ou

janeiro14

kadampa

Este post foi inspirado em um post da Rita (muito obrigada).

Escrevo este texto olhando para a carinha do blog durante alguns minutos. Analisando os assuntos (categorias): organização, casa, família, trabalho, lazer, bem-estar, você, minha vida, coisas do blog. Sei de cor. Demorei para chegar nelas, quando mudei tudo aqui no blog há alguns meses e, em se tratando de falar sobre organização da vida (vida organizada), acredito que ainda atenda.

Porém, meus amigos, eu mudei. 2013 foi um ano interessante para mim. Fiz praticamente tudo o que eu queria, profissionalmente falando, o que me tirou do foco uma série de vezes. Uma semana eu queria uma coisa – na outra, outra coisa. Tamanhas são as possibilidades. Mas e aí né, o que a gente faz quando tem tantos caminhos?

No meu caso, eu identifiquei o que era a essência de todos esses caminhos. O que existe de comum entre ter o blog, trabalhar com a conscientização das pessoas com relação à segurança da informação, dar aulas, escrever livros, dar palestras ou disseminar ações de marketing relacionadas a treinamentos de produtividade?

A linha que liga todas essas coisas é uma só: ajudar as pessoas. Simples assim.

E isso sempre fez parte de mim ou, pelo menos, desde que tomei consciência desse sentimento. Não pensei nele quando criei o blog (não conscientemente). Não pensei nele quando aceitei meu emprego atual. Essa ciência veio de alguns meses para cá. Porém, foi a cola que uniu tudo. Foi a cola que me ajudou a pensar em uma missão pessoal, e que me ajudará a tomar decisões daqui para a frente.

Ajudar as pessoas inclui, certamente, as pessoas próximas a mim. Nosso filho, meu marido. Minha avó, minha mãe, nossos parentes. Meus amigos e colegas de trabalho. O vizinho. A pessoa que está esperando o ônibus ali na rua. Todo mundo.

Mas como eu poderia ajudar as pessoas se eu mesma tenho tantos defeitos e pontos a serem trabalhados? Sou ansiosa, impaciente, introspectiva e, muitas vezes, fui egoísta. E, por apego ao ego, me envolvi em tantas coisas em 2013. Nunca comentei aqui no blog, mas isso resultou em uma crise nervosa que tive pouco antes de viajar para o exterior, em setembro. Achei que tivesse tendo um infarto: meu marido ficou desesperado, nosso filho junto com a gente. Meu coração estava disparado, meus braços dormentes e eu tive que tirar meia-calça, cinto de segurança no carro, sapato, desabotoar camisa, tudo!.. Não conseguia respirar. No hospital, tive uma crise asmática (nunca tive asma) porque minha garganta tinha fechado. O médico mediu minha pressão e estava tudo normal. Quase desmaiei. Me deram um calmante. Dois. E eu me dei conta que, naquele meio tempo, meu filho devia ter ficado apavorado de me ver daquele jeito, ao mesmo tempo que eram 21h30 e ele ainda não tinha jantado – meu marido lá, preocupado comigo… Naquele momento, eu decidi que cuidaria mais de mim, para poder cuidar deles. Para pensar que preciso continuar sustentando minha família e ser a mãe do nosso filho, e eu não poderia fazer isso se morresse ou se passasse mal outra vez.

Estou abrindo meu coração para vocês. Por favor, segurem as críticas. Não estou contando por nenhum outro motivo que não explicar o que me levou a mudar de vida, e acho que serve de exemplo para quem esteja passando por situação semelhante.

Li diversos artigos e livros que caíram coincidente em minhas mãos depois disso. A revista Mente & Cérebro especial sobre Síndrome do Pânico; o livro “Não é coisa da sua cabeça”. Todos, absolutamente todos os sintomas de Síndrome de Pânico eu identifiquei como os que eu tive naquele dia. E indo mais à fundo, eu os tenho de forma mais leve desde a adolescência, quando eu tinha medo de pegar metrô porque “tinha medo de cair minha pressão e desmaiar”, e aí eu sempre tinha que sair do metrô em desespero ou, simplesmente, desmaiava. Desmaiei tantas vezes na vida, minha gente e, hoje, vejo que todas as situações foram situações onde eu meio que previ que isso aconteceria. Ou seja, eu tive medo de desmaiar antes de me sentir mal, entendem? E aí eu me senti mal. Como a nossa mente é poderosa!

