos amigas, faça isso mais vezes!

    Todo domingo eu e meu marido fazemos a nossa “hora mística”: sentamos juntos, lemos trechos de livros espirituais de autores de diferentes filosofias, fazemos uma reflexão e depois fazemos a nossa prece de encerramento. Um dos livros que já passaram por nós se chama “O Poder do Agora”, de Eckhart Tolle, não sei se você já leu, mas ele nos ensina muito a respeito da nossa mente e foi um grande aprendizado!

    Obrigada pelo seu blog, o acompanho com bastante frequência!

  21. Tatiana 20/01/2014

    Olá Thais! Sempre tive contato com o budismo, minha avó sempre me indicou livros para eu ler. Na época tinha apenas dez anos e tentei ler a Senda da virtude..foi difícil, rsrsrs. Agora descobri um grupo em São Carlos e estou muito animada! Beijos e obrigada sempre.

  22. Teresa Ferreira 20/01/2014

    Olá Thaís

    Obrigada pelo seu Blog. Nele me debruço muitas vezes e absorvo cada frase que muito me ensina.
    Ando ainda um pouco perdida nestas andanças do meu mundo. Todos os dias procuro melhorar aqui e ali, quer na minha organização de casa quer na organização espiritual.
    Faço meditação das rosas, que adoro. frequentei um curso de fim de semana que achei super bom.
    Há muito por aprender nessa área mas faço como posso.

    Feliz ano de 2014 e vou continuar a segui-la
    Bjs Teresa

  23. Thais,

    Desde 2012 tenho feito Meditações do Deepak Chopra.
    Ele tem um site http://www.chopra.com
    As meditações são todas em Inglês e tem muito a ver com os livros dele:
    AS 7 LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO
    CRIANDO PROSPERIDADE

    Com certeza,você vai gostar muito.
    São todas em Inglês,um inglês bem tranquilo.

    Fiquei impressionada como a Meditação me ajudou a curar alguns “padrões mentais negativos”: de escassez,de medo,etc…
    Estou aprendendo a viver no presente e a curtir mais cada momento da vida…
    Sempre faço pela manhã.

    Monica Loureiro Jorge

  24. isabel barbosa 03/02/2014

    Olá Tais. Há muito que venho acompanhado o seu blogue. Todos os seus artigos são fantásticos. Adoro. Meu nome é Isabel Barbosa e vivo em Portugal na cidade do Porto.

  25. Maria Clara 07/02/2014

    Encantada, apaixonada e viciada no seu blog.
    Textos Lindos que acrescentam e agregam sabedoria e Alegria. Parabéns!!!! :))))
    Vc poderia me informar se em Brasília tem algum centro Budista kadampa?
    Gratidão!!

  26. Sil 27/03/2014

    oi, Thaís! Obrigada por compartilhar a sua rotina, eu ainda estou tentando achar a melhor hora pra meditar, mas meus horários andam meio caóticos e nem todo dia eu consigo. Comecei a meditar tem pouco tempo, tenho lido sobre budismo e acho que estou descobrindo que sempre fui budista. : ) Quando comecei a meditar, tinha muita dificuldade em me concentrar, mesmo que por pouco tempo. E sei que muitas pessoas tem essa dificuldade. Daí, achei umas meditações guiadas, e elas mudaram totalmente o foco da minha meditação: eu pensava que meditar era esvaziar a cabeça, masagora o foco é o processo de olhar meus pensamentos, vêlos passar, olhar a respiração, o corpo, perceber quando a cabeça se distrai, e ops: voltar pro foco, mas tranquilamente. E isso mudou muita coisa, ajuda a me sossegar. Vou deixar os links que me ajudaram aqui, pode servir pra alguém:
    http://www.getsomeheadspace.com/ -> esse é um app que tem as meditações guiadas, é super didático e tem um programa de treino em meditação, que é o que eu tenho seguido. São várias séries que vão desenvolvendo habilidades diferentes. E tem uns videozinhos sobre meditação, super didáticos: http://www.getsomeheadspace.com/how-to-meditate.aspx
    Eu amo, amo, amo, o headspace, sinto que tá me ajudando muito.
    Outro site que tem meditações guiadas é o ZenCast, mas tem que achar elas no meio de um monte de podcasts: http://www.zencast.org/

