100513-conciliando
Meu filho sendo lindo #mãecoruja

Meu filho recém completou três anos de idade, e acho que agora é um bom momento para fazer uma nova reflexão sobre a sempre tão discutida questão: maternidade X carreira.

Vou tentar não divagar muito aqui, ok? Minha impressão atual não mudou tanto assim desde quando voltei a trabalhar fora. Toda mãe que trabalha fora de casa sente um aperto no peito enorme por não estar com o filho, isso é certo. No meu caso, trabalho por necessidade. Se não fosse por isso, trabalharia somente com o blog, por exemplo, e teria uma rotina muito mais flexível. Ele continuaria frequentando a escola durante meio período, que considero suficiente, e eu me organizaria para fazer tudo o que preciso fazer com maior concentração enquanto ele está fora ou depois que ele dorme. Já é um período bastante bom para dar conta de tudo. No resto do tempo, faria atividades em casa junto com ele, iríamos passear e brincar muito. Dou um suspiro mais comprido só de pensar.

Infelizmente, essa não é a realidade, e acredito que não seja a realidade de muitas mães que trabalham fora. Também gostaria de defender aqui as mães que não precisam, mas trabalham fora mesmo assim. Apesar de não ser uma escolha que eu faria, defendo até o fim o direito dessas mães de fazê-lo. Eu achei que a Marissa Mayer (presidente do Yahoo) pagaria a língua falando todas aquelas coisas antes de o filho dela nascer, mas ela não só as cumpriu como continua seguindo o mesmo modelo de antes de ser mãe. Se ela está certa ou errada, ninguém tem sequer o direito de julgar. Uma coisa que eu aprendi com a maternidade é que os problemas de cada mãe são extremamente particulares, assim como as suas motivações. E palpite de gente de fora é tudo o que mais tem e tudo o que uma mãe menos precisa.

Depois que eu li o livro Não sei como ela consegue, identifiquei alguns pontos que podem ser comuns às mães que trabalham fora porque gostam do emprego, como o fato de simplesmente querer continuar investindo na carreira que deram duro até então, por satisfação pessoal, para se distrair, para conversar com outras pessoas que não sobre filhos, para sentirem que têm uma vida. E a grande verdade é que homens são pais e trabalham desde sempre, e não deveríamos ter qualquer tipo de cobrança sobre mulheres que fazem essa escolha. É a mesma coisa. E não me digam que não é porque já superamos isso.

Aqui em casa, nossa dinâmica é a seguinte: eu trabalho e sustento a família, meu marido cuida da casa e do nosso filho em conjunto comigo (mas ele faz MUITO mais do que eu). Não é por ser homem ou por ser mulher, mas porque fizemos um acordo dessa forma. Eu tenho um trabalho que me paga o suficiente para permití-lo ficar em casa e cuidar do nosso filho com mais atenção do que deixá-lo o dia inteiro na escolinha, que é algo que nós não gostamos. Ele é autônomo (músico), tem sua profissão, mas quem tem o salário fixo sou eu. Mas minha gente, o que eu já ouvi de comentário maldoso por causa disso não está escrito. Pessoas próximas, amigos mais chegados, já falaram para mim que “homem nenhum aguenta isso durante muito tempo” ou “o homem precisa se sentir no comando senão o casamento vai por água abaixo”. E poxa vida, para nós tem dado certo já há muito tempo. Entendo que para algumas pessoas o formato possa não funcionar, mas não vemos nada de extraordinário na nossa situação. Funciona para nós. E sinceramente? Ainda bem. Fico imaginando como seria se meu marido não pensasse da mesma forma que eu. Acho que sequer teríamos ficado juntos…

Conciliar minha vida profissional com a minha família fica justamente mais “fácil” porque existe um trabalho feito em time aqui. Se meu marido não colaborasse, eu estaria totalmente estressada cuidando de tudo, sem poder me dedicar ao blog ou aos meus estudos, por exemplo, que são as coisas que eu mais gosto de fazer.

Hoje eu tenho meu emprego fixo, das 8 às 17, e diversas outras atividades paralelas. Todo o tempo disponível que tenho para ficar com o meu filho, no entanto, eu fico. Sei que é pouco tempo, mas é um tempo de qualidade. Procuro ser a melhor mãe possível dentro de todas as condições que nós vivemos, e é claro que isso não é fácil. Nem sempre eu tenho pique para levantar em um domingo cedo e levá-lo ao parquinho, por exemplo, mas são coisas que eu faço porque sei que, para ele, são importantes. E quero estar com ele nesses momentos. Gosto de dar o jantar para ele, ler um livro, conversar sobre a escolinha, fazer cócegas, brincar de pega-pega, agarrar muito! Tudo isso faz parte do nosso dia a dia, independente da quantidade de tempo que temos.