A ponto de telefonar para marcar uma consulta com um psiquiatra, eu resolvi me “auto-curar” através do que eu acreditava ser correto para mim; que eu achava que meu corpo e minha mente estavam pedindo. Eu desliguei da Internet. Fiquei uma semana sem nadinha: e-mails, blog, redes sociais. Fazendo isso, vi como minha vida poderia ser mais tranquila. Não posso me desvencilhar por completo, porque trabalho com Internet! Mas precisava dar um tempo, diminuir 80% do restante do tempo, de verdade.

Além da semana off, eu resolvi abraçar de verdade algo que eu venho namorando há vários anos, que é o Budismo. Estou há cerca de dois meses frequentando um centro local, participando das atividades, estudando muito, meditando em casa… e não saberia viver de outra forma. Eu me encontrei no Budismo porque ele simplesmente bate com a minha missão de vida, que é ajudar pessoas. Mais do que isso, eu só posso ajudar se eu souber controlar a minha mente – fonte de todos os problemas. E é isso mesmo. Eu sabia. Eu tive essa experiência, assim como continuo tendo diariamente. Mudou minha vida. Não consigo sequer colocar em palavras como estou diferente. Ainda não tive nenhum episódio ligado a ansiedade, pois consegui controlar minha mente e minha respiração em todos. Quanto à paciência, preciso trabalhar muito ainda, mas eu chego lá.

Com relação ao blog, eu o vejo como um veículo para ajudar as pessoas a serem mais organizadas. Mas o que é ser mais organizado mesmo? Lembra que eu disse que não dá para organizar bagunça? Tem um motivo, e eu sou a prova viva disso. Eu me organizei sim ao longo desse ano, mesmo com tantas atividades. Mas não tem jeito – uma hora o corpo vai travar, nossa mente vai pirar, as pessoas vão sentir. Então, será que vale a pena? A bagunça não está só na nossa casa, mas na nossa cabeça, no nosso ambiente de trabalho, nos nossos relacionamentos. Precisamos colocar ordem nisso tudo, e isso é organizar. Não se trata de colocar coisas dentro de caixinhas. É muito mais do que isso.

No final das contas, fico muito contente pelo nome do blog ser Vida Organizada, e não “casa organizada” ou qualquer outro semelhante. Porque acredito de verdade que, quando a gente fala sobre organização, a coisa toda começa dentro das nossas cabecinhas e se reflete em todo o resto. Seja na nossa casa, no nosso trabalho, na nossa família, nas nossas atividades de lazer, nos nossos hobbies, nas nossas finanças etc.

Talvez o problema do volume insano que todos nós recebemos diariamente de todos os lados não seja o nosso principal problema – o problema pode ser que a gente não tenha filtros para eles. Será que, colocando alguns filtros, as coisas não ficam mais fáceis? É o que eu venho tentando fazer. Não dá para dar conta de tudo – a gente pode fazer tudo o que quiser, mas não tudo ao mesmo tempo. E, de resto, paciência. Me comprometo a fazer meu melhor, e isso significa pensar nos outros sim – dos meus a todos. Mas há um círculo de alcance direto que acaba sendo delimitado quando priorizamos algumas coisas em decorrência de outras. E eu não posso ser aquela pessoa que ajuda a pessoa no blog e não ajuda o marido a lavar a louça! O negócio é ajudar todo mundo da melhor forma que conseguir, sem se culpar por não ter sido perfeita(o). Quem é perfeito(a), afinal?

Uma vez eu comentei que uma briga por uma panela suja não vale um casamento de anos, mas quantas vezes não briguei com o meu marido esse ano por causa de besteiras relacionadas à casa? Quantas vezes não me preocupei com bobagens relacionadas ao nosso filho que não eram relevantes, em vez de deixar o coração e instinto materno falar mais alto (ele não dormir conosco porque é importante dormir no seu próprio quarto)? Uma coisa que decidi é que não vou deixar de investir meu tempo no que for importante para cuidar do que for irrelevante, e isso inclui limpar um armário que esteja limpo, por exemplo. Ou limpar coisas que eu só mexo quando vou limpar. Pra que eu tenho tudo isso mesmo?