    Um outro site que eu adoro, é o secular buddhist, e tem meditações guiadas e uma página de suporte à meditação. Eu nunca fiz as meditações guiadas deles, mas gosto muito do podcast: http://secularbuddhism.org/meditation-support
    E sei de outros apps, que eu nunca tentei, mas deixo aqui: http://buddhify.com/
    E tem o calm, que tem versão pra web: http://www.calm.com/

    E sei que tem mais por aí. Espero que ajude alguém.

    • Thais Godinho respondeu Sil 27/03/2014

      Contribuições maravilhosas. Obrigada!

      Sobre a meditação, não é possível esvaziar a mente (esse é um mito comum). O que a gente faz é focar em alguma coisa (por ex, a respiração) para conseguir acalmar um pouco a mente.

  27. Claudia 09/04/2014

    Bom dia Thais! Cada vez que leio seus artigos, mais te admiro! Ganhei de uma amiga o livro e CD do Daniel Goleman que ensina 4 tipos de meditação. So fiz os 2 primeiros e gostei bastante da meditação que consiste em se concentrar na respiração. Para mim, que sou casada e tenho 2 filhas pequenas, fica desafiante meditar, mas estou me esforçando a fazer isso quando elas dormem. No mais, quero agradecer novamente sua dedicação ao blog que ajuda a mim e muitas outras pessoas também leitoras. Forte abraço!
    Ps. Quando houver workshops com voce, quero ser avisada, está bem? Quero muito te conhecer pessoalmente!

  28. Letícia Moraes 22/06/2014

    Olá, Thaís!

    Eu sou uma pessoa que já fiz bastante coisas: já pratiquei karatê, yoga, tai chi, Muay Thai, Canto, música, corrida, malhação, etc. Atualmente, faço faculdade, aula de francês, academia, voluntariado com crianças e idosos, terapia e estágio no Ministério Público.

    Para aguentar o “rojão” com menos ansiedade (haja vista que semestre passado paguei 10 disciplinas na faculdade, além de atividades extracurriculares, vindo essa sobrecarga a prejudicar minha saúde), eu tento conciliar a rotina de prática meditativa com a minha doutrina filosófica que busco por em exercício no dia-a-dia.

    Basicamente, ocorre da seguinte forma:

    – Também procuro meditar pela manhã e pela noite, pois me sinto com mais equilíbrio no desempenho das atividades ao longo da jornada.

    Manhã: alongamento, meditação pela respiração (pelo menos dois minutos), oração de agradecimento e de proteção

    Noite: leitura de mensagem da doutrina filosófica, seja ela espírita ou budista, respiração (pelo menos cinco minutos), prática da yoga nidra através da meditação guiada nesse site: https://www.youtube.com/watch?v=qLsJnoGgjtU

    * Para um maior autoconhecimento e reforma íntima, quando sinto uma emoção mais forte como ansiedade, tristeza, raiva ou angústia, procuro utilizar a prática da meditação utilizando-se da respiração, só que adicionando a reflexão PARDA:

    P – percepção da emoção/sentimento. Muito importante o começo da meditação nesse momento;

    A – Aceitação da emoção/sentimento, fase de acolhimento de si mesmo e daquela emoção, procurando não negá-la ou neutralizá-la de imediato, mas aceitá-la;

    R – Reflexão: o que causou esse sentimento, de onde ele vem. Lembrando-se que as ações dos outros são muitas vezes reflexos de nós mesmos. Compreender a si mesmo abre portas para que se compreenda aqueles que nos rodeiam;

    D – Decisão: escolha para solucionar aquela emoção negativa. Conversar com a pessoa que te causou aquilo? Extravasar o sentimento de uma forma consciente e positiva? Entender a situação e procurar a melhor resolução do sentimento;

    A – Ação: prática/exercício do poder de escolha.