Acho que, no final das contas, o que mais influencia realmente é o cansaço. Além disso, compromissos que preciso cumprir. Muitas vezes eu preciso trabalhar um pouco aos finais de semana, por exemplo, e não tenho como esperar a hora de ele ir dormir. Então tento compensar ficando todo o resto do tempo com ele, passeando em algum lugar muito legal, enfim, criando lembranças.

Se eu pudesse, hoje, eu largaria sim meu trabalho para ficar com ele. Adoro trabalhar, mas amo meu filho mais. Se eu tivesse a possibilidade, certamente o faria. Isso não significaria deixar de trabalhar, porque sempre terei mil projetinhos e ideias para desenvolver, mas me refiro ao emprego fixo, de segunda a sexta, aquela coisa. Porém, não acho que isso seja o modelo ideal de nenhuma mãe não. Existem mães que simplesmente não se imaginam sem trabalhar. Outro dia comecei a reassistir Desperate Housewives desde o começo (e já tenho um post em mente sobre isso) e vi uma cena em que a Lynette (minha personagem preferida da série) reencontra uma ex-colega de trabalho que diz: “todos na empresa falam que, se você não tivesse saído para cuidar dos filhos, agora seria presidente”. Puxa vida, e isso foi um baque nela né? Mas foi uma escolha que ela fez, e seguiu em frente. Mas pode ter certeza que, se a pessoa curtia a sua vida profissional, aquele comentário vai ficar martelando na cabeça até o ponto em que ela não aguentará mais e explodirá. E isso nunca é legal para ninguém. Esse sentimento, essa vontade, nunca devem ser ignorados.

Lynette Scavo, Desperate Housewives
Lynette Scavo, Desperate Housewives

Acho que uma das maiores evoluções para a mulher hoje em dia é realmente o poder de escolha. Julgamentos ainda existem, infelizmente, mas a mulher hoje pode ser mais confiante e simplesmente ignorar todo mundo e fazer o que quiser. Essa é uma diferença cultural enorme no ocidente, pelo menos em grande parte dos países, dentre os quais o Brasil se inclui. A mulher pode ser julgada mas, se ela ignorar e for determinada, nada a abalará. Por viver nessa época, eu fico contente.

Quando escuto as pessoas falando sobre conciliar maternidade com carreira, fico me perguntando se isso realmente existe. Não consigo imaginar uma mãe (e um pai…) trabalhando fora e simplesmente desligando o botãozinho “filho” da cabeça assim que entra no ambiente de trabalho. Reuniões escolares acontecem, consultas médicas também, emergências idem. As empresas precisam analisar essa questão com mais carinho para entender que, da mesma forma que um profissional pode levar um relatório para estudar em casa, ele pode usar o horário comercial para conversar com o filho ao telefone ou assistir a apresentação de um seminário muito importante na sua escola. Isso é qualidade de vida. As empresas que não identificarem isso e implementarem algo semelhante no seu sistema de gestão de recursos humanos estará fatalmente fadada a criar uma mutirão de profissionais insatisfeitos e quiçá deprimidos, que cedo ou tarde deixarão a empresa por uma oportunidade melhor. Já vemos acontecendo – quantas pessoas não largam seus empregos para ganhar menos, mas vivendo de forma mais flexível? Eu conheço um monte.

Conciliar maternidade/paternidade com carreira é um esforço de todos nós e precisamos lutar por essa qualidade de vida que tanto desejamos. Isso não significa deixar de ser um excelente profissional, muito menos de ser o melhor pai ou mãe possível – significa simplesmente entender que o mundo mudou, os papéis se dividiram e hoje somos um pouquinho mais conscientes do que antes. Todos estão ocupados – pais, mães e filhos. Ficar se culpando não levará a lugar nenhum – que tal começarmos a pensar em soluções?

