ou

Um dos conceitos que mais me fizeram ver a vida de outra forma quando comecei a estudar o budismo foi sobre o controle da raiva. Acredito que a gente deva agradecer imensamente por todos aqueles que nos fazem sentir raiva, porque isso nos dá a chance de sermos pessoas melhores. Quando uma pessoa faz algo que me toca, me ofende ou me deixa com um sentimento ruim, eu tenho a oportunidade de lidar com aquilo e pensar: por que me sinto assim? Tenho a chance de refletir a respeito e exercitar meu lado zen. Isso não aconteceria se não tivesse esse tipo de estímulo no dia a dia.

Como você se sente quando acaba de lavar a louça e alguém deixa um prato sujo dentro da pia?

Quantas vezes estávamos super bem e, quando chegamos ao trabalho, algum colega fez um comentário desnecessário e nos tirou de nosso equilíbrio? Ou então, estávamos limpando a casa cantando uma música do Led Zeppelin bem alto, chega nosso companheiro ou companheira e faz um comentário chato. Muitas vezes, e dependendo da pessoa, aquilo faz com que o dia acabe e tudo fique horroroso. Nem conseguimos fazer nada direito. Assim como tem muitas vezes que o clima está péssimo mas nós estamos bem, então tudo fica bem.

Isso acontece porque o segredo de tudo está em controlar a nossa mente. E isso não é fácil! Aliás, pode ser um objetivo de vida mesmo, como vocês podem imaginar. E isso vale para quem trabalha em casa, trabalha fora, só estuda, só fica em casa. Vale para todo mundo.

Com relação à raiva, ela é um sentimento importante de comentar porque nos afeta e prejudica outras pessoas, além de nós mesmos. Levante a mão quem já sentiu raiva, falou o que não precisava e depois se arrependeu muito? Eu já fiz isso inúmeras vezes. Todo mundo já fez. Quando a gente se deixa levar pela raiva, não é a outra pessoa a principal prejudicada, mas a gente mesmo. Aquilo gera uma sensação de mal-estar tremenda na gente e tira toda a nossa concentração. E quem consegue trabalhar ou fazer qualquer outra atividade se sentindo assim?

E como lidar com a raiva no dia a dia?

Minha sugestão é: identifique aquilo que faz você sentir raiva – aquilo que te tira do eixo sempre. E tente evitar. Isso já vai diminuir muito os seus problemas com relação a esse assunto.

Se não puder evitar e a situação simplesmente explodir na sua frente, conte até 10, 30, 100, até a raiva passar. Não pense que está sendo “café com leite” ou “levando desaforo para casa”. Esses são sentimentos ligados ao nosso ego, que não trazem benefício algum para nós. Podemos sim lidar com as injustiças e responder ou até mesmo discutir de forma adequada, educada e com respeito, mas isso não é algo que conseguimos fazer quando estamos com raiva. Não nos controlamos quando estamos com raiva, é físico isso. Nosso corpo reage. Portanto, quando chegar esse momento, afaste-se. E, quando tiver pensado a respeito, converse para resolver o problema.

Sentir raiva não é bom. Não é normal, apesar de o nosso mundo hoje pregar como se fosse.

Saber lidar com a raiva aumenta nossa produtividade porque não nos deixa cair em armadilhas do dia a dia – no trabalho, com a família, com os amigos, em todo lugar. E, quando estamos tranquilos, conseguimos produzir bem.

Para exemplificar, trouxe um trecho de uma conversa com o Dalai Lama, onde ele fala um pouco sobre os efeitos da raiva e por que ela não é um sentimento bom. Espero que gostem.

Que benefício a raiva pode trazer? Às vezes pensamos que ela vem em nosso socorro: em uma situação trágica, a raiva parece nos dar mais coragem e energia. Sob essa perspectiva, seria algo que nos ajudaria a superar uma situação difícil.

Mas a energia que vem da raiva é cega, não tem nenhuma sabedoria, e traz o potencial de fazer com que você se auto-destrua. A raiva bloqueia nossa capacidade de discernimento, e cega nossa inteligência.

Por exemplo: às vezes perdemos a cabeça e dizemos palavras absurdas, depois nos sentimos envergonhados, temos vergonha do que dissemos, de nossas palavras impensadas. No momento em que a raiva tomou conta, perdemos a capacidade de pensar e de discernir.

