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As fotos acima foram tiradas por Ângelo, a partir do momento em que soube que sua esposa estava com câncer de mama. Seu trabalho pode ser visto neste site.

Meu pai morreu de câncer. Ao ver as fotos acima, eu me lembrei de todos os momentos finais da sua vida – a feição deles era muito parecida. Câncer é uma doença dramática mesmo, e felizmente muitas pessoas sobrevivem a ela.

Porém, o que chama mesmo a atenção, quando vejo as fotos acima, é pensar em como a vida é etérea.

Como ela passa rápido, mesmo que a gente morra com 90 anos de idade. Imagine morrer 10, 20, 50 anos antes. Outros, até menos. Nós simplesmente não sabemos.

Toda vez que se vir com algum tipo de apego – seja de coisas, objetos, pessoas, sentimentos – pergunte-se sobre a importância de tudo isso em sua vida. Você quer guardar aquele candelabro lindo que era da sua bisavó por lembrança, mas que lembrança ele terá quando você morrer e ele ficar com qualquer outra pessoa, seja onde for? Será que sua vida não poderia ser muito mais livre agora mesmo? Quantas coisas você não deixou de fazer na vida por causa das suas “coisas”? Ou quanto tempo desperdiçou limpando e cuidando daquilo que não tinha tanto valor quanto viver momentos junto com a sua família, viajar, ter pequenos insights observando o céu, entre tantos outros?

Quanto mais coisas temos, mais tempo precisamos investir para limpar, armazenar, cuidar. Isso sem contar o dinheiro com armários, cômodas, estantes – móveis feitos para armazenar objetos. E sem contar também a falta de espaço em casa, que atrapalha a circulação das pessoas.

Se quiser guardar algo que realmente dure para sempre, exercite o seu poder de transformação no mundo.

Deixe um legado. Faça acontecer aquilo que sempre foi seu sonho, sua vontade, seu objetivo profissional.

Diga às pessoas que você ama como você se sente. Não guarde rancor daquele parente, ou daquele amigo de infância. Nenhuma briga vale nada perto da morte e de não ter mais a pessoa ali para dizer adeus.

Pare de brigar com as pessoas que você ama, dos seus filhos ao seu marido ou esposa, aos seus pais e amigos.

Trabalhe menos. Se é cansativo e faz você questionar-se o tempo todo, sempre há uma alternativa melhor. Se não puder mudar agora, tenha um plano. Enquanto não atinge seu objetivo, não se deixe drenar.

Conheça outros lugares. Visite as cidades e países que sempre quis conhecer.

Curta mais a sua vida. Goste do seu corpo. Pare de criticar tanto a sua aparência.

Pare de se importar com o que as pessoas pensam de você. Pare de se sentir triste. A vida é uma oportunidade a cada momento.

Aproveite mais! Quando perceber que está tendo um momento especial, preste atenção e curta ao máximo. Passe mais tempo com aqueles que você ama.

Descubra a sua paixão, e vá atrás dela. Não deixe por conta do “e se”. Essa é a pior forma de morte – é a morte em vida. Não deixe isso acontecer, pois você está vivo(a)!

Não deixe de lado algo que seja importante. Não deixe para depois o que não sai da sua cabeça todos os dias. Nós, seres humanos, não somos nada perto da imensidão do universo e do andar das coisas em milhões de anos. Não vale a pena desperdiçar nosso tempo na Terra com nada que não nos faça feliz.

Não tenha medo. Vamos todos morrer mesmo, e pode ser amanhã. Você teria vivido de acordo com o que gostaria?

70 Comentários

  1. Eu não quis clicar no seu link. Fiquei olhando pra ele e não quis clicar. Estou fazendo uma reforma em casa e revirar uma edícula/ateliê com coisas acumuladas ao longo de 20 anos custou os tubos das minhas entranhas.
    Eu não quis clicar no seu link porque sabia o que viria, pois o pensamento do que ele dizia tem me visitado com frequência. Eu sabia o que eu ia ler. E me incomodei ainda mais.
    As coisas espalhadas pela casa toda, encaixotadas e novamente enclausuradas, vão precisar sair de onde estão e voltar para o lugar de origem muito em breve. E eu vou demandar muito, muito tempo precioso para arrumá-lás, e não para construir com elas, o que eu sempre desejei mas nunca consegui. É um ciclo que estou tentando quebrar. Foco, disciplina e organização.
    A propósito, vc já viu que eu cliquei no seu link e li tudo. O texto é belíssimo. Obrigada.

