August 2013

Posts no mês August 2013.

28 Aug 2013

A primeira reorganização do guarda-roupa depois de ler aqueles livros

Outro dia fiz um post sobre 3 livros de moda que eu tinha lido recentemente e, depois daquilo, me inspirei para fazer uma faxina no guarda-roupa, tirando o que eu não uso e mantendo somente as peças que tenham a ver com o meu estilo.

1 – Seleção

Primeiro eu tirei todas as roupas do meu guarda-roupa (uma porta e uma gaveta de cada vez, para não amontoar) e fui selecionando uma por uma, para ver o que ficava ou não. As regras foram:

- Se não tem nada a ver comigo, vai embora.
– Se a cor não fica bem em mim, vai embora.
– Se não favorece o meu corpo, vai embora.
– Se está velha e eu não uso justamente por esse motivo, vai embora.

Eu não tenho roupas estragadas porque, sempre que isso acontece, eu já tomo alguma providência. Nunca guardo coisa assim no guarda-roupa justamente para já ir controlando essa organização.

Vale lembrar que só dá para separar para doar roupas que não combinam com você se você conhece o seu estilo. Infelizmente, quando somos jovens, acabamos comprando peças que não têm muito a ver com a gente, e aí elas ficam largadas no guarda-roupa e nunca entendemos por quê.

Também podemos comprar alguma peça que parecia bonita à primeira vista, ou compramos sem experimentar, ou ganhamos de presente, e a mantemos mesmo sem usar porque fica feia no corpo. Pra que manter isso? Logo, foi uma das minha regras para separar para doação.

Se a cor não fica bem em mim e eu nunca uso a peça porque sei disso, então prefiro doar para alguém que fará bom uso dela.

E, por último, eu separei algumas roupas que eu mantinha por algum vínculo afetivo aleatório, mas que estavam velhas ou gastas, e eu não usava para não parecer desleixada. Se eu não estava usando, para que guardar?

Acho que o mais difícil é se desfazer de peça nova, que quase não foi usada (ou nunca foi). Mas fica a lição para aprender a comprar direito – somente aquilo que realmente tenha a ver comigo e que vista bem.

Depois de fazer a seleção do que vai e do que fica, notei que, mesmo fazendo esse destralhamento a cada estação (minha rotina), ainda separei muita coisa. Mas enfim, é a vida.

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Depois de separar, é hora de organizar o que ficou. Veja em outro post dicas específicas para organizar seu guarda-roupa.

2. Organização

A organização do meu guarda-roupa não tem muito segredo. Meu espaço é pequeno (duas portas somente) e não posso mexer na estrutura porque nosso apartamento é alugado. Enquanto não mudamos para o nosso, o jeito é buscar soluções dentro do espaço que tenho.

Eu preciso dividir o guarda-roupa entre as minhas roupas e as roupas de cama, mesa e banho, além de malas para viagem, bolsas e umas caixas que guardo na parte de cima com artigos da outra estação, coisas de Natal etc. O guarda-roupa do outro quarto abriga as roupas do meu filho e do meu marido, além de outros objetos também. Enfim, precisamos nos virar com os recursos de armazenamento que temos. Não é o ideal, mas quem vive no mundo ideal?

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Desapegue da bagunça na sua cama. Depois você arruma. <3

Em cima você pode ver, à direita, as roupas que eu separei para guardar. No meio, o dobrador de roupas em ação. Atrás, as pilhas de camisetas e blusinhas já dobradas.

Eu separo as camisetas em quatro pilhas: 1) lisas claras, 2) lisas escuras, 3) lisas coloridas e 4) estampadas. Antes eu separava por manga curta e manga comprida também, mas agora deixo tudo junto e, quando tem a manga comprida, eu puxo a manguinha para cima na dobra, de modo que dá para identificar quando eu manusear a pilha de camisetas.

Estou usando o dobrador de roupas de tamanho infantil (existem tamanhos adulto e infantil, tenho os dois), pois assim as pilhas ficam mais estreitas e cabem direitinho na prateleira.

Dobrei todas as roupas e separei em pilhas, para depois somente arrumar.

3. Arrumação

Se você separou as roupas e setorizou seu guarda-roupa (de acordo com as dicas que eu dei no post linkado lá em cima), basta arrumar. No dia a dia, depois, basta manter essa arrumação. O trabalho todo de selecionar e organizar é nesse começo ou para fazer ocasionalmente (eu faço a cada estação, como já comentei).

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Aí fui colocando as pilhas na prateleira. Como o meu guarda-roupa é fundo, dá para colocar uma pilha atrás e outra na frente, mas não fica muito legal. Faço isso porque foi uma solução de espaço mesmo, mas o ideal é ter um guarda-roupa menos profundo e mais largo. Do lado direito, ficam os suéteres e cardigãs (foto mais para baixo).

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Na prateleira de cima, dobrei as toalhas do jeito que eu gosto e fui guardando ali. Reparem que as toalhas de praia/piscina ficam atrás, porque não estão sendo usadas agora. Eu também guardo os dobradores ali atrás. Fica fácil de pegar, mas também não aparecem muito. Enfim, soluções de armazenamento mesmo.

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No final, essas duas prateleiras ficaram assim.

Em cima, são as toalhas de banho, de rosto, de lavabo, pisos do banheiro e fronhas. Lençóis não guardamos nunca, porque temos somente dois (um em uso e outro lavando). Atrás, as toalhas de praia/piscina e capas das almofadas. O dobrador e um pote de vidro que uso para guardar coisinhas de costura para pequenos reparos (linhas, agulhas, fita métrica, botões etc).

Embaixo, estão as camisetas e os suéteres e cardigãs, que obedecem a mesma regra das camisetas (lisos claros, lisos escuros, estampados, coloridos).

A outra porta do guarda-roupa não tem segredo – é onde ficam as roupas penduradas por tipo e cor, então acabei nem tirando foto nesse dia.

Estou tentando manter um guarda-roupa somente com roupas que tenham a ver comigo, vistam bem e tenham qualidade. É uma eterna construção, mas uma delícia também de fazer.

Não vejo a hora de ter meu cantinho de verdade para poder montá-lo do jeito que eu quero. =) Por enquanto, preciso ser organizada com o espaço que eu tenho e que não posso mudar, mas tem funcionado. O segredo é respeitar o espaço que tem e buscar soluções que não mexam na estrutura. E também ter em mente que é uma situação temporária, quando você precisa fazer o melhor possível, mas sem “pirar muito” porque não está do jeito ideal. Se você já tem um espaço seu, que pode mexer, aí sim você pode buscar soluções melhores. Espero que as dicas do outro post sejam úteis para você encontrar a melhor forma de organizar seu guarda-roupa.

27 Aug 2013

Como eu estou usando o arquivo de referência rápida do GTD atualmente

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Arquivo de referência rápida é outro termo do método GTD.

Basicamente, trata-se um sistema de 43 pastas (12 pastas para os meses e 31 pastas para os dias) para salvar documentos e informações relacionadas a datas.

Há diversas maneiras de implementar esse sistema. A que eu estou usando atualmente envolve um arquivo físico e o Evernote.

O meu arquivo físico é composto por um arquivo de plástico (marca Ordene) comprado na Kalunga com pastas suspensas cor de rosa para os meses (acima) e divisórias de plástico para fichário para os dias (abaixo).

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No Evernote, tenho uma estrutura de tags assim:

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Funciona da seguinte maneira: se eu tiver um documento, uma nota ou uma informação específica para determinado dia ou mês, eu a coloco na pasta específica.

Eu tenho o arquivo físico pois ainda preciso entregar muita coisa em papel. Exemplos: entregar atestados médicos na empresa no dia 2 de setembro – os atestados ficam na aba 2, na pasta de setembro. Quando for dia 2, eu abro a pasta e vejo tudo o que tem lá dentro, que certamente é o que eu vou precisar no dia.

Ingressos de teatro comprados antecipadamente, sem ser pela Internet. A peça é no dia 21 de outubro. Como ainda estamos em agosto (então estou usando somente as pastas de agosto e setembro para os dias – abaixo explico melhor), coloco dentro da pasta de outubro, sem dia específico. Quando chegar outubro, eu avalio o que tem dentro dessa pasta sem dia determinado e redistribuo.

Você precisa ter somente 31 abas para os dias porque, à medida que os dias passam, você as transfere para o mês seguinte. Por exemplo, hoje é dia 27. Eu abri a aba de hoje, peguei o que precisava, e joguei a aba do dia 27 para a pasta de setembro, depois do dia 26, que já coloquei ontem. Agora, minha pasta de agosto tem somente as abas de 28, 29, 30 e 31, enquanto a pasta de setembro já tem as abas de 1 a 27.

Quando agosto acabar, todas as divisórias do dia estarão já na pasta de setembro. Então eu jogo a pasta de agosto para o fim da fila, de modo que a pasta de setembro seja a primeira que eu vejo quando acesso meu arquivo (ver na imagem acima). E assim vai indo, mês após mês, ano após ano.

Pode parecer complicado mas, na prática, é muito rápido. Já incorporei esse hábito na minha rotina noturna, quando arrumo minha bolsa para o trabalho no dia seguinte. Pego a aba do dia seguinte, tiro o que tem lá e coloco em uma pastinha de saída, que vai comigo para o trabalho. Trata-se de uma pasta transparente com elástico, daquelas bem simples, compradas em papelaria, onde eu guardo os papéis que preciso carregar comigo ao longo do dia. Uso isso somente para não deixar os papéis soltos dentro da bolsa ou mochila.

No Evernote, funciona da mesma maneira, mas com notas. Um exemplo é pauta de reunião. Imagine que você tenha uma reunião no dia 30 de agosto e sabe que irá precisar da pauta e do modelo de ata para ir escrevendo ao longo da reunião. Bem, você já deixa essas notas tageadas no Dia 30. Quando o dia acabar, você tira a tag da nota e a arquiva da melhor forma dentro do seu sistema de organização.

A grande vantagem de usar o arquivo de referência rápida é ter as coisas que você precisa exatamente quando você precisa. Se você recebe um documento ou uma informação que só vai precisar lá na frente, daqui a 20 dias, ou daqui a quatro meses, o arquivo de referência rápida pode funcionar para você.

O David Allen até incentiva o uso para deixar recados para você mesmo, mensagens motivacionais, enfim, coisas que seriam importantes você ver naquele determinado momento que a pasta ou a aba representa.

Um uso interessante que pode ser feito é para pagar contas. Se você vai toda quinta ao banco pagar as contas (ou paga pela Internet), já pode deixar as contas a serem pagas na aba da próxima quinta-feira. Assim, quando a quinta chegar, e você olhar a abinha referente, lá estarão as contas.

Também pode usar para guardar a lista do supermercado no dia das compras. Ou uma lista das perguntas que você quer fazer para a professora do seu filho no dia da reunião de pais. Ou os exames que precisa levar em uma consulta médica. A lista é infinita!

Aí você pode se perguntar como saber o que vai para o arquivo de referência rápida. Bom, o GTD também tem a resposta para isso!

Toda vez que você for processar alguma informação que estiver dentro da sua caixa de entrada, você vai se perguntar se aquilo demanda uma ação. Por exemplo, limpar a mesa do escritório demanda uma ação. Uma nota sobre como limpar a mesa do escritório não, é uma referência que você vai precisar usar somente no dia em que for limpar a mesa. O exemplo foi meio bobo, mas resume bem porque é essencial no GTD entender o que demanda ação e o que não demanda, pois é separando essas duas coisas que você vai conseguir se organizar no sistema.

Se a info não demanda ação, você tem três opções: ou você descarta, ou você arquiva como algo para fazer algum dia, talvez, ou você joga para uma data específica, lá na frente, pois não é algo que você vai precisar agora, exatamente, mas já sabe quando vai precisar. Se você não sabe quando vai precisar, ela vai para a pasta “algum dia/talvez”.

Aqui eu já estou indo longe demais! Para entender melhor, precisa ler o livro ou conhecer o método inteiro. O post foi para mostrar como eu tenho usado o arquivo de referência rápida no momento, que é uma das ferramentas que o David Allen recomenda ter para se organizar.

Mais alguém que utilize o método GTD faz assim com o arquivo de referência rápida? Se não, como organiza essa parte?

26 Aug 2013

Simplificando: nossa nova rotina de alimentação em casa

Imagem: Pemaily.com

Imagem: Pemaily.com

Como comentei outro dia com vocês, eu agora tenho mais de um trabalho. Na verdade, além do meu emprego, do meu trabalho com a Call Daniel e do blog, também estou escrevendo meu primeiro livro e vou começar a dar aulas na pós-graduação em setembro (estou na fase de planejamento das aulas). Resumindo, tenho muita coisa para fazer! Por isso, nossa rotina em casa mudou drasticamente em diversos setores, e um deles foi a alimentação.

Não vou dissertar muito nesse post, porque a ideia é mostrar como estamos fazendo atualmente.

Meu marido sempre fez sua própria versão do menu semanal que eu sugiro aqui no blog, e nós entrávamos em um acordo quanto a isso. Eu definia junto com ele os pratos da semana, fazíamos as compras, mas ele cozinhava um dos pratos no dia em que quisesse. Como fazemos compras para uma semana, isso dá certo para a gente.

Atualmente, estamos fazendo da seguinte forma:

Eu faço uma dieta diferente da dele e do nosso filho, então comecei a planejar minha alimentação mais individualmente. Com isso, planejo o menu da semana (para jantar e levar para almoçar no trabalho) e vou deixando pronto no dia a dia. Isso dá certo algumas vezes, mas há finais de semana que não fico em casa (vou viajar, trabalhar ou fazer qualquer outra coisa longe). Quando isso acontece, meu marido cuida das minhas refeições também.

No geral, quando preparo as minhas comidas, faço mais ou menos o seguinte:

  • Defino uma base principal, que geralmente é alguma proteína. Minhas preferidas são: carne moída, frango em cubos, ovos, filé de frango e carne em cubos. Já são cinco opções para a semana inteira.
  • Compro alface já higienizada para facilitar no dia a dia. Compro um pacote por semana.
  • Quando não como alface, como salada de outra coisa, como pepino e tomate.
  • Tento fazer algo diferente, como um molho de queijo, para não ficar sempre no grelhado. Abuso de temperos, ervas e condimentos no geral.

Exemplo de uma refeição: hambúrguer caseiro com recheio de mussarela, salada de alface e tomate e queijo gorgonzola. Outro exemplo: filé de frango grelhado com pedacinhos de bacon e salada de pepino. Alcatra em cubos com berinjela assada. Minhas refeições são sempre nesse estilo. Quando não preciso levar comida no dia seguinte (finais de semana), gosto de fazer omeletes e ovos mexidos.

O que acontece é que meu marido segue isso (ou não). No geral, comemos a mesma base (de proteína, verduras e legumes) e ele adiciona outros complementos, como purê de batata ou macarrão. Arroz e feijão fazemos uma ou duas vezes por semana, e congelamos. Sopa para o filhote, idem. Então, no dia a dia, preparamos o que for fresquinho, como legumes e carnes grelhadas, e as saladas. O trabalho maior, que é o de picar alho, cebola, cozinhar feijão, fica para um único dia. Aí, dessa parte, ele que cuida. Às vezes, quando estou inspirada, preparo alguma coisa diferente no final de semana para ele e para o filhote, mas no geral é ele que cozinha em casa. Ele gosta, eu não tenho tempo – a combinação perfeita.

Então o planejamento do menu semanal continua sendo feito por mim, mas ele gosta de ter a liberdade de fazer outras coisas. Se eu cuidasse da nossa alimentação diária 100%, usaria o menu semanal sempre, sem dúvidas, porque facilita muito. Mas como é ele que cuida da maioria das refeições, deixo a cargo dele.

Por fim, tem facilitado demais:

  • Congelar algumas coisas, mas manter outras fresquinhas no dia a dia;
  • Fazer compras semanalmente (dá para controlar melhor que mensalmente);
  • Planejar as refeições do dia a dia;
  • Comprar algumas coisas prontas (saladas já lavadas, por exemplo);
  • Fazer comida para o almoço e a janta de uma vez;
  • Levar comida de casa para o trabalho;
  • Ter duas pessoas cozinhando em casa!

Também tenho deixado um dia da semana para almoçar com meus colegas de trabalho, para me distrair e socializar com o pessoal. E, em casa, também gostamos de jantar ou almoçar fora uma vez por semana, para passearmos juntos e dar uma folga para o fogão.

Precisamos fazer as coisas da forma mais prática possível porque nossa vida está bem corrida atualmente e eu tenho consciência disso (não estou reclamando). É uma fase de transição, entendo que é passageira, e estamos tentando fazer o melhor possível. O importante é que o nosso filho tenha uma alimentação balanceada e saudável, e nós estejamos bem. Precisamos simplificar bastante o processo porque ninguém merece se estressar no dia a dia por causa de (falta de) comida. Então é isso, e tem funcionado.