39 Comentários

  1. Bom dia, Thais! O tipo de post que eu amo: beeeeem pessoal!!! 🙂
    Me identifiquei muuuito com você! Lá em casa também sou eu quem “segura as pontas”, financeiramente falando. Meu marido tem um emprego (cargo comissionado no Estado) que pode perder a qualquer momento, além de não ganhar tãããão bem assim! As pessoas realmente não entendem essa forma de vida em que o homem não é exatamente o “mantenedor da casa”. Na minha família vejo esse incômodo, mas não estou preocupada com isso. Pra nós está dando certo. O nosso dinheiro (o de cada um) é NOSSO, então não sentimos o peso que as pessoas sentem. Nosso modelo é mais ou menos como o de vocês. Ele fica em casa todas as manhãs com nosso filhote (que vai completar 3 aninhos em menos de uma mês!)enquanto eu trabalho. Ao meio-dia vou pra casa almoçar com eles e ficar um tempo com meu filho. Depois o levamos à escola e vamos para o trabalho. Também saio do trabalho às 17h e vou correndo buscar o filhote na escola (na maioria das vezes meu marido só sai às 19h). Vamos pra casa, dou banho, dou o jantar, fico com ele e às 20/20:30 o coloco pra dormir.
    O tempo é muito curto. Outro dia fiquei meio deprimida por causa disso. Comecei a me achar uma péssima mãe por não poder dedicar todo o tempo que gostaria ao meu filhotinho. Não trabalho por opção, mas por necessidade mesmo. Não gostaria de parar de trabalhar nunca, mas seria perfeito trabalhar só pela manhã (ou pela tarde)… mas isso é impossível agora… Então vamos vivendo conforme a vida se nos apresenta! Tenho muita sorte de poder contar tanto com meu marido. E meu filho também tem muita sorte por ter um paizão tão dedicado a ele. Se tivermos um segundo filho, não sei como ficarão as coisas, meu esposo está fazendo um concurso (de várias etapas) e ainda não sabemos como ficará seu horário caso seja aprovado. Vamos aguardar e pedir a Deus que tudo se arrume da melhor forma pra nós.
    Obrigada pelo texto maravilhoso! Me fez sentir mais segura e feliz com a minha vida!!!
    Bjs,

  2. Oi Thais, adorei o post de hoje! Assim como você, também sou mãe,tenho um filho de 2 anos, trabalho e ainda faço faculdade à noite. É puxado, mas todos os momentos que eu tenho livre, aproveito o máximo com meu filhote…
    Beijos, adoro seu blog!
    Feliz dia das mães!

  3. Tenho 28 anos, sou casada, trabalho fora (maridão também), não tenho filhos, mas quero desesperadamente um, rs. Como boa neurótica, tenho planejado tudo antes de ficar grávida e um dos assuntos que mais me confundem é justamente esse. Eu poderia trabalhar apenas 2x por semana perto de casa (20min) e ganhar um terço do meu salário, mas fico com medo de mais tarde me tornar aquelas sogras grudentas que atrapalham a vida do filho por não ter vida própria. Não que eu planeje não ter vida (rs), mas o que fazer enquanto o filho cresce? Achar um home office? Até que idade do filho é “bom” ter toda essa disponibilidade de tempo? O profissional não fica muito desatualizado depois de tanto tempo trabalhando apenas o básico? Sei que são muitas dúvidas mas se a Thaís ou qualquer pessoa mais experiente puder me ajudar vou ficar muito feliz e menos neurótica! rs

  4. É por isso que eu gosto tanto deste blog! As suas ideias e o seu estilo de vida estão totalmente sincronizados com a época em que vivemos. Às vezes eu percebo nos e-mails do grupo Fly Lady que muitas mulheres estão sobrecarregadas com trabalhos domésticos porque não possuem auxílio dos outros membros da casa. Como se o fato de serem mulheres deixasse subentendida a naturalidade com que deve ser tratada a desigualdade de gêneros no ambiente doméstico. Por isso eu tenho construído uma relação de igualdade com meu namorado. Também quero um time dentro de casa, não um relacionamento patriarcal em que eu sairei perdendo.

  5. Thais,

    Suas palavras mostram muito amadurecimento e concordo quando disse que ” que os problemas de cada mãe são extremamente particulares, assim como as suas motivações”. Aprendi a não julgar as pessoas, suas escolhas, cada um tem seus motivos de acordo com as necessidades, crenças e objetivos.
    Eu como você, amo meu trabalho, porém se tivesse a possibilidade de ficar em casa com meus filhos, com certeza iria escolher essa opção. Também claro iria trabalhar em projetos que eu pudesse gerenciar o meu tempo, quando os filhos estivessem na escola ou dormindo…
    O que me mata é o formato de horário do emprego fixo, pois vivemos em função do trabalho de 10 a 12 horas por dia, porque desde a hora que nos arrumamos, pegamos transito, depois o retorno, etc já estamos em função do trabalho.