  2. Justamente hoje, quando estou revendo um monte de coisas na minha vida, me deparo com isso. Estou até emocionada, pois perco tanto tempo com inutilidades e estou deixando de lado o que realmente me importa. Parece que foi Deus, forças presentes no planeta ou o que for que me fez ter certeza que estou no caminho certo (revendo o que pode ser jogado fora e mudado)…
    Obrigada Thaís por estas imagens e por este texto, realmente temos um tempo tão curto para ficar remoendo o que não tem valor nenhum na nossa vida…

  3. Maravilhoso texto, Thais. Perdi meu pai de uma doença repentina que nos pegou totalmente desprevenidos. Ele tinha 54 anos e além de mim deixou meu irmão órfão aos 14 anos. Você me fez chorar e repensar minha vida que tem sido levada apenas e não vivida. Assumi tantas responsabilidades com a morte dele que frequentemente me esqueço de mim. Vou lutar para mudar esta realidade. Obrigada por todas essas palavras.

      • Thays, estou com lágrima nos olhos… Passa tanta coisa pela cabeça, eu tenho 41 anos, uma filha de 4 anos e 6 meses e não me cuido, não cuido da minha saúde, enfim, não vivo. Essas imagens e seu texto me levaram a uma reflexão sobre o que de fato vale a pena na vida. Obrigada.

  4. Eu também perdi uma pessoa próxima para o cancêr de mama, é bem dessa forma que foi retratado nas fotos, infelizmente…
    E infelizmente também essa pessoa era um pouco acumuladora, e além do trabalho e do desgaste que deu para dar finalidade a cada bem material deixado, tem até hoje a briga por outros bens, ou seja, não levou nada daqui e ainda deixou problemas para os que ficaram.
    Lógico que não foi intencional, mas me faz pensar em viver de forma a evitar que isso aconteça comigo.

    Bela reflexão Thais, lindas palavras!!

  5. Frequentemente me vejo pensando nisso. Se eu morresse amanhã, estaria satisfeita? Será que estou aproveitando bem o meu tempo? Confesso que às vezes fico um pouco frustrada porque sei que não, e nem todos os fatores dependem de mim (embora eu sempre me responsabilize por tudo). Me sinto mal por estar “perdendo” um tempo que é precioso, deixando de fazer coisas simples mas importantes, sabe? Mesmo assim, a fé no amanhã e a gratidão pelo hoje são sempre maiores!

    Belíssimo texto, Thais!
    (O blog é uma leitura diária e nunca comento, tsc tsc)

  6. Oi Thais, concordo em parte com o texto. Sempre fui e sou uma pessoa que desde infância tinha muita ciência da morte e isso em vez de me fazer avançar na vida, às vezes me limitava porque tudo eu pensava, ah pra quê? posso morrer depois de amanhã, sempre achando que podia morrer amanhã. Tenho uma tia que hoje com 91anos, também dizia, pra quê isso se vou morrer a qualquer momento e nem tenho filhos pra herdar,kkk fato é que ela hoje está com 91anos e só ganha o salário mínimo e não tem mais na-da nessa vida, a não ser eu sobrinha que estou por perto, nem casa ela quis comprar, pra quê? Enfim…depois de ouvi um dia o Chico Anízio(ator) dizendo que vivia como se não houvesse a morte, eu achei que ele tinha mesmo razão, e me esforço por ignorá-la como ele, porque se ficar muito ciente que a morte chega a qualquer momento, eu me paralizo, porque acho que nenhuma diferença vai fazer eu ter ido a “Paris” ou ali na esquina, e também que graça tem levar uma vida sem ter coisa nenhuma, sou muito a favor das “coisinhasnossadecadadia”, elas dão graça, nos fazem sentir bem, um anel, um brinco, um DVD, uma plantinha…são mimos que nos dão vida, depois da morte, nada tem importância, nada fará diferença…tudo bem que não preciso de 100anéis, EU não preciso, mas há pessoas que querem, e como dizia meu pai, essas são necessárias pra garantirem o trabalho do ourives. Se a maioria fosse como eu, o mundo estaria mais sem emprego ainda,kkkkk. Alguém comentou de uma pessoa que pensava muito em dinheiro e morreu cedo, e quem pode afirmar que não viveu de acordo com suas convicções e feliz? Quantas fazem o mesmo e continuam vivas, acho que a maioria. Todos nessa faixa etária trabalham muito e com prazer na maioria dos casos e sobrevivem mais anos, assim é a VIDA…só não se pode é viver em função da morte porque ela é certa, enquanto a Vida é frágil, precisa de adornos mil. As fotos são a mais crua realidade de que a Vida é ameaçadora, a morte é o FIM.

