Imagem: Vanity Fair
Imagem: Vanity Fair

Recentemente li o livro da Sheryl, “Faça acontecer” (Companhia das Letras) e demorei um pouco para escrever sobre ele aqui porque me despertou uma série de sentimentos que eu não tinha experimentado antes. O livro é muito diferente do que eu pensava, no bom sentido. É um livro feminista. Outro dia uma leitora comentou que eu sou muito tendenciosa sobre esse assunto mas, como a Sheryl, eu descobri que tenho uma missão ao falar sobre organização da casa, da família, da vida, enfim, que diz respeito à igualdade de gênero, então o blog acaba ficando tendencioso mesmo. Espero contribuir um pouco para mudar a mentalidade que a nossa cultura tem sobre tarefas domésticas e outras coisas do tipo, desde sempre associada às mulheres.

Para quem não a conhece, Sheryl é a chefe de operações do Facebook. E, segundo ela, Mark Zuckeberg tinha 7 anos quando ela se formou na faculdade. Só um fato engraçadinho de citar.

Quanto ao livro, me ensinou questões importantes. Ela comenta sobre a sua trajetória e tudo o que aconteceu para ela ser quem ela é, e os aprendizados que teve pelo caminho. Para todas as mulheres, é um livro importante. Ela fala sobretudo sobre como as questões de gênero ainda influenciam no mercado de trabalho e como nós, mulheres, podemos lidar com todos os problemas relacionados. Eu sinceramente nunca tinha lido nada parecido! O famoso dilema de “mães que trabalham” sempre carrega um lado mais pessimista, mas foi reconfortante ler que é normal, é ok, é saudável investir na sua carreira. E o principal ponto: que as mulheres devem apoiar as escolhas umas das outras em vez de julgarem umas às outras. Uma mãe que deixe sua carreira em standy-by tem todo o direito de fazer isso, se foi sua escolha, assim como a Marissa Mayer tem todo o direito de ter uma semana de licença-maternidade, desde que não use isso como regra para todas as funcionárias do Yahoo!, por exemplo. Cada caso é um caso, e devemos nos unir e apoiar o direito de escolha que nós temos.

Imagem: Getty Images
Imagem: Getty Images
“Ninguém se lembra que a Marissa Mayer tem um marido que sabe cuidar bem dos filhos, obrigada!”

Um ponto que me chamou a atenção foi a questão da auto-sabotagem que as mulheres fazem consigo mesmas. De acordo com a Sheryl, desde a infância as meninas são educadas para acreditar que não são capazes de chegarem ao topo e, quando o fazem, recebem rótulos e são enquadradas em estereótipos. Nós acabamos nos sabotando por questões simples, por acharmos que não merecemos, porque queremos ter um filho em dois anos, porque não somos tão agressivas etc.

Outro ponto que ela cita é a estrutura familiar. Pela primeira vez, leio uma alta executiva falando sobre a importância de ter um companheiro que seja parceiro de verdade. Que não a sabote, que colabore, de forma que ela possa investir na sua carreira e que ambos possam cuidar da casa e dos filhos. Eu acho essa questão fundamental quando a gente fala de fazer acontecer – versão para mulheres! Porque de nada adianta você ter espírito de liderança e empreendedorismo se não recebe apoio da pessoa que você ama e resolveu um dia dividir a vida. E ela também fala que a maioria das executivas de sucesso são casadas, o que vai um pouco contra aquele estigma de “quando sua carreira vai bem, seu relacionamento vai mal”. Parceria é a chave.

Sei que os homens acabam sofrendo com isso também porque temos esse exemplo em casa. O tempo todo ouço perguntas como “como você consegue dar conta de tudo?” ou “o seu marido não se sente mal por não ser o provedor da casa?” (o que eu acho absurdo, mas acontece o tempo todo!). Aliás, adorei o desabafo dela sobre essa questão da pergunta “como você consegue?”. Ela disse que fica até ofendida, e entendo demais o conceito porque muitas vezes me sinto assim. Por causa do blog, muitas pessoas me perguntam: “como você consegue dar conta de tudo?”, e a resposta envolve tantos conceitos que não sei direito nem por onde começar a responder! Mas é fato que estamos falando de boa-vontade, senso de aproveitamento da vida e, principalmente, companheirismo. Porque eu não poderia fazer 90% do que eu faço se não fosse pelo apoio do meu marido.

Imagem: NY Mag
Imagem: NY Mag
“A maior decisão de carreira que você pode tomar se você vai ter um companheiro de vida é quem será esta pessoa”.