A Rita comentou, e reitero aqui porque é um pensamento que tenho tido recorrentemente, sobre a questão do frugalismo. Eu costumo definir assim: preciso de um computador leve para as viagens que faço constantemente. O minimalista compraria o Macbook Air. Não importa que seja caro – é o computador que ele precisa. Ele não precisa de dois computadores. Porém, aquele que ele precisa, ele vai comprar do jeito que ele precisa, não importa o quanto custe. O frugal vai comprar um netbook que custa cinco vezes mais barato, sem se importar com marca ou demais configurações, simplesmente porque atende as necessidades dele e não tem sentido pagar mais caro pela “mesma coisa”. É isso. No final das contas, ambos não têm suas necessidades supridas? Por que comprar uma escova de dentes que custe nove reais se posso comprar uma que custe dois e serve para a mesma coisa? Os exemplos são infinitos.

Não quis divagar nesse post, mas acabou acontecendo. Peço desculpas por isso. Quero finalizar dizendo que, para 2014, eu não desejo nada para mim. Estou riscando esse verbo do meu vocabulário, por sinal. Eu preciso de algumas coisas, e irei atrás delas. Coisas mentais, espirituais, físicas, emocionais, até materiais. A vida é curta e preciosa para perdermos tempo com ações inúteis e que não nos tornem pessoas melhores. Farei então com que meus dias sejam significativos e reflitam minhas transformações internas.

Nesse bolo todo, se encontra o blog? Mas é claro! Como eu comentei lá em cima, ele tem seus assuntos principais, que são: organização, casa, família, trabalho, bem-estar e lazer. Vou continuar escrevendo sobre eles, sem me preocupar se, em determinado momento da minha vida, eu estiver privilegiando mais um em detrimento de outro. Acredito muito que o blog deva espelhar a pessoa que escreve, e manipular isso iria contra o que acho certo para o blog daqui para a frente. Mas podem esperar uma visão diferente, mais contextual, sem perder a praticidade, claro, mas mais focada no que realmente importa – na simplicidade, no minimalismo e na frugalidade, sempre que possível.

Espero que em 2014 eu continue tendo a oportunidade de ajudar todos aqueles que lêem o blog e estão por aqui diariamente, assim como a minha família, os meus amigos, os meus colegas de trabalho e todas as pessoas do mundo, à medida que conseguir. Muito obrigada por me proporcionarem isso. Que cada um de vocês tenha um 2014 maravilhoso e cheio de realizações também.

pes-descalcos

* As fotos deste post foram tiradas em uma visita ao Templo Kadampa que fica em Cabreúva, no interior do estado de São Paulo.

Thais Godinho
01/01/2014
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  1. Simone Oliveira 02/01/2014

    Amei!!!! falou tudo… menos é mais, e ajudar ao próximo não tem o que pague…

  2. Juciany Santos 02/01/2014

    Eu sempre digo pras pessoas que tenho medo de morrer de tristeza. Alguns riem ou não compreendem. Mas o que eu quero dizer é que vamos morrendo lentamente quando estamos infelizes ou incomodados com algo em nossa vida. Por isso eu sempre busco fazer aquilo que me deixa feliz, que me deixa bem comigo mesma. E admiro muito as pessoas que tem essa coragem, que mesmo correndo o risco de serem julgadas ou taxadas como inconsequentes elas optam pelas escolhas que nem sempre são as mais fáceis.
    Obrigada pela coragem de compartilhar conosco suas decisões, seus medos e anseios para o futuro. Obrigada também por responder a cada comentário, isso faz do seu blog uma página muito especial.
    Um 2014 com muita saúde pra você e sua família, porque as demais coisas com certeza serão acrescentadas com o seu esforço.
    Bjus
    Ju

    • Thais Godinho respondeu Juciany Santos 02/01/2014

      Obrigada, Ju. O Thoreau tem uma frase que eu gosto muito, que é: “Todos os homens vivem em silencioso desespero”.

  3. Lucia 02/01/2014

    Thais
    OBRIGADA sempre!!!!!!
    Um 2014 cheio de alegrias.
    Bjs Lucia

  4. Fernanda 03/01/2014

    Emocionante! Nós não precisamos de muito para ser feliz. Obrigada por ajudar as pessoas a aprenderem isso. Um abraço e felicidades na caminhada em 2014 e sempre.