    • Wilma, me identifiquei muito com teu texto. Perdi meu pai quando tinha 5 anos, e ele estava em torno dos 30. Ainda perdi vários amigos e conhecios bem jovens. Realmente a gente perde a motivação para viver plenamente, mas é preciso superar. É muito bom estar vivo, e muitas pessoas gostariam de estar por aqui ainda. Pra mim é uma questão de honra procurar viver com sabedoria, que emcontrei em Jesus. Vejo que o teu comentário e o texto da Thais são complementares, pra tudo na vida precisamos de equilíbro, nem tanto lá, nem tanto cá. Muito bom!

      • Certamente precisamos muito de equilíbrio.
        Não precisamos deixar de aproveitar as coisas boas da vida porque são caras e devemos economizar.
        Em contrapartida, é muito chato envelhecer e não ter uma casa prórpia, viver de salário mínimo e depender de parentes… Enfim.. Equilíbrio é a palavra certa.

  7. Post pra ser lido e relido muitas vezes…daqueles que nos despertam…nos dá um “chacoalhão”…do quanto desperdiçamos tempo e vida com rancor, ressentimento, competição, que não terá valor algum na hora da nossa partida…Como vc disse, se não nos faz felizes que não desperdicemos tempo…Vamos ser felizes que ganhamos mais !!!

    • Concordo com a Rúbia… perder tempo com picuinhas, rancor, briga de vizinhos, bláblá blá inútil… nada disso se leva da vida, e sim os bons momentos. As fotos acima são dramáticas, mas mostram uma moça que amava a vida, se amava e era muito, muito amada, e acho que isso fez toda a diferença para todos que a conheceram… e para nós, agora, pois serviu de “chacoalhão” pra muitos de nós!
      Parabéns, Thaís, pelo excelente texto. Sigo seu blog a tempos, sempre dando palpites, mas este post realmente… mudou muita coisa em mim.

  8. Thais, muito obrigada pelo texto! Eu acompanho o Vida Organizada há mais de três anos e, apesar de nunca comentar, esse post não me deixou outra opção: nesse período em que leio os teus posts, mudei completamente a minha forma de ver e me relacionar no mundo. Obrigada por toda a inspiração! Eu te desejo muitas realizações e felicidades!

  9. Thaís,
    Tenho acompanhado seu blog e sempre encontro ótimas dicas e informações, tudo muito bacana!
    Muitas verdades em seu texto, além de ser emocionante, nos motiva a seguir em frente.
    Abçs

  10. “Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce.
    Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido.
    Mas a misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;
    Sobre aqueles que guardam a sua aliança, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprir.” (Salmos 103:15-18)

    Achei lindo o post!

  11. Olá Thaís, é a primeira vez que comento no blog, gostaria de agradecer e parabenizar por toda verdade contida em seu texto…Já conhecia esse trabalho, que é ao mesmo tempo triste e belo… e expressa todo o amor dele por ela, até o fim dos seus dias. Eu sai Há pouco tempo de um tratamento de câncer de mama, sou jovem, sem histórico familiar… Ninguém sabe quanto tempo terá nesse mundo, e por isso , depois do diagnóstico, a gente se concentra no essencial, se desapega do que não faz mais sentido na vida, e aprende a não estragar o dia por qualquer aborrecimento e agradecer em vez de reclamar da vida… Acredito que a experiência com seu pai lhe proporcionou esse entendimento…Muitas pessoas passam pela vida sem perceber isso… agradeço de coração por abordar esse assunto…espero que ao lerem percebam que podemos mudar a forma de viver e desapegar sem precisar passar por grandes adversidades… bjinhos…