A raiva também não faz bem a nossa saúde. Algumas vezes, quando queremos atingir um inimigo, deixamos a raiva nos guiar. Não é certo que conseguiremos atingir o inimigo, mas uma coisa é certa: prejudicaremos a nós mesmos.

Se temos um inimigo que resolve nos perturbar, quando reagimos estamos deixando que a situação continue a se desenvolver. E, mesmo depois que terminou, continuamos a sentir raiva — deixando que a situação nos perturbe mesmo depois de terminada. Se, no entanto, temos paciência, a situação irá acabar por si mesma.

A raiva causa dor de estômago, mal estar, em nós. E o inimigo pode até se regozijar com isso.

Temos que tomar atitudes de uma maneira pensada, sem perder a paz de espírito. Aqueles que tem alguma prática de compaixão e tolerância conseguem fazê-lo muito bem. Paciência e a tolerância são importantes. Elas não são fraquezas, e sim um sinal de fortaleza interior.

Se você pratica a compaixão, eventualmente você pode até desenvolver algum grau de gratidão pelo seu inimigo, porque só através da prática da tolerância e paciência se manifesta a compaixão.

E para praticar a paciência e a tolerância você tem que enfrentar situações difíceis. Como praticar tolerância diante de um Buda? Para aprender tolerância e paciência temos que exerce-las. Portanto, o inimigo é o seu mestre, e o ajuda a desenvolver essas qualidades.

Algumas vezes temos a noção de que a prática da paciência e tolerância significa nos curvarmos diante dos outros, mas não é isso. Estou falando de não deixarmos a raiva nos dominar, não de submissão.

Para se desenvolver a compaixão inamovível e sem preconceitos, é fundamental ter uma atitude correta frente aos inimigos. Assim, os budistas adotam a seguinte estratégia para desenvolver a compaixão sem preconceitos: Recuam.

Recue você também. Recue da proximidade dos sentimentos, da proximidade dos amigos e da distância dos inimigos. Adote a equanimidade. O apego aos amigos e o desagrado dos inimigos são um entrave.

Quando se olha com equanimidade, vemos que todos os seres querem a felicidade, querem se livrar do sofrimento. E quando percebemos isso, podemos chegar à compaixão.

Alguns dizem que a natureza básica do ser humano é agressiva, outros dizem que é gentil. Ambos têm certo grau de razão, mas entendo que a natureza básica do ser humano é gentil, porque todo mundo quer alegria, não sofrimento.

– Dalai Lama

Toda vez que você se deparar em casa, na rua, no trabalho, na escola, enfim, em qualquer lugar, com alguma situação que te deixe com raiva, pense! Pare, pense, tente se afastar, reflita sobre por que aquilo está te deixando alterado(a) desse jeito. Somente assim você conseguirá refletir sobre os seus atos e se preparar para se controlar melhor da próxima vez. E, assim, ter uma vida mais tranquila e proporcionar paz às pessoas ao ser redor.

Thais Godinho
05/12/2013
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  1. Virginia Maria 05/12/2013

    Thaís este texto diz bem certinho o que devemos fazer para melhorar as nossas atitudes perante aos outros quando eles não nos agradam.
    Tento pensar que assim como existem coisas neles que me desagradam, existem também em mim coisas que não agradam oos outros. Paciência e Tolerância é chave.

  2. Mariana 05/12/2013

    Thais, estou gostando muito da abrangência dos temas no blog. Apesar de não te conhecer pessoalmente, através dos seus textos criamos um “relacionamento”, o que trouxe ainda mais peso para essas palavras… Obrigada!! Recomendo a leitura dos textos do Thich Nhat Hahn (zen budista), ele fala bastante sobre esse assunto. Beijos!!

  3. Scheila 05/12/2013

    Ola Thais, acompanho seu blog há um bom tempo já e adoro seus textos. Gostei muito desse de hoje em especial do trecho que você citou do Dalai Lama. Você tem alguma recomendação de leitura de algum livro dele? Eu procurei em http://www.dalailama.org.br/ mas tem uma infinidade deles. Gostaria de ler mais a respeito, mas não conheço os títulos. Tenho me interessado ultimamente em leituras que possam me agregar algum valor principalmente emocional, pois estou passando por um divórcio e não quero que isso me deixe sequelas negativas, nem me torne amarga e descrente na felicidade. Sei que é possível de encontrar felicidade em tudo e se sentir plena sem estar necessariamente ao lado de uma outra pessoa que compartilhe dos nossos planos e sentimentos, mas numa situação assim, tudo fica bem nebuloso. Acho que uma leitura assim pode me ajudar. Obrigada.