  5. Ana Claudia de Andrade Quaresma 03/01/2014

    Emocionante…Vc me surpreende cada vez mais, Thaís… Foi muito benevolente a sua decisão de abrir o seu coração e se expor para todas as pessoas que acompanham o seu blog. Só posso te agradecer imensamente pois, mais uma vez, vc contribuiu para que eu dê mais um passo a caminho da organização da minha vida, que sem dúvida, é muito mais do que a simples organização de um lar.
    E quanto a sua decisão de seguir o Budismo, te felicito por isso! Não sou Budista, mas no seu depoimento vc descreve os mesmos anseios que eu possuo, sendo que com uma diferença: vc realizou tudo o que desejou, tanto que talvez tenha sobrecarregado a vida, e eu não realizei absolutamente nada! Tudo está na minha mente, no plano das vontades. Mas isso tb me sobrecarrega, pois minha cabeça não para!!
    POr isso, me interessei quando vc descreveu a sua mudança a partir do Budismo.
    Bem, é isso, um grande bj pra vc!

    • Thais Godinho respondeu Ana Claudia de Andrade Quaresma 03/01/2014

      Obrigada, Ana Claudia. Fico contente que o blog tenha te inspirado. É para isso mesmo que ele serve. =)

  6. Janny 03/01/2014

    Oi Taís, acompanho você já há algum tempo, mas nunca tinha comentado, pois a correria e as tarefas diárias nos consomem a cada minuto. Mas lendo o post do dia 01 não pude deixar te me identificar com você em algumas coisas e pausar decidida a escrever algumas frases. Sempre leio e tento viver a oração da Serenidade, que diz:

    Deus, conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria para saber discernir entre as duas.

    Vivendo um dia de cada vez, apreciando um momento de cada vez, recebendo as dificuldades como um caminho para a paz, aceitando este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse; confiando que o Senhor fará tudo dar certo se eu me entregar à Sua vontade; pois assim poderei ser razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz ao Seu lado na outra. (Reinhold Niebuhr)

    Tento viver um dia de cada vez, dizendo NÃO quando é preciso e dizendo SIM quando é necessário. Feliz 2014 com muita paz, graça e amor. Felicidades.

  7. Delmina 03/01/2014

    Mais uma vez obrigada. As suas dicas nos ajudam sempre, e essa entrega do que estava e está se passando no seu íntimo, é mais uma prova de sua generosidade em compartilhar os seus “insights”. E com isso vemos também como são importantes os “piripaques” que todos passamos… o mais difícil é enxergar o quanto de bom eles representam na nossa vida, os grandes “toques” para acertarmos os nossos rumos… Continue buscando a sua paz interior, pois o resto é pura consequência.

  8. Aline 03/01/2014

    Inspirador!!!!! Obrigada!

  9. Julia 03/01/2014

    Me desculpe pela curiosidade, mas você manteve todos os trabalhos? Com quais está agora?

  10. Michellez 05/01/2014

    Inspirador e emocionante, muito obrigada por dividir esses momentos aqui! Feliz 2014!

  11. Taís 07/01/2014

    Thais, impressionante como me identifiquei com este post!

    Leio o seu blog faz uns 2 anos e hoje estou fazendo meu primeiro comentário de tanto que me identifiquei com o seu texto!

    Tb estou refletindo muito sobre a minha vida e reais necessidades. Sempre fui muito ansiosa, mas recentemente passei por uma crise de ansiedade tão forte que desencadeou numa depressão. Estou em tratamento no momento.

    Sinto uma enorme necessidade de buscar minha paz interior e acredito que isso venha da necessidade de cuidar da minha vida espiritual. Estou começano a estudar sobre o budismo e cabala pois acho que me identifico com eles, vou procurar um templo aqui no Rio para eu conhecer de perto!

    Fiquei sinceramente muito feliz de ler o que vc escreveu, de vc ter se encontrado! Espero que eu consiga me encontrar da mesma forma!

    Mil beijos com muito carinho, de uma pessoa que mesmo sem vc conhecer, que mesmo de longe, te admira!

    • Thais Godinho respondeu Taís 07/01/2014

      Taís, muito obrigada por escrever esse comentários. Espero que você consiga isso.

  12. Patricia Luck 07/01/2014

    Sou sua fã. Obrigada por abrir seu coração e me fazer sentir mais humana.
    Um abraço e feliz 2014!