  12. Ah Thais…
    Esse seu post veio de encontro a grande tristeza pela qual passei essa semana. Um amigo de trabalho, de depto mesmo, faleceu quarta-feira, com câncer. Depois de 3 cirurgias vivendo razoavelmente “bem”, ele se acabou após a última e foi embora em 2 meses. Totalmente lúcido e sabendo do fim da história. Mas, a ironia de tudo isso, é que ele sempre guardou, acumulou mto dinheiro para qud se aposentasse (daqui há 2 anos, ele tinha 53), e fez um império, que não usufruiu em nada. Isso me chacoalhou, afinal será que nossos planos são de fato nossos?
    Acho que, como dizia Buda, o ideal é sempre o caminho do meio.
    Bjs!

  13. Thais, obrigada por esse texto!
    Acabei de ler com lagrimas nos olhos, eu precisava tanto disso hoje…
    Sabe aquele dia em que pensamos na vida, familia, tudo… e se vê meio perdida… Estou um tanto assim….
    Obrigada por voce existir e fazer esse bem a todas nos suas leitoras.

  14. Sempre ouvi, durante os poucos anos que tenho de vida, o quão importante é viver hoje, ser feliz hoje. Que não podemos contar com o amanhã. Entendia, mas não tinha assimilado. Esse ano, eu finalmente compreendi. Começou a fazer sentido na minha vida. Achei seu texto belíssimo e concordo plenamente com ele. Foi bom lê-lo para evitar me desviar e me deixar levar pelo mundo materialista novamente. Ainda não consegui me ‘desapegar’ totalmente. Mas estou praticando. O importante é começar agora, e não perder mais nenhum dia precioso da minha vida. Beijos.

  15. Lindo post Thais, minha vó recentemente têm apresentado uma doença no estômago, uma simples inflamação, só que na região pilórica, uma região responsável pela passagem do alimento do estômago para o intestino.
    Esta simples doença, com consequencias duras, trouxe modificações na sua aparência que agora está magra, e que nos preocupa e claro, em meio a tudo isso, nos traz a mente muitas reflexões, no jeito dela viver, e no nosso.
    Esse seu post trouxe muitas reflexoes, parabéns pelo bom gosto.
    Beijos

  16. Thaís,

    Num post anterior, você afirmou que não era cristã. Mas acho que você é e não sabe, pois suas mensagens têm muito a ver com a mensagem cristã, principalmente no que se refere ao desapego às coisas materiais. Este post, por exemplo, me lembrou das seguintes palavras de Jesus:

    “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem a traça consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.”
    Mateus 6: 19-21

    Muito verdadeiro esse seu post. Abraço.

    • Ela é budista. Não tem essa de “ser e não saber”, ela não é e sabe disso. Tem respeito pela fé alheia se quer que tenham pela sua.

  17. As imagens revelam uma sensibilidade que beira o absurdo…o texto é ótimo. Post memorável. Parabens e obrigada por compartilhar. Beijos.

  18. Era do empurrão que eu precisava para acordar! Quanto tempo enrolando a vida para correr atrás do que realmente me faz feliz e ler este post foi um tapa na cara, que estava precisando para despertar de vez.
    Obrigada, Thais!

  19. Oi Thaís! Esse texto é muito significativo, fiquei muito comovida, chorei e fiz uma longa reflexão. E lembrei de uma frase:”O que levamos dessa vida é a vida que a gente leva”. Portanto, mesmo sabendo que iremos morrer um dia; vamos dar o melhor de nós em nossas ações e amar tudo que nos faz feliz. Talvez, isso amenize nossos obstáculos e dificuldades na vida.
    Abraços,
    Janny

  20. Sabe Thais, tive cancer de mama, concordo que todos morreremos, mais creio que temos que viver um dia de cada vez, cada um com a sua verdade, tem pessoas que gostam de acumular coisas, comprar, mais se elas são felizes assim o que importa? Viver pensando na morte diariamente, não seria bom, que sentido teria a vida? Sabemos que vamos, mais prefiro pensar no hoje e viver bem o meu hoje. Sou sua fã. Abraços
    Rose