    • Thais Godinho respondeu Scheila 05/12/2013

      Ele tem muitos mesmo… gosto de todos, apesar de não ser da mesma escola de budismo que eu estou estudando. Um sobre esse assunto é o “A arte de lidar com a raiva”, é muito bacana.

  4. Bruna Neiva 05/12/2013

    Olá Taís!
    Me identifiquei muito nesse post, ontem mesmo estava refletindo sobre as coisas que aconteceram na minha vida no último ano, situações bem difíceis, e comecei a perceber que as minhas atitudes mudaram muito, antes eu explodia por qualquer coisa, e vivenciando esses problemas eu comecei a me questionar com relação a minha atitude com os outros e vice e versa. Passei a me perguntar: se eu agir dessa forma o que isso me trará de bom? Se eu der ataque de histeria vai resolver alguma coisa?
    Com isso minha relação com as pessoas tem ficado muito melhor, não fico guardando tanta mágoa como antes, como está escrito acima: ” o seu inimigo é seu mestre”, os meus problemas me ensinaram muito e continuam, porque a vida é feita de desafios a serem superados. Obrigada por dividir esse texto do Dalai-Lama, e com certeza vou indicar aos meus amigos.
    Um abraço
    Bruna Neiva

  5. Alessandra 05/12/2013

    Concordo com vc. A cada dia consigo ter mais paciencia e compaixão, até com as pessoas que têm o prazer de estressar as outras. Mas sempre fui muito julgada por não reagir.
    bj

  6. Silvana Duarte 05/12/2013

    Bom dia Thais,
    Gosto muito do seu blog e do que você escreve aqui e hoje não poderia ser diferente. Todos os sintomas descritos em virtude da raiva eu sinto,e é abosutamente verdade que a maior vítima da raiva somos nós mesmos, é claro que por causa dela outras pessoas são afetadas, tomamos decisões erradas , mas a carga maior é nossa. Eu costumo falar que quando você sente raiva uma grande energia desnecessária é desperdicada. E não importa se vcê sente raiva de outra pessoa, de você o efeito é o mesmo.E quando você não cede a raiva e não reage voce é visto como bobo, mole e na verdade é o oposto.Trabalhei como uma pessoa muito díficil estes ultimos anos, ela me causava raiva e todos os sentimentos ruins, antes de ir trabalhar sentia dores no estomago e quando estava lá queria vir logo pra casa, fiquei “REFEM” desta raiva por muito tempo até entender que conviver com essa pessoa era um processo pra me tornar uma pessoa melhor, que ela era de alguma forma parecida comigo e que eu teria que aprender a não ser como ela , primeiro momento foi um choque rs EU???? parecida com ela??? pois é , de uma forma mais sútil mas parecida com ela..E Entender também que as pessoas só fazem com a gente aquilo que permitimos que elas facam. Outra pessoa pode até nos provocar a raiva mas senti-la isso depende de mim. Acordei hoje com raiva de ter que estudar para um concurso que é dia 15 rs lendo seu texto me abriu os olhos e fez questionar o porque desta raiva e irritacao,rapidinho vieram as respostas e o conserto.. Obrigada:D Que seu dia seja iluminadoe tranquilo

  7. Nathalia Cardoso 05/12/2013

    Obrigada mais uma vez, Thais.
    Isso era tudo o que eu precisava ler.
    Recentemente discuti com uma amiga de faculdade e me encontrei dominada pela raiva durante alguns dias. Digo alguns dias porque tentei esclarecer a situação e acabei sendo ofendida de uma maneira da qual nunca fui antes e com isso, consumi um sentimento que não faz bem.
    Hoje, em meu estado emocional normal, me mantenho equilibrada e vejo que a melhor solução é justamente essa: recuar.
    Atraímos o que pensamos, logo, prefiro me manter perto de energias positivas.

