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Hoje é “dia das bruxas” e eu quis escrever um post meio temático, então resolvi falar um pouco sobre como organizo meus decks de tarô, leituras e bibliografia.

Tenho poucas coleções, e uma delas são meus decks de tarô. Não é uma coleção muito grande, especialmente porque não faço disso uma prioridade. Porém, confesso que, ao manusear os decks para tirar as fotos para este post, me bateu uma vontadezinha de comprar alguns novos que acho lindos e estão na minha wishlist há algum tempo.

Eu guardo meus decks em uma das caixas que estão em cima da estante no meu escritório, que vocês podem conferir na foto abaixo:

Escritório

Como se trata de uma coleção pequena, o espaço dá e sobra! O que considero bom, já que definir limites de espaço é uma premissa para ser organizada(o).

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Dentro da caixa, procuro deixar os decks que têm caixa própria embaixo e os decks soltos em cima. Já tentei prender com elástico, mas o elástico danifica as cartas ao longo do tempo. A solução ideal tem sido armazenar em saquinhos de pano, como vocês podem ver nos exemplos acima, à esquerda. Vou fazer isso com os outros que ainda estão soltos também.

Eu já tenho alguns desses decks há quase 15 anos e eles estão bem conservados fazendo dessa forma. Vale lembrar que a caixa não pode ficar guardada onde tem umidade, assim como qualquer material feito de papel.

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Peço desculpas pela foto borrada, mas ainda não aprendi a mexer direito na minha câmera nova. Aí em cima estão todos os decks que eu tenho atualmente (doei alguns que não gostava para uma amiga). Tenho dois clássicos, que são o de Marselha (o segundo da fileira de baixo, da esquerda para a direita, e que também ilustra a primeira imagem deste post, lá em cima) e três versões do Rider-Waite (o primeiro e os dois últimos da fileira do meio), que é o deck mais didático para jogar, ao meu ver.

Tirei algumas fotos dos meus preferidos para vocês conferirem alguns detalhes:

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Scapini tarot. Um deck com inspiração européia e medieval, lindo, com as cartas amareladas e toques de dourado que infelizmente não aparecem na foto. Ele é tão lindo que dá até dó de manusear. As cartas são compridas e o material é bem rígido, engomadinho, o que deve ficar mais maleável com o manuseio constante, claro.

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Golden tarot. Esse deck vem em uma caixa rígida, super bem cuidado, e as lâminas têm lateral dourada (tipo página de bíblia). Acho as ilustrações muito bonitas, com pegada da era medieval e renascença. Para mim, o que mais chama a atenção a ponto de fazer uma coleção de decks de tarô é justamente o aspecto artístico das cartas. Toda vez que compro um deck, fico observando apaixonada cada carta, procurando elementos que tenham a ver com seu significado e descobrindo o ponto de vista do artista.

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Old english tarot. Um dos meus preferidos para jogar. Mais um com estética medieval (já deu para perceber que eu gosto só um pouquinho desse visual, né?), porém com traços leves, cores pastel e arabescos e texturas-mil.

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Rider Waite tarot. Detalhe do deck, apenas por curiosidade. Eu nunca li nenhum estudo sobre isso, mas acredito que ele seja o deck mais utilizado no mundo. As cartas explicitam super bem seus significados, o que deixa a leitura bastante intuitiva. Mas conheço muita gente que não gosta desse deck e prefere outros mais abstratos… depende do gosto de cada um mesmo. Eu comprei o deck do Osho mais por curiosidade e nunca me dei muito bem com ele, mas tem gente que ama.

No geral, prefiro decks que mostrem os arcanos menores com imagens, e não só as representações dos números (como no tarô de Marselha). O tarô completo é composto por 78 cartas, sendo 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores.

Costumo fazer leituras de tarô sempre que me sinto aflita com decisões na vida (alô, librianos!), no início do mês e, quando dá, uma vez por semana. O legal do tarô é você usar para um estudo da sua vida mesmo, e deixá-lo sempre à mão.

Algumas pessoas costumam ler tarô somente com todo um ritual em volta, mas eu não sou dessa vertente. Acho que o tarô faz parte do dia a dia, do cotidiano, e gosto de ler sentada no tapete da sala, por exemplo. Não uso toalhas de veludo, incensos, bola de cristal para dar um clima nem nada do tipo. Aliás, acho tudo isso bastante engraçado, mas há quem goste!

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Esses são os meus livros sobre tarô. Esses primeiro quatro livros são uma enciclopédia com a história do tarô, e são livros bem raros (aqui no Brasil). Lembro muito bem quando comprei – eu era estagiária (significa = ganhar mal) e, em uma das minhas tradicionais andanças pela Livraria Cultura, vi a coleção em destaque e quase morri do coração. Ela foi super cara, coisa de 60% do meu salário na época, mas eu dei um jeito e acabei comprando. Não me arrependo nem um pouco. É daquelas coisas que, se a gente não compra, se arrepende pelo resto da vida. Como são livros pesados, não compensa trazer do exterior.

Os outros são livros diversos. Tenho a coleção do Nei Naiff, que recomendo fortemente. Para quem for iniciante, recomendo a leitura do “Curso completo” dele, que é bem introdutório mesmo e vem com um deck inspirado no de Marselha, que serve muito bem para estudo inicial. Mas a obra-prima do autor realmente são os três livros que ele escreveu inspiradíssimo e que, sinceramente, não conheço referência melhor para aprender tarô.

O livro do Veet Pramad também é um clássico que todo estudante de tarô deve ter, assim como o “Jung e o tarô” (que eu só comecei a entender aaanos depois de tê-lo comprado e lido pela primeira vez).

É isso. =) É assim que eu organizo meus decks de tarô, minhas leituras e livros relacionados. Espero que tenham gostado do post temático. O Dia das Bruxas, para quem não sabe, é inspirado no antigo festival de Samhain e originou o nosso tradicional feriado de Finados (as celebrações de Samhain começavam no dia 31 e duravam três dias). A ideia é relembrar nossos antepassados com carinho e muita festa.

Mais algum leitor ou leitora do blog coleciona decks de tarô? Conte nos comentários como os organiza!

Thais Godinho
31/10/2013
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