  21. Sabe, este texto me fez recordar o momento que vivi em 2011. Eu tive câncer de mama, fiz a reconstrução, fiquei careca…Antes do câncer eu achava que a morte era algo muito distante… E, vivia esse apego diariamente… Cuidava de todos da família, trabalhava demais, me anulava nas relações com pessoas, não sabia dizer não a ninguém e sofria muito com isto. Com relação a casa, queria tudo sempre limpo e organizado… E então um dia eu me vi ali com aquela doença que poderia ser o fim de tudo…O câncer chegou em minha vida para me alertar, me fazer repensar sobre tudo que vivi. Hoje me transformei em outra pessoa. Me aproximei mais de alguns familiares que me acolheram no momento que precisei, me afastei de pessoas negativas, Não vivo só para o trabalho… Pratico a caridade, penso e cuido mais de mim, Procuro fazer as coisas que gosto com prazer e amor e vivo cada momento intensamente, como se não houvesse amanhã. Porque a morte realmente é para todos, mas para alguns ela chega mais rápido. Portanto para termos saúde física e mental, temos que viver o aqui e agora sempre!

  22. Seja feliz hoje!
    Perdi uma amiga querida na luta contra o câncer dia 07/11/13, ela tinha a mesma idade que eu, fomos amigas de infância. Estava noiva, comprou a casa própria e havia financiado um veículo… Agora ela se foi, e deixou tudo para a família.

    Tive a felicidade de conviver com essa pessoa querida, e poder apertar sua mão na sua última semana de vida. Aprendi muito com isso tudo. Estou numa fase de desapego total.

    Ontem botei abaixo todo o meu guarda roupa.. Céus… Como eu tenho roupa… Já decidi doar a metade delas para quem não tem.

  23. É uma doença muito triste… Gostei muito desse post, tenho refletido muito nisso e cada dia que passa, vejo que é muito desnecessário manter e manter tantas coisas materiais.

  24. Obrigada pelas palavras nessa segunda-feira Thais! Entrei no blog pra pegar algumas dicas para vários projetos de organização e decoração que estão na cabeça, mas frequentemente eu me pergunto se todos eles são de fato necessários e se vão servir para melhorar a vida e me dar mais tempo ou se apenas vão me fazer acumular novas funções e me tirar mais tempo…Dia de refletir em tudo! Beijo

  25. Oi Tais, comecei a descobrir o minimalismo e o seu blog durante a quimioterapia que fiz há mais ou menos 01 ano na qual fiquei muito tempo ociosa. Tudo muito pertinente para o momento. Mas digo que o câncer faz qualquer pessoa mudar e enxergar automaticamente a vida de maneira minimalista. Sera que nos meus 30 anos de vida estou satisfeita com o que vivi? Quantos anos haverao para frente? Estou fazendo o que me satisfaz? Como me manterei financeiramente sem trabalhar? Pra que tanta coisa se eu so quero uma: saúde.
    Muito obrigada pelo que vc faz. Vc nao tem noção de como ajuda a mudar a vida das pessoas.

  26. Texto incrível e emocionante! Já tinha visto o site dele. Acho que quando passamos por problemas de saude, principalmente, passamos a valorizar mais a nossa vida. Foi o que aconteceu comigo esse ano! Depois de ficar doente percebi que estava dando prioridade pras coisas erradas e isso me fez procurar mais sobre a vida simples!

    Obrigada por compartilhar esse texto maravilhoso!

  27. Thais, já conhecia esse projeto mas o seu enfoque foi especial.
    Era tudo o que eu precisa ler hoje, agora… pra parar de uma vez por todas de dar desculpas para não viver a minha vida.

    Obrigada… de verdade!

  28. Especial mesmo esse post. Tenho procurado me desapegar, perdoar e amar . Por Que todos vamos morrer mesmos, então pra que acumular………….

  29. Thais , como este post nos dá uma lição, um tapa na cara mesmo. Fiquei me perguntando mil vezes quantas vezes deixei de convidar amigos para ir em casa por causa das coisas, pq a casa estava limpa.. ou porque não estava totalmente impecável.. realmente é algo para refletir. parabéns…

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