A principal sensação ao terminar de ler o livro foi de alívio! Sim, alívio! Por saber que não estou sozinha. Por saber que eu tenho permissão para trabalhar muito, para ter muita coisa para fazer, para ir trabalhar depois que o meu filho foi dormir. Eu confesso que me achava um pouco anormal e até me sentia culpada por isso, mas é normal. Todo mundo chega em um momento da vida que o trabalho não se resume ao seu período de oito horas no escritório, especialmente se você tem um alto cargo executivo, duas carreiras (meu caso) ou um negócio próprio. Essa é a vida! Não tem que ficar se culpando. E confesso que eu precisava ler isso. Estava me sentindo muito culpada por ter aceito diversas oportunidades profissionais que apareceram porque, ei, sou competente! Eu estava achando que não merecia e que não deveria aceitar por n motivos, todos insustentáveis. Resolvi aceitar e tem muita coisa acontecendo, porque a vida é assim mesmo. E, quando eu leio textos como esse, sei que precisamos falar sobre isso. Simplesmente precisamos.

Assuntos que provocam mudanças são difíceis de serem tratados e não é todo mundo que gosta de falar sobre isso, mas é necessário. Não dá para a gente mudar tudo, mas podemos pegar algumas ramificações e trabalhar nelas da melhor forma possível, e eu escolhi essa bandeira, entre outras. A própria Sheryl diz no livro que nós não devemos ignorar esse assunto. É chato, algumas pessoas não entendem, mas precisamos falar, justamente porque estamos focando em igualdade. Como uma mulher que tem o mesmo cargo que um homem ainda ganha menos em uma empresa pelo simples fato de ser mulher? Isso é um absurdo e faz um efeito terrível na auto-estima. Então é por isso que precisamos falar. Esse cenário tem que mudar.

Especialmente as mulheres que são mães se sentem culpadas com relação ao trabalho e outros assuntos. Sentem-se culpadas por fazer qualquer atividade que não tenha a ver com seus filhos, e isso precisa ser pensado. Homens também têm filhos e ninguém os julga caso tenham uma vida profissional próspera, viajem a trabalho ou trabalhem até tarde em casa. Todos estamos batalhando nesse mundo maluco de hoje e, assim como as chances devem ser iguais para todos, os sentimentos também. Ninguém é perfeito. E, aliás, um dos meus lemas foi retirado justamente de um texto que li sobre o Facebook uma vez, e que a Sheryl repete no livro: feito é melhor que perfeito. Gente, isso se aplica tanto a tudo hoje em dia.

Eu recomendo muito a leitura desse livro  porque me despertou insights incríveis a respeito da minha vida, da minha relação com a carreira e com a minha família. Valeu demais a pena ter lido – e agora eu espero um da Marissa Mayer, quando ela tiver um tempinho para escrever.

Imagem: IBN Live
Imagem: IBN Live
“Toda mulher, eu sei, se sente culpada com relação às escolhas que está fazendo, incluindo eu mesma. Na verdade, eu me sinto tão culpada que escrevi um livro inteiro sobre isso.”

Alguns outros textos sobre o livro que gostei muito:

Mais alguém já leu esse livro? O que achou?

39 Comentários

  1. Excelente Thaís! E obrigada por falar sobre isso! E fale mesmo muito sobre isso! Precisamos falar sobre isso! Precisamos perder o medo de nos admitirmos feministas, porque o mundo precisa de feministas! E de todos os tipos! Precisa das que militam na rua, contra abuso e exploração e precisa das que militam no mercado de trabalho, na família, pela mudança de cultura e de visão.

    You go girl!

    • Concordo com Mariana!
      Temos que reivindicar os nossos direitos.
      Não é porque as mães não estão em volta de seus filhos por 24h q os amem menos. Não!
      Minha mãe teve q se ausentar por um tempo para viajar e terminar o seu mestrado, mas sempre estava ligando e sabendo como eu estava.
      Ela lutou por sua carreira profissional, pensando em dar tb um vida melhor para mim e para o meu irmão. =)

      Parabéns pelo texto Thais!!!

  2. Thais, vi o comentário que a leitura fez sobre o blog ser parcial. Primeiramente que se é um blog, ele é parcial por essência.
    Segundo que enquanto o feminismo for uma ideologia, uma “causa”, teremos que falar sobre ele nas mais variadas esferas de nossas vidas. Espero que o comentário da leitora não tenha te abalado ou te fizesse repensar sobre seus escritos. Te considero não só como uma referência pelo seu site, mas uma parceira de luta que no dia a dia desconstrói um pouquinho dessa nossa sociedade tão injusta.

    Beijos!

    • Não fiquei abalada não, mas achei legal citar porque realmente precisava esclarecer a respeito. Falo muito disso no blog e percebi que nunca tinha explicado exatamente o motivo, então é normal alguns leitores estranharem. Foi bom ela ter falado porque me deu a oportunidade de explicar.