    Beijos e parabéns pelo texto!

  6. Thaís, q pena q alguém comentou isso da divisão de tarefas de vcs… feliz 1950 pra essa pessoa!ehehehe… penso exatamente igual a vc, acho q são questões mto particulares. Em casa, eu e meu marido trabalhamos em tempo integral, então o filhão fica integral na escola (o q considero péssimo e absurdo, mas… e as opções?). Mesmo assim se eu não trabalhasse o mandaria pra escola meio período, pq acho q desenvolve outras habilidades importantes e cria uma vida social própria, importante pra todo mundo. ASsinei embaixo, adorei o post!

  7. Oi Thais, hoje meus filhos já com 19 e 12 anos não precisam mais tanto da minha atenção. Sempre trabalhei, cuidei da casa e dos filhos. Varias vezes tive que recusar uma promoção ou aceitar um salário menor para poder manter a rotina lá em casa…perdi muitas coisas do crescimento deles também, mas sobrevivemos. O segredo e fazer o seu melhor, e ficar em paz.

  8. Parabéns pela coragem de expôs o estilo de vida de sua família.Sou casada a 7 anos e ainda não tenho filhos,esse ano optei por engravidar e confesso que para quem trabalha fora com um plano de carreira ou simplesmente num emprego sem muitas probabilidades de crescimento essa duvida permeia em nossas cabecitas. Trabalhar fora ou não eis a questão ?
    Amei o post que me trouxe muita reflexão.
    Obrigada de coração.

  9. Olá Thais,
    Me identifico muito com este texto. Também tenho filho, trabalho e faço pós graduação à noite 2x por semana.
    Já pensei por muitas vezes em arrumar algum outro emprego que eu pudesse trabalhar menos, mas me incomodaria o fato de não estar dando atenção à minha carreira, que tanto tenho penado para manter atualizada.
    Lembro que na época que voltei de licença maternidade, senti que estava desatualizada de novo de toda esta gama de informações/conhecimentos que aprendemos diariamente. Todas as vezes que pensava em parar de trabalhar, essa sensação me vinha na cabeça e me mantia segura de que estou fazendo a escolha certa.
    Meu filho sente a minha falta. Sei disso. Mas procuro ESTAR COM ELE todos os momentos possíveis – seja chamando a atenção (que também é necessário), seja para desenhar, correr, brincar de esconde e tudo mais que ele ama fazer.
    Somos seres complexos (biopsicosocioculturais) e precisamos nos desenvolver em todos esses aspectos – seja biológico (cuidando do nosso físico), seja psicológico (cuidando do nosso intelecto e mente), seja social (fazendo atividades com os nossos amigos/familiares) e cultural (estudando/obtendo conhecimento). Desta forma, acho que abandonar algumas atividades da sua vida em prol de outras, poderá gerar uma frustração futura, mais difícil de ser remediada.
    O que nos resta é fazer o melhor enquanto estivermos com os nossos filhos. O nosso melhor só poderemos dar se estivermos satisfeitos com todos os outros aspectos de nossa vida.
    Talvez o que disse também ajude a Sandra, a colega que postou o comentário anterior.
    Um grande beijo.
    Eliana

  10. Bom dia Thaís.
    Adorei seu post e me vi totalmente nele. Aqui em casa também sou eu quem a mantém. Tenho um escritório de contabilidade e meu marido é free-lancer na área da informática. Infelizmente ainda não consegui ter esse grau de amadurecimento seu, principalmente em ter que lidar com as críticas externas. Quem mais me critica, hoje em dia, é minha avó. Ela não perde uma oportunidade de dar uma indireta ou mesmo uma direta. Como ela vive com minha mãe, e minha mãe também já me criticou muito, imagina a minha situação. Simplesmente perco totalmente a vontade de visitá-las pois sei que ouvirei algum desaforo. O problema é que nunca me imaginei nessa situação, então ainda é um pouco difícil para mim, e tem meses que a situação fica bem apertada, e nesses momentos é muito complicado.
    Por outro lado, tive a necessidade de cortar despesas e com isso montei o escritório em casa. Assim na parte de baixo tenho todo o escritório montado, inclusive com um funcionário, e na parte de cima da casa tenho nossa área mais íntima, ou seja, os quartos, sala e banheiros.
    Com isso, eu consigo um tempo maior perto de meu filho, consigo acompanhar mais as atividades dele e posso mandá-lo para a escolinha só a tarde.
    Penso muito em arrumar um emprego que me dê um rendimento fixo, pois, apesar de ter um escritório, fico sempre na expectativa de receber ou não os honorários mensais, e quando algum cliente atrasa já cria um sério problema para mim. Por outro lado, só de pensar em perder a oportunidade de conviver mais com meu filho, de ter essa liberdade de, numa tarde tranquila de trabalho, ir passear num shopping com ele, já acabo desistindo da ideia.
    Bom Thaís, adoro seu blog, acompanho-o todos os dias, e quero lhe dar os parabéns por você conseguir alcançar essa maturidade e não ligar para as críticas que sempre aparecem.
    Beijos!!