  13. Monique 07/01/2014

    Thais, tenho me feito as mesmas perguntas, e com certeza tenho pensado muito no q é importante.. passar um sabado inteiro arrumando a casa ou aproveitar o dia e sair com os meus filhos? Reclamar pq meu marido não lavou a louça? Querer abraçar o mundo e saber q não é possível sempre vai deixar algo de lado. Obrigada por me ajudar a viver melhor e viver com qualidade com minha familia.
    Todas as atividades são necessárias, mas nada precisa ser perfeito, ou preciso deixar de curtir pq trabalhei a semana toda e ai nao posso aproveitar uma manha de sol….
    Muito obrigada por nos ajudar e compartilhar conosco sua vida.
    Amo o blog e que em 2014 possamos organizar melhor nossas vidas.

    • Thais Godinho respondeu Monique 07/01/2014

      Que bom, Monique, fico muito contente por despertar isso em você. Obrigada por comentar.

  14. C. Vieira 08/01/2014

    Demorei um pouco para decidir enviar este comentário… mas, vamos lá!…

    Este foi um ano estranho! Percebo que não só para mim. A cada pessoa que encontrei por este mundo (real ou virtual) eu ouvia, ou lia, seu relato da estranheza de um único ano. Mudanças que não mais podem esperar, dificuldades que apenas serviram de pontapés para a frente, problemas sérios que se avolumaram mas levaram a entendimentos mais positivos do que negativos. Eu faço parte deste último grupo…
    2013 foi um ano que eu preferiria esquecer que aconteceu! Mas não poderia retirar deste mesmo ano terrível a sabedoria que ele me revelou. Andamos nos sapatos dos outros, Thais…
    Nossas prioridades nem sempre são reais ou imprescindíveis – principalmente se sequer sabemos distinguir o que é importante do que não é. E fazemos mil coisas, e deixamos o rio nos levar… e sequer paramos para nos perguntar onde estamos e se era naquele ponto que se queria estar em nossas vidas… É a reflexão que comecei a fazer há alguns meses. Percebi em seu texto os questionamentos que tenho me feito já há algum tempo; mas sem me preocupar em dar-me uma resposta honesta.E explico: para mim o certo era lutar para ser organizada, para satisfazer meu desejos, obter o que quero. Mas nunca pensando se o que quero é o mesmo que o que preciso para ser feliz; se esta satisfação faria de mim uma pessoa melhor; e se, no final de minha jornada, eu me sentiria plena de mim, ou infelizmente ainda em busca do próximo desejo…
    Ainda caminho, engatinho… mas percebo que pelo caminho certo. Eu achei interessante você falar sobre seu interesse pelo Budismo – não acredito em coincidências. Então você é a terceira pessoa com que “esbarro” e que toca no assunto…
    E diante do que escreveu, posso dizer que fico muito feliz em saber dos rumos de sua vida (triste, é claro, pelos perrengues que passou). Porém, sinto bons ventos alcançando a todos nós nestes dias. E espero que eles nos levem cada vez mais a uma virtuosa plenitude.

    Bom ano de 2014, Thais, ainda que atrasado no calendário mas sincero em minhas palavras!

    Até breve!

  15. Célia 09/01/2014

    Tudo parte de um pensamento… o computador antes de existir, ele existiu na cabeça, no pensamento de alguém! Assim como todas as outras coisas. O pensamento leva a reflexão, reflexão leva à ação e a ação leva ao resultado! Organizar a mente é organizar todo o resto. O melhor de tudo: a pane passa, e tudo fica melhor por entender o processo, não se preocupe! Já deu tudo certo em 2014! Adoro seu blog e tenha a certeza que você me ajuda muito (tanto que minha casa está uma zona, feita pelos tres homens da minha vida e vou começar pela louça suja da pia he he he)! Um 2014 iluminado pra você e sua família! Com carinho… Célia Andreza.

  16. Larissa 09/01/2014

    Interessante o post.

    Uma das coisas que mais me chamou atenção foi o de você considerar a introspecção como defeito. Respeito seu ponto de vista e sugiro que não encare como defeito! A introspecção quando compreendida e trabalhada seja ela com ou sem ajuda se torna uma aliada.
    Ano passado li O Poder Dos Quietos autora Susan Cain e o livro me ajudou a entender a introspecção e a introversão, vale apena!

    Boa sorte nessa nova etapa e que você encontre o equilíbrio necessário para concretizar seus sonhos.

    Feliz 2014

    • Thais Godinho respondeu Larissa 10/01/2014

      Cê jura?? Eu sou introspectiva total. Devo ter me expressado errado então, para passar essa impressão.