  3. Thais,
    Não se sinta uma feminista só porque resolveu investir na sua carreira. Você levou anos para chegar aonde está e ser mãe é um projeto seu também. Dá para conciliar as duas coisas.
    O que mais vejo é a anulação de uma das partes da vida (seja a carreira, seja a maternidade) para “dar conta” da outra parte. Até quando a sociedade vai ver as mulheres com filhos como menos capazes do que os homens?
    Fui demitida do meu antigo emprego após ter o meu filho. Até subir em andaime com oito meses para fiscalizar obra eu fiz. Não vou entrar no mérito de criticar a empresa, mas acabei sendo mãe em tempo integral por isso. E não me sinto completa, por mais divertido que seja assistir o crescimento do meu filho.
    Claro que rola um preconceito com as mães no ambiente de trabalho, assim como rola para as mães em perídodo integral; se tem cargo superior então, nem me fala. Isso eu entendi como a sabotagem.
    Esse papo de “como você consegue?” não passa de uma crítica descabida. Somos adultos e temos que dar conta dessas coisas. Eu já passei com situações do tipo com um diploma de uma faculdade importantíssima na parede as visitas me derem troféu pela pia estar limpa. Tenha dó!!!
    Os homens tem que participar da casa, da família. Odeio aquele tipo de cara que quer a casa limpa, comida feita e não faz nada por isso. Aquele papo de “eu pago as contas e você dá conta também é ridículo!” Eu acho isso mais importante do que ser o provedor exclusivo. Mande esse povo que critica o seu marido cuidar das suas vidas.
    Obrigada por colocar isso de forma tão clara aqui no blog, por isso que me identifico bastante com o que você escreve. Nós, mulheres temos que parar com esse papo de sabotagem e fazer as coisas que nos deixam alegres. Sem deixar as responsabilidades, é claro!
    PS: Coloquei o meu filho na escolinha e ele está adorando. Hora de voltar a dar meus vôos. Me deseja sorte!

    • “Não se sinta uma feminista só porque resolveu investir na sua carreira.”

      Desde quando é ruim ser feminista?

      • Bia,
        A sociedade nos leva a pensar que a mulher que trabalha é feminista e a que fica com os filhos e é dona de casa, se anulou perla prole. Eu só quis levantar a bandeira dos rótulos. Eu não gosto de rótulos, por isso escrevi que uma mulher que tem a sua família e o seu emprego não precisa de rótulos. Talvez tenha me expressado mal.

        • Michele, o problema é que esse conceito de feminista está equivocado! Ser feminista é defender o direito de tod@s: as que querem ficar em casa, as que querem trabalhar, as que querem ser mães, as que não querem ser mães e por aí vai. É defender também o direito do pai ser pai, do pai poder cuidar dos filhos e faltar ao trabalho porque a criança está doente ou tem um evento na escola. O feminismo é libertador, tanto para a mulher quanto para o homem. Se informe e verá que feminismo, ao contrário do que a sociedade costuma pregar como maneira de desestabilizar o movimento, é uma autoafirmação de orgulho – é garantir que nenhuma mulher será deixada de lado em suas necessidades. O feminismo é por todas e para todas, inclusive por você também!

          • “O feminismo é por todas e para todas, inclusive por você também!” –> escrevi na minha agenda pra não esquecer 🙂

  4. oi Thais, sei que o meu comentario nao vai ter nada a ver com seu post mais é que eu nao sei onde é que eu posso tirar duvidas ou algo assim. É o seguinte eu tenho uma filha de tres anos e decide deixar de trabalhar de carteira assinada por que isso me deixa mais ligada a empresa do que minha vida pessoal. Então eu decide mudar, pedi demissão e comecei a trabalhar por conta. Procurei no seu blog organização pra quem trabalha por conta mais nao achei. Thais tem como fazer um texto pra pessoas como eu que decidiram trabalhar por conta a partir de casa. desde ja agradeço. e parabens pelo post. amei.

  5. Olá Thais,

    Acho importante sim a discussão, precisamos falar sobre o assunto para expandir nossos horizontes e reavaliar nossos conceitos. Não costumo comentar, mas leio todos os posts.

    Eu como mãe e profissional atuante, também tenho duas carreiras como você e vamos administrando a vida para conseguir fazer tudo o que achamos importante e realizar nossos sonhos.

    Acho que sobre a questão de administrar a família com nossos projetos profissionais e de vida um assunto paradoxal…concordo plenamente que podemos conciliar tudo o que queremos, mas na questão dos filhos especificamente acho um tanto complicado…dificil ter filhos e não abrir mão do tempo que dispomos para nossa carreira como um todo.
    Filhos, principalmente os pequenos, demandam tempo. Acho perigosa essa fala de tempo de qualidade, hj vemos famílias que ficam com os pequenos apenas 1 ou 2 horas por dia, o restante é terceirizado a escola, babá, parentes.
    Não há como educar, passar valores sem dedicar tempo.
    Também concordo que não existe certo e errado e nem que devemos abandonar a carreira, importante é não julgar um ao outro e sim aceitar a diversidade de opiniões e formas de vida.