  11. Oi Thais! teu blog é maravilhoso e está cada dia melhor! Parabéns! Tenho a imensa sorte de trabalhar somente pela manhã… logicamente meu marido ganha 5 vezes mais do que eu… eu poderia trabalhar em turno integral e meu seria maior, obviamente, mas realmente não consigo… isso que minha filha irá fazer 8 anos!

    Curto cada segundo com ela… Mas, concordo plenamente que não devemos ser juízes da vida alheia, aliás tenha uma opinião bem forte sobre isso, acho que quem cuida muito a vida do outro é porque não está vivendo a sua. Mas, também digo, o nosso país é muito atrasado com relação a importância da presença dos pais na educação dos filhos.
    Na Suíça e em boa parte da Europa, a licença maternidade/paternidade dura dois anos, e os pais se revezam, uma ano para cada pai(no sentido de membro da família).
    Agora e no Brasil? quem tem coragem de pedir para sair mais cedo por que haverá apresentação do filho na escola? difícil né? me considero uma sortuda! E acho que tem o outro lado também, de nada adianta ficar o dia todo em casa e o filho olhando tv… Beijão!

  12. muito bom esse post. Eu gosto muito desse blog por isso, vc dá exemplos da sua vida, nao foi nada que alguem falou ou pensou, sao coisas que voce vive. é claro, existe aquela ideia de que o marido que tem que sustentar a casa, existem casos que o homem não se sente bem com isso, mas no SEU CASO isso dá certo, então é isso que importa ;D Parabéns pelo texto e pelo blog, e boa sorte com esses desafios, que voce curta muito seu filho e sua carreira tambem!

  13. Cada um sabe de si, e de sua vida… Não nos cabe opinar sobre as decisões de outros. Mas vou dizer a minha convicção pessoal: qualquer adulto (homem ou mulher), “tem que” trabalhar, precisa ser capaz de garantir a propria subsistencia. Pode ser meio-período, pode ser num esquema alternativo, mas “tem que” ter rendimentos próprios. A não ser que seja da classe AA, e tenha outras rendas que não as oriundas do trabalho.
    Esses arranjos (a mulher fica em casa cuidando dos filhos, o marido sustenta a casa – ou vice-versa)são bons apenas se as coisas não mudarem. E se houver uma separação, um falecimento? Em certas fases da vida, tendemos a achar que as coisas serão como estão, para sempre. Como divorciada, posso afirmar que tudo pode mudar, e nem sempre para melhor. Felizmente, sempre tive renda própria e autonomia.

    • Vania, eu concordo totalmente com vc. A vida é mais frágil e mutável do que costumamos imaginar. Mesmo que um casamento se mantenha firme, podem acontecer acidentes, doenças, demissões… Quem tem mais de 40 lembra do Plano Collor em cores vivas. Da noite para o dia, ninguém mais tinha dinheiro e um monte de gente quebrou. Aqui no Brasil andamos em gelo fino, porque nossa legislação é frágil, as instituições claudicam e as regras não são claras.
      Enfim, cada um escolhe como quer viver, mas é bom ter um plano B. Ajuda a sobreviver. Bjs.

  14. Ola Thais,
    Vou contar minha experiencia,nao trabalhei fora e cuidei da minha filha,na epoca era o que dava,cuidei muito bem mas poderia ter me dedicado muito mais,ficava lambendo a casa e deixei de brincar e de paparicar,prova de que mais tempo nem sempre e mais,quando ela cresceu por motivos de trabalho do marido nao pude trabalhar,ter uma carreira,e isso pesou pra mim,eu queria ser um exemplo,mas exemplo de que? Dona de casa?Por mais que falem que e importante para a sociedade nao e,e