  17. Michelly 10/01/2014

    Boa Sorte, Thaís! Seu blog é muito inspirador em todos os sentidos. Sou leitora assídua! Que os ventos tragam boas energias a você e sua família.

  18. Renata 15/01/2014

    Parabéns!!!! Acredito que as coisas seguem um fluxo e o que damos, certametne vamos receber. Acredito que essa sua nova consciência, não adquirida em um minuto, mas de toda uma vivência, é fruto das sua generosidade. Vejo muita generosidade aqui e isso vai voltar pra você, verá!!!
    Um grande beijo, você é muito linda!

  19. Ana Cláudia Trigueiro de Lucena 17/01/2014

    Oi Thaís,
    Tenho acompanhado o seu blog de uns meses para cá em busca de organização. Com 40 anos, casada, três filhos, trabalhando fora e tentando conciliar uma porção de coisas, (pois os vários caminhos, são todos eles muito atrativos para mim), me deparo com esse seu texto incrível, em que você, de forma honesta expõe dificuldades psicológicas. Obrigada, querida! Pode ter certeza de que ajudou muitas pessoas com ele. Tive um câncer de mama há dois anos e quando consegui superar toda a dor e o impacto que a doença causou sobre mim, resolvi escrever um livro, que uma editora publicou. O que mais me chamou a atenção nos comentários das pessoas que o leram foi o fato de me considerarem “muito corajosa”, por me expor daquela forma. A maioria das pessoas teme essa exposição e deixa de contribuir com o desenvolvimento de um próximo, que está começando a atravessar um deserto, que já foi o seu. Falta humildade a este mundo e sobra jactância.
    Beijos e parabéns!

  20. Michele 17/01/2014

    Uau Thais, que post bacana, senti em suas palavras um pouquinho do que sinto dentro de mim e não consigo descrever. Conheci seu blog no final de 2013 e através dele to conseguindo suprir uma grande necessidade de organização, são tantos exemplos, tantas experiências… muito bacana. Mas minha necessidade vai além, dentro de mim “grita” uma necessidade de mudança, de organização, não só da minha ksa, mas da minha mente, do meu jeito de agir e muito mais e to percebendo que isso tem que partir de dentro de mim. Obrigada, lindas palavras.
    Felicidades!!!

  21. Denise Minelli 22/01/2014

    Oi Thais!

    Conheci seu blog hoje e estou lendo vários posts sem conseguir parar, pois hoje tentei arrumar meu guarda-roupas e tive muita dificuldade, só consegui arrumar as bolsas, então
    resolvi procurar algo no Google e deparei com seu site. Amei!
    Muito obrigada por abrir seu coração neste post acima, me ajudou muito!

    Agora vou descansar, pois amanhã acordarei animadíssima pra seguir na Organização (interna e externa) da minha vida!

    beijos e muito grata mais uma vez!

  22. Samaya Amaral 22/01/2014

    Obrigada por abrir seu coração e dividir com a gente. As vezes sinto como se você fizesse parte da familia ou do meu circulo de amigos. Não comento muito, mas leio seus posts diariamente. Parabéns!!!!

  23. Malu 02/02/2014

    Thaís, querida… que lindo seu texto… quando você escreveu que ficaria uma semana off da internet, pensei que eu precisava fazer o mesmo… porque meu 2013 também não foi muito fácil… deixei tudo degringolar apesar de ter tentado me organizar no início do ano… foi um desastre.. hehehe… mas aí, me dei conta de que, como você muito bem colocou no seu texto, a bagunça maior estava em minha mente… eu precisava de um tempo… e fiz isso na minha viagem de férias, no início do ano… menina… que reviravolta isso faz na cabeça da gente… tanto é que, só li esse seu texto hoje… também acredito que nosso lado espiritual influencia e muito no nosso dia a dia, e como você, procurei aquilo que me fizesse bem… há sete anos sou umbandista e isso fez uma revolução na minha vida… como é bom ajudar os outros e principalmente, agradecer… pelo que somos, pelo que temos, pelo que recebemos dos outros… obrigada, Thaís… pelo lindo texto… pelo blog maravilhoso.. por me ajudar a me organizar… ótimo 2014…
    Um bjo…

    Malu

  24. […] começo deste ano, eu escrevi um post chamado Para 2014, que reli recentemente. Eu estava tão calma e centrada naquele post! Acho que fui profunda em […]