    Como todas as mães eu também tenho essas dúvidas e cobranças, mas preferi deixar minha carreira de professora em standby e ficar somente na empresa que atuo em período integral. Sinto saudades enormes da sala de aula, mas devido ao tempo que demanda, resolvi acompanhar a fase pequena dos filhos e retomar mais adiante.
    E ainda acho que o tempo que fico com minha família é pouco, pois vivemos em função do trabalho de dez a doze horas do dia, se for pensar no transito, etc.

    Sei que é um assunto polêmico e por isso precisamos nos informar e discutir muito a respeito e principalmente avaliar quais são realmente nossos valores e o que realmente nos faz feliz individualmente e em família.

    Abraço,

  6. Amei o post! Estava precisando ler isso agora pq viajarei a trabalho pela 1ª vez depois q meu 2º filho nasceu. Sabe aquela culpa q fica te martelando? Meu marido dará conta dos dois pimpolhos e confio nele de olhos fechados, mas estava com aquela culpaaa… Infelizmente ainda vivemos numa sociedade machista sim, isso é fato. Trabalho em uma instituição policial e sempre entra um colega, cumprimenta a todos e faz de conta que não estou ali… E olhe q tenho função de chefia… Lamentável!!!
    Vou comprar este livro para ler!!!
    Bjs, Fabi

  7. Culpa é nosso sobrenome, não é? Sou servidora estadual e tenho uma carga horária menor que a de muitas amigas (mas o salário acaba sendo proporcional, haha) e procuro dar conta de cuidar da casa, dos filhos (3 e 18 anos) e de mim, no horário livre que tenho pela manhã. Mas, sempre que saio pra ir à academia ou a algum outro evento que não os envolva, acabo pensando se não deveria estar fazendo alguma coisa com eles ou para eles. No entanto, sei que se não fizer nada por mim, ficarei frustrada e não conseguirei cuidar bem deles tbm. A chave é o equilíbrio e busco isso em sessões de terapia e conversando com outras mães.

    Beijocas!

  8. Thais, muito obrigada pelo texto. Me identifico bastante. Sou estudante de engenharia e durante muitas das aulas, apesar de eu ser tão competente quanto os outros alunos homens, é como se eu não existisse. Apesar de eu gostar muito do curso que faço, fico muito incomodada e desanimada com essas questões.
    Todos os dias é necessário muita força de vontade para superar isso e seguir com o curso. Eu gostaria de não ter que me esforçar tanto, e de ser reconhecida pelas minhas qualidades da mesma forma que os outros colegas.

  9. Muito bom este seu post! Já não me sinto tão só ao sentir uma culpa que me tentam impingir. O pior é que por mais que eu saiba que essa culpa é injusta, acabo sempre por pensar duas vezes antes de aceitar alguma boa oportunidade. A pressão da sociedade as vezes é tão grande que por muito que tentemos seguir em frente, acabamos por sentir um pouco essa culpa e por questionarmos se os outros não terão razão… Se seremos nós as anormais! Compreendo bem esse sentimento!
    Tudo de bom para si e para a sua família e obrigado por partilhar a sua vida e as suas experiências com os seus leitores. Tem-me ajudado muito!

  10. Oi, xará. Primeiro vou dizer q não existe isso de ser “tendenciosa” com relação ao feminismo se vc é feminista. Adorei sua resenha e seus comentários, fiquei com vontade de ler esse livro! Concordo mto q ter um companheiro, q pegue junto, é essencial!

  11. Me realizei hoje aqui no blog, Thaís.
    Faz uns dois anos que descobri seu blog, enquanto procurava meios de me organizar para estudar pro vestibular, e até hoje, indo pro quarto semestre da faculdade, de vez em quando dou uma passada por aqui para conferir suas dicas.
    Hoje tomei coragem, decidi ultrapassar vários limites internos e tentar implementar o GTD. Sei que será difícil, mas acredito que posso conseguir. Já perdi muito por falta de organização, e não quero mais sofrer com isso (sim, às vezes pode doer muito).
    Há um ano, mais ou menos, me descobri feminista e comecei a devorar o blog da Lola (ela é professora no meu curso da faculdade, sabia? Pois é, ela ensina no curso de Letras da UFC =D).
    Qual não foi minha alegre surpresa ao ver você discutindo sobre o assunto, e ainda citando o Escreva!
    Sou sua fã, Thais.
    Tudo de bom pra você, viu? :*