  8. Roberta 05/12/2013

    Caramba, santa sincronicidade. Tava com essa aba aberta antes de vir ver o VO: http://www.psicologosp.com/2012/09/controlando-raiva-em-4-passos.html

    Adorei!

  9. Juliana 05/12/2013

    Adorei o post. Serviu como uma luva para mim nesse momento! Meu maior defeito é sempre me deixar levar pelo sentimento de raiva, e outros tbm… como o pessimismo. Mas já reconheci isso e estou trabalhando para melhorar. Descobri recentemente o conceito de Inteligencia Emocional. Achei muito interessante. Voce já ouviu falar?

  10. Virgínia 05/12/2013

    Thais, estou relendo este livro agora!
    O interessante é que é possível treinar nossa mente; cada vez que uma situação boba aparece e te irrita, é só pensar naquilo como algo insignificante; que a vida é muito mais importante, maior e bela.
    Com relação aos aborrecimentos mais profundos, acho que a questão é o desapego e é muito mais difícil. Mesmo assim, possível.
    É incrível como mudar a sua percepção das coisas influencia na sua qualidade de vida e nos relacionamentos.

  11. Vivian 05/12/2013

    Oi Thais,
    Obrigada pelo texto.
    Ele é ótimo, mas nem sempre conseguimos ter esse tipo de atitude no dia-a-dia. Todos querem “ganhar” uma briga ou disputa de território. Passo por isso todos os dias desde que minha cunhada veio morar comigo e faz um pouco de tudo por dia para me irritar. Eu não consigo me impor nem mesmo estando na posição de dona da casa. Isso me faz muito mal. Eu recuo, fico quieta, não brigo, mas fico remoendo a raiva e passo mal de nervoso todos os dias. Saber lidar com o que sinto é o que falta, mas nossa, como é difícil. Espero conseguir pensando um pouco melhor sobre estas palavras.
    Como dizia minha mãe: errar é humano, perdoar é divino.
    Bjs e parabéns pelo blog, ele me ajuda diariamente.

  12. Elaine Faustino 05/12/2013

    Acredito que a raiva pode fazer com que adoeçamos até seriamente. Acredito até que perdi uma pessoa querida desta forma, pois ela alimentou muita raiva, por décadas, das pessoas que ela achava que a injustiçava. Ou seja, ela sempre remoía, nunca esquecia. Acho que a sua raiva foi o seu câncer materializado. E, infelizmente estou vendo isto acontecer com outra pessoa bem próxima. Mas isso não é tão claro para todos…

  13. Natália Mendonça 05/12/2013

    Adorei ler sobre esse assunto no seu blog.
    Isso definitivamente é uma chave.
    Para mim esse esforço, esse trabalho interno (que precisa ser diário) tem muito a ver com produtividade e organização.
    Esse texto me acrescentou muito, vou guardar ele e reler quando puder.
    Não sou cristã, mas li um livro cristão que aborda esse assunto que me ensinou bastante: O monge e o executivo. Valeu a pena a leitura.

    Obrigada pela postagem.
    Beijo!
    Natália

  14. Andreia 05/12/2013

    Olá Thaís, gostei muito deste post. Porque estou me desfazendo de muitas coisas depois que conheci o minimalismo e surgiram novos espaços na minha vida. E gostaria de preecher parte desse espaço com espiritualidade. Gosto muito do budismo e você tem alguma indicação de livro para iniciante?
    obrigada,
    Andreia

    • Thais Godinho respondeu Andreia 05/12/2013

      Sim: Introdução ao Budismo de Geshe Kelsang Gyatso =)

    • Dani respondeu Andreia 06/12/2013

      Eu ia fazer a mesma pergunta. 🙂 Obrigada pela indicação do livro, Thais.

  15. Raiane 05/12/2013

    Thais, hoje amanheci briguenta, de mal humor, chata..esse texto me fez refletir sobre as razões e a necessidade de me envenenar dessa forma. Obrigada por reverter o quadro do meu dia com essas palavras. Beijos.

  16. Cesar Borella 05/12/2013

    É ótimo a forma como você conseguiu tornar leve uma assunto tão pesado. Parece que as pessoas já não conseguem controlar a raiva e o resultado é a onda de violência que vemos por ai. Espero que muito mais pessoas leiam o seu artigo. Parabéns!

  17. Ednice 06/12/2013

    Perfect !