  29. Rafaela Batista 05/07/2014

    Oi Thaís,

    Aproveita que vc está conhecendo o budismo agora para procurar uma escola legítima e tradicional.

    O budismo autorizado deve ser uma linhagem ininterrupta, desde os tempos do Buda. E a Nova Kadampa é uma seita altamente maléfica pro seu desenvolvimento espiritual, por favor, depois procure saber +.

    Abraço!

    • Thais Godinho respondeu Rafaela Batista 07/07/2014

      Oi Rafaela,

      Obrigada pela mensagem.

      Não estou conhecendo o Budismo agora. Já pratico há muitos anos – antes praticava pela escola Zen. Claro que sei muito pouco, comparado ao que preciso aprender.

      Eu costumo pesquisar a fundo sobre todo assunto que eu estudo, e nesse caso não foi diferente. Estou por dentro de tuuuuuudo o que envolve a NKT e outras escolas budistas. O que posso te dizer é que jamais ficaria em uma tradição ou centro onde presenciasse algo de errado, e nunca foi o caso. Muito pelo contrário. Quando ao envolvimento político da KNT, não é uma atividade que se sobreponha às outras das práticas budistas em si, e conheço apenas um membro pessoalmente que se dedica à divulgação. O restante está ali para estudar, praticar e ajudar as pessoas. Cada um em seu caminho. Eu mesma, nem tenho interesse em me envolver nessa parte.

      Presenciei atitudes esquisitas em outras tradições e a NKT foi onde “me encontrei”. Não vou expôr os motivos aqui. Acho muito desrespeitoso que qualquer pessoa considerada budista (não sei se é o seu caso) diga que uma tradição com ensinamentos de Je Tsongkhapa e com pessoas que só querem ajudar as outras seja “maléfica”. Quanto ao conceito de seita, sugiro que pesquise a respeito, pois não se enquadra (mas é um engano comum).

      O fundador da tradição, Geshe Kelsang Gyatso, foi expulso da tradição gelug porque dava continuidade à celebração de uma entidade que sempre foi defendida pelos gelupas, inclusive o grande Geshe Trijang Rinpoche, tutor do Dalai Lama atual. Essa questão é super controversa e se trata somente de caminhos diferentes, e não acho que um invalide o outro. O que alguns membros da NKT combatem é a mistura que o atual Dalai Lama faz entre religião e política, o que pode ser uma mistura não muito legal, e também a expulsão e agressão aos praticantes budistas que divergem do Dalai Lama. Qualquer coisa além disso está fora do meu poder de conhecimento. O que estudo são os ensinamentos de Buda.

      Abs

  30. Paula Viecelli 27/07/2014

    Oi Thaís,
    Comecei a me interessar pelo zen budismo há um mês e faço semanalmente a prática do Zazen no Templo. Ainda não pratiquei em casa por falta de organização mas seus post sempre são inspiradores para mudar isso.
    Vou buscar mais informações e estudos sobre o zen budismo e me aprofundar na técnica. Se tiver contribuições quanto à livros que já leu e recomenda, ficarei grata.
    Um grande abraço, seu blog é um sucesso!

  31. juarez 21/08/2015

    Thais, cai de paraquedas no seu blog quando procurava algo sobre meditacao. Li o texto sobre como vc organiza a sua meditacao e vou tentar tê-lo como modelo.

    Acho que vc vai me ajudar.
    PArabens e obrigado!

  32. Marli Rocha Fuchs 11/09/2015

    Thais,
    Primeiro gostaria de parabenizada pelo brilhante trabalho, sua website e blogs!
    Segundo, me sinto privilegiada de ter acesso as suas mais do que educativas e amigaveis informacoes!

    Moro em Dubai, Emirados Arabens Unidos e a rotina da vida, o trabalho, familia e todos os conflitos ao nosso redor, nao me permite muito tempo. Mas com suas indicacoes irei me educar e ajudar meus familiares e amigos para fazer o mesmo!
    Muito obrigada por tornar a minha vida mais organizada, seus comentarios e palestras sao sensacionais!
    Marli Rocha Fuchs