  12. Boa noite feliz Thaís! Não sei se eu sou feminista, mas eu sou positiva! E nos ultimos tempos eu tinha perdido um pouco desse otimismo por falta de utilizar meu tempo como deveria ser utilizado. Graças as coisas que venho lendo aqui, vou me libertando de coisas inúteis aos poucos. Moro com meus pais, mas minha casa é uma zona. Consegui organizar 60% da minha casa e assim um pouco da minha vida também. Hoje estava num impasse sobre minha carreira e qual a quantidade de tempo eu poderia dedicar a ela, porque todos na minha casa me sentem ausente, mas agora que li esse texto entendi que não estou fazendo errado. Muito obrigada por me ajudar a aproveitar minhas 24h e conseguir aos poucos encaixar várias tarefas, compromissos e diversão em um unico dia. Muito sucesso pra você e que você nunca desista de mudar a minha vida e a de tantas outras pessoas. Seu trabalho é incrível, sou sua fã e você inspira cada pessoa que investe alguns minutos pra ler o que você posta. Parabéns! #Sucesso

  13. Olá, Thais! O seu texto consegue me prender do início ao fim, 99% deles!
    Seu blog me inspirou a pensar melhor no meu futuro profissional, a encarar as coisas que estavam em caixinhas e que depois de refletir, pesar, pensar, conversar com meu marido, que é um amigo, voltaram a ser iluminadas na minha vida. Precisamos, sim, buscar o que nos torna pessoas melhores e se isso envolve estudos, desenvolvimento profissional, temos que lutar por isso, nos dedicar, nos apaixonar, colocarmos nosso coração nesses objetivos. Se tivermos do nosso lado uma pessoa que nos apoie, certamente o casamento, a criação dos filhos, o relacionamento com os amigos e o trabalho terão equilíbrio! Obrigada por nos fazer pensar, criticar, questionar. Seus textos são provocativos mesmo! Continuo a segui-la! Um abraço!

  14. Tháis era o que eu precisava ler neste momento de minha vida,tenho um filho de três anos ,sou artesã, e tenho um ateliê aqui em casa,mas muitas vezes me sinto sufocada com tantos afazeres domésticos, filho em casa em período integral e querendo a minha atenção o tempo todo,sei que nessa minha profissão que escolhi tenho muito a crescer, mas me sinto culpada até de fazer um mini curso de vez em quando, de ficar na internet ate muitas vezes a noite para poder pesquisar sobre meu trabalho,na minha família não compensa nem desabafar,pois é aquele modelo de família que quando a mulher casa e tem filhos,pronto já esta realizada e não precisa trabalhar mais,e se você tem um pensamento diferente desse é até discriminada. Meu marido é do tipo, eu trabalho muito e sustento a casa e alguém tem que fazer o resto, que não é ele, a casa pode estar um caos que nada é colocado no lugar se eu não colocar ou pedir mais de três vezes para fazer, tudo continua ali. É muito triste porque o que mais tenho vontade de fazer é poder cuidar sim, da minha família, mas também me sentir realizada no meu trabalho, mas quando se tem um marido que não ajuda para que isso aconteça, fica bem mais difícil,e muitas vezes perdemos as forças de lutar contra isso e ficamos ali paralisada e vendo nossa vida passar .
    Sei que esse parece um pensamento pessimista, mas é o que estou sentido no momento em que estou te escrevendo e com muitas lágimas nos olhos.Beijos!

    • Simone, por favor, chore, chore, chore….eu sei o que vc sente, pois senti isso desde que o mais velho nasceu e hoje tenho 02meninos. Se você me permite, gostaria lhe dizer: tente se encontrar primeiro, procure pela Simone Mulher..não é fácil, mas não é impossível !! Essa sensação de incompetencia, massacre, falta de apoio são amarras de uma ciclo vicioso, no qual começa dentro de nós a cortar cada uma delas….Você pelo menos possui a maestria de usar a habilidade manual !!! Eu não tenho habilidade manual nenhuma e como desejaria…Pelo visto você já deu muito murro em poonta de faca e gostaria de te deixar uma reflexão que a minha homeopata disse: “…o que você pode fazer agora, neste exato momento? No seu íntimo você escolheria entre seu(s) filho(s) ou o seu profissional, já que não existe uma estrutura que te apoie ? ” O pediatra dos meninos pediu para eu ponderar o retorno ao trabalho, pois eles são pequenos e o sofrimento afetivo é um dos males a ser pago…enfim…decidi focar na educação dos meninos e em toda estrutura em torno deles, a começar pela minha vida…eu precisava estar bem comigo mesma e meus medos para gerar uma segurança emocional para eles e eles para mim…O seu prazer no artesanato também depende do seu bem estar e o seu filho também…já notou que quando estamos emocionalmente irritadas/chateadas/tristes os meninos correspondem igualmente chegando até nos irrita ainda mais??? Depois que tomei essa consciencia tudo ficou mais claro…não digo que você tem que abdicar do seu talento, mas sim focar nas prioridades e deixar os resultados chegarem até você. Espero de coração não tê-la chateado/ofendida…é um desabafo de uma mãe que se identificou com a sua situação e gostaria de vê-la dando a volta por cima. Abraço.

      • Elianne, não, em momento algum fiquei chateada com seu comentário, comecei a pensar em tudo na minha vida,e cheguei a conclusão que se eu não acreditar em mim mesma, ninguém vai acreditar em mim,no momento não tenho vontade de colocar ninguém em minha casa para cuidar do meu filho,eu mesma vou cuidar vou tentar me organizar o máximo possível para dar conta da casa e mesmo rendendo bem pouco não vou desistir do meu sonho, com apoio ou sem apoio vou seguir em frente com Deus e sei que vou conseguir, não é fácil, mas é o que tenho no momento.Abraços!

        • Simone, fico mmmt feliz em notar a sua percepção holística(global) da sua situação. Concordo com vc: um dia de cada vez!!! Eu tb não coloco alguém para cuidar dos meninos por questões financeiras e culturais. Só te peço para não cometer o erro que fiz: exigir demais de si mesma!!! Cuide do seu bem estar e acredite que tudo ao seu redor se transmuta. Digo isso de carterinha!!! Acredito no seu potencial !! Boa sorte e mantenha o foco !! Abraço.

  15. Eu simplesmente amo esse livro!

    E o melhor é que eu o li num momento eu que eu estava claramente me auto sabotando, veja só! E ele me ajudou muito a entender como vivemos numa cultura machista e como isso influencia a forma como pensamos sobre nós mesmas e nossa capacidade, pessoal e profissional!

    Foi, de fato, o melhor livro que li no momento exato em que precisava! E hoje estou me sentindo tão mais leve, trabalhando, conquistando tanto! E tranquila para quando tiver filhos (nem os tenho ainda) contar com a parceria do meu marido – eu não queria, achava que eu devia cuidar da prole e ponto!

    Revolucionário!

  16. Thais, nossa Anja!! Achei você em uma busca sem rumo pela net por assuntos corriqueiros de mãe, mulher e esposa. Muito obrigada em compartilhar seus sentimentos conosco, pois você nos traz a sublime sensação de que somos mortais, passiveis de erros e acertos. Venho de uma cultura oriental(criada e casada com um) cravada de rótulos, tradições e organizações, sendo este último mais para castas de séculos atrás do que o network do século atual. Abdiquei o lado profssional para ser mãe e suas tarefas multidisciplinares, por não contar com o apoio da família do marido, por não ter apoio do marido e sensação de culpa por não dar atenção a dois meninos. Culpa…ô palavrinha sabotadora…seu post é um acalento, um bálsamo susurrando bem devagar para levantar a alto estima, ou pelo, menos frear esse sentimento paradoxal. Não foi por falta de oportunidade de retornar ao trabalho, pois tentei e como foi muito bem abordado pela autora, não tenho um commpanheiro que me apoie no lado profissional…choca-se dizer isso e te digo que não foi fácil chegar a essa conclusão, afinal são duas pessoas maduras, graduadas e open mind…só que não…por questões culturais de machismo, tradições, convivência, a pessoa com quem eu achava que poderia me apoiar/incentivar é o primeiro a ser contra e até competitivo a ponto de sabotar…enfim…desisti por hora, pois cansei de ser discriminada no ciclo social ocidental/oriental, sabotada familiar por parte dele, acometida por disturbios neurológicos, afinal, quem sofre sou eu e mais ninguém. Hoje vivo um dia de cada vez sem me culpar, sem exigir de mim o que eu poderia conquistar…Faço hoje com muito gosto a missão de ser Mãe, dona de casa em tempo integral. O futuro deixo a vida se encarregar, os sonhos deixo na caixa postal do futuro e assim vou crescendo com a sua ajuda através do seu lindo, digno, reconhecido trabalho. Obrigada novamente e sinta-se abraçada com muita admiração! Elianne

  17. E tem gente nos comentários que ainda acha que feminismo é o oposto de machismo, que feministas odeiam homens e blá blá blá. Que tal uma breve busca até mesmo na Wikipedia antes de falar caquinha, gente? Basicamente, feminismo é querer direitos iguais para TODOS.

  18. Esse texto ta demais de bom uai…Thais Parabéns pela coragem de expor sua vida e sua intimidade,isso faz a gente refleti sobre um monte de coisas que podem ficar mais legais,leve e saudáveis.
    Assumo sou sua fã de carteirinha.

  19. Interessante seu post sobre feminismo. De vez em quando leio seus textos e vejo umas “alfinetadas” (não sei se essa palavra é certa) sobre essa ideologia. Eu posso dizer que concordo em partes. Convenhamos, o feminismo hoje se tornou uma coisa deturpada. As jovens militantes gritam pelo seus direitos e acabam perdendo seu valor. É até irônico, que há anos atrás, mulheres pediam para não ser conhecidas como símbolo sexual, e hoje, outras gritam pelo direito de serem símbolos sexuais.
    (Marcha das “vadias” que o diga) Eu acredito que o feminismo hoje é algo desprezível, infelizmente. Algo como já disse, deturpado, que procura a supremacia feminina e ao mesmo tempo, parece ser até anti-mulher! Homens, homens, homens. Só se preocupam nisso. Feminismo pra mim é isso aí: É você, que trabalha, constrói tua carreira, mas tem filho, marido e uma casa. Igualdade pra mim é ver você, ver essa CEO do facebook, é ver mulheres na Polícia Federal, no Supremo Tribunal, diretoras, médicas, empresárias, até presidentes de clube de Futebol, rs! Mulheres que até na presidência da república estão (e eu nem me orgulho dessa mulher, pelo contrário, as não deixa de ser uma mulher que é presidente). Assim como o tal “machismo” virou uma coisa deturpada, como muitas militantes feminazis, como uma que ouvi falar: “todo homem que não é feminista é um estuprador em potencial”, o feminismo também virou. Mulheres conquistaram e conquistam muita coisa atualmente, e isso é lindo, mas eu afirmo que, não foi graças a esse feminismo que se auto-intitula de vadia. Parabéns, Thais. Espero que não me entenda mal.

    • Mas Hend, há vários equívocos nesse comentário. O feminismo não busca “supremacia feminina”, mas igualdade de gênero.

      Para citar a Marcha das Vadias, é um nome irônico dado ao movimento porque uma mulher sofreu estupro e o policial que a recebeu disse que ela “não teria sido estuprada se não estivesse vestida como uma vadia”. Então o nome da marcha é um protesto CONTRA esse conceito, entendeu? Mas muita gente tem a mesma ideia que você. No Brasil a tradução fica infeliz mesmo, mas é importante a gente se informar, especialmente quando estamos falando de direitos de pessoas.

      Eu não conheço hoje nenhuma feminista que lute para ser símbolo sexual. Se você está se referindo ao grupo Femen, saiba que muitas feministas são contra ele – o grupo não as representa. E elas não saem peladas, por exemplo, porque querem ser símbolos sexuais (?), mas para protestar – afinal, se um homem pode jogar bola sem camisa, por que as mulheres não? Reflita sobre isso. Se elas SÃO VISTAS como símbolo sexual pelo fato de estarem com os seios à mostra, isso é reflexo da cultura machista pela qual elas e muitas mulheres estão lutando contra. Entende? Está tão enraizado na nossa cultura que sequer questionamos nosso ponto de vista ou pré-julgamentos.

      No mais, o feminismo é sobre escolhas. Se uma mulher quiser ser “símbolo sexual”, ela tem todo o direito. O feminismo é contra justamente esse “a mulher deve fazer/ser/pensar isso e aquilo”.

      Abs,

      • Eu creio que fui má interpretada em certas partes. Eu acredito que há uma diferença do feminismo hoje e do feminismo real. Estudo numa universidade federal, onde há diversas feministas. O que vejo, na maioria das vezes, é a supremacia feminina, sim! Ao ponto de desvalorizar, humilhar ou simplesmente pisar nos homens. Enquanto, na verdade, o certo seria o que você citou: a igualdade. Sim, o feminismo é sobre escolhas. Mas, hoje, infelizmente, não tem como negar que a ideologia que leva no nome de feminismo deturpada. Entretanto, sem generalizações. Mas os direitos da mulher não se resumem a andar nua, abortar e se portar como homem. E, se eu fizesse esse comentários para as mesmas meninas que se dizem ‘feminista’, elas simplesmente usaram as piores palavras do mundo, com seu discurso a favor da mulher, sendo anti-mulher ao mesmo tempo. Eu jamais generalizo tal fato, há o feminismo real e o feminismo deturpado de hoje. Acredito que devemos ter direitos iguais, mas, eu nunca serei igual à um homem.
        Obrigada, Thais!

      • Gente, mas será que o feminismo não é a luta por Justiça, e não necessariamente igualdade entre gêneros? Pois somos diferentes sim, o que não nos categoriza em melhores e piores.

        Sabe, como feminista, penso, por exemplo, que o homem deve ter sua licença paternidade ampliada, e não apenas para “ajudar” a mulher, mas pq é justo que ele passe mais tempo com o novo filho.

        Penso também que as empresas adotem políticas diferenciadas para mulheres (pelamordedeus, não estou falando de diferença salarial,hein…socorro!), considerando que as atuações sociais “homem x mulher” não são as mesmas há muito tempo.

  20. Olá Thais! Fugindo do assunto do feminismo (que se eu fosse um pouco mais feminista do que já sou, acho que nem teria me casado com um homem, pq eu admiro demais as mulheres e acho poucos caras admiráveis… rsrs!).
    Bem, eu já tinha visto esse livro para comprar, e assim que li o post já encomendei! Tenho uma filhota em casa e estou precisando me animar pra estudar mais, sem ficar ligando pra todo mundo que me diz: “Ah, mas vc já está bem, seu marido é que precisa ganhar mais…”
    Se a gente deixar entrar esses comentários, acaba ficando estagnada e pior: frustrada!
    Porque eu gosto de liderar desde pequena, então porque ficar me sentindo só parte de uma ‘engrenagem’, se posso fazer a diferença? E eu adoro um desafio! Só me falta a disciplina! Rsrs! Ainda bem que posso contar com vc…
    Obrigada!
    bjs

  21. Thaís, há muitos anos acompanho seu blog, e evidentemente as mudanças. Por diversos motivos nunca escrevi, hoje, mais do que nunca acho que vc merecia. Sempre amei organização, segui algumas dicas, outras nem tanto (problemas sérios com o evernote, rs). Sou psicóloga e trabalhar em mais de um lugar, faz parte da profissão, digamos. Até que fui obrigada a parar, para para rever, tirei meu ano sabático. Fiz curso de personal organizer (com a Irene também), cupcakes, crochet e decidi cuidar da casa. Comecei TRÊS blogs, e nenhum foi pra frente. Diversas vezes achei que por falta de competência, mas já assimilei que foi por simples falta de foco: não priorizei mesmo isso. Por meio do seu site, cheguei até a Rita Domingues, e como eu já conhecia o GTD, mas precisava, buscava, ansiava por serenidade em minha vida, foi o ZTD/Leo Babauta que modificou a minha vida. Hoje ao ler este seu post, fico muito, muito feliz e por causa dele vou ler o livro. Eu decidi parar profissionalmente (agora já voltei, mas de um jeito diferente) e fui muito, muito taxada por isso; ainda o sou por ter decidido reduzir tempo trabalhando, pois quero acompanhar meus filhos. Arcar com essas consequências só é possível, pois escolhi muito bem um companheiro… Fiz uma escolha diferente da sua e te respeito pela sua, e me sinto respeita pela minha! Muito, muito obrigada! Sucesso, amor e saúde, sempre!! Com carinho, Telma

  22. Discordo de bastante coisa que ela coloca, mas acredito sim que a mulher tem o direito de receber o mesmo que homem, que deva correr atrás do que quer e contar com apoio da família.
    Deve ser muito difícil ter algo combinado e no final ter que arcar com tudo sozinha (como mulheres que antes trabalhavam e após terem o filho, maridos não ‘querem’ que elas trabalhem mais porque já tem um provedor, isso aconteceu mto na minha família). Nem sei se dá pra fazer isso, já que é preciso realmente uma parceria pra que a coisa dê certo.
    Penso que desde que ninguém saia prejudicado e todos estejam felizes, tem que seguir em frente mesmo e realizar seus sonhos.

    Abraço.

  23. Thaís…que orgulho do seu post! De todos os blogs que eu leio (e olha que leio muitos..rs..) o seu tem sido um dos mais sensatos e mais próximos da forma como eu vejo o mundo. Tenho ficado cada vez mais chocada principalmente com os blogs de maternidade que se dizem feministas, mas que muitas vezes se comportam como verdadeiras machistas. Para quem batalhou por anos por sua carreira e seu desenvolvimento e que ama o que faz ser tachada de egoísta por fazer a opção de não abandonar sua carreira para ser mãe em tempo integral é algo que eu não admito e não consigo entender…será que estamos andando pra trás? Por que só a mãe deve ser responsável pela criação dos filhos? Por que o papel do pai é tão renegado? O problema é que as mulheres também precisam mudar a maneira como encaram as coisas. Trabalho e sucesso profissional, para a maioria dos homens é quase uma obrigação. Para a mulher, ainda é uma opção. Muitas se orgulham de se deixar em segundo lugar…não estamos a quase um século lutando para mostrar que lugar de mulher é em todo lugar atoa! Ser mãe não impede ninguém de ser profissional e ninguém será uma mãe pior por essa razão….Existem péssimas mães que ficam em casa o dia todo “supostamente” cuidando da prole…. A família compartilhada é a chave do futuro! Fui criada assim e posso dizer que ter mãe e pai participando dos momentos da sua vida (e tendo suas carreiras etc.) é uma experiência maravilhosa para a criança! É assim que eu e meu marido somos e continuaremos sendo para nosso filho… bjos

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