    Bem parecido com os preceitos da SeichoNoIe, que diz que devemos perdoar e agradecer a tudo e a todos.

    Aliás, os últimos posts estão me fazendo refletir muito.

    Obrigado pelos “cutucões”.

    • Thais Godinho respondeu Ednice 06/12/2013

      Obrigada, Ednice. As filosofias orientais são tão boas. Eu gosto muito.

  18. Sofia 08/12/2013

    Bom dia, Thais!

    Primeiramente vou me apresentar de maneira breve… Sou filha de uma pessoa viciada em limpeza, o que por si só já me faz ter um afeto muito grande por organização. Tenho um objetivo de vida de ser uma pessoa extremamente organizada, porque me agrada e me equilibra, ainda estou longe de atingir o grau que acredito ser ideal.

    Acompanho seu site desde o início do ano, ele já me auxiliou de diversas formas, com técnicas de produtividade, organização, ‘to do lists’, leituras e mudanças de hábitos mesmo.

    Desde ontem me vi completamente estressada com uma situação pessoal, e mesmo que já tenha tentado meditar, rezar, enfim… Ainda me sinto tribulada. Pensei: Vou ler o vida Organizada pra ver se tem alguma dica. E me deparei com esta postagem.

    Por mais difícil que seja se habituar a esta lição em um momento muito emocionante, espero com o tempo conseguir lidar melhor com as coisas de acordo com os fundamentos aqui ensinados (nada mais nada menos do que por Dalai Lama)!

    Obrigada sempre. E, parabéns pelo site! É de grande ajuda, e um super exemplo a ser seguido por quem quer ter uma vida equilibrada, saudável e feliz.

    Abraços!

  19. Cida Ramos 29/10/2014

    Boa noite Thais esses ensinamentos chegaram bem na hora. Vou aplicados na vida. Muito obrigada pela dica. Um abraço. Cida Ramos

  20. Andreia 27/11/2014

    Suas dicas era tudo que precisava ler.Outro dia visitei um blog sobre organização tudo muito organizado gostei muito mas, você realmente supera a todos, é completa! aqui encontro tudo que preciso para caminhar para ter uma vida melhor.Que você continue nos presenteando com o seu saber obrigada.

  21. ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA 16/12/2014

    Muito bom Thais!! sei que seus textos tem por base a filosofia budista, mas sinceramente como católica, não vejo diferença entre o que minha religião e a sua pregam!!! curto cada vez mais seu blog!

    • Thais Godinho respondeu ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA 17/12/2014

      Tem muita coisa em comum. O que mudam são as práticas, mas o fim é o mesmo.

  22. Vinícius Simões 27/06/2015

    Boa noite,

    Eu gosto de ler sobre produtividade e temas afins de forma que fiquei bastante satisfeito em ter encontrado o seu blog, por saber que existem pessoas tratando sobre o tema em português. Digo isso porque costumo ler mais em inglês mesmo, e por ter encontrado bastante coisa útil e interessante no seu blog. Entretanto não pude deixar de notar as diferenças entre tudo o que você fala neste artigo e outro artigo que li no Lifehacker que fala justamente o oposto, não só na conclusão de propor como lidar com a raiva, mas nos detalhes sobre os efeitos da raiva sobre a nossa saúde.

    Só passei para dizer isso, se você tiver algo a dizer a respeito, estou interessado. O artigo ao qual me refiro é o http://io9.com/when-getting-angry-is-the-most-rational-thing-to-do-1630406160

  23. Bia 16/07/2015

    O duro é quando a pessoa que te traz esses sentimentos negativos não quer deixar de te provocar nem mudar o próprio comportamento. Até entendo que esse tipo de coisa é pra chamar a atenção e tal, mas por mais radical que possa parecer eu adotei a tática de zerar o contato com algumas pessoas que não se emendam (depois de esgotar toda a minha enorme paciência, claro).

    O confronto e a reatividade nunca são uma boa resposta. Faz mal pra gente e pra quem nem tem nada a ver com aquilo. Imagina só chegar em casa e estragar o momento com a família porque passou um perrengue com alguém no trabalho? olha o tamanho do poder que a gente dá pro comportamento dos outros se não prestar atenção!

    Muito legal a reflexão Thais, super concordo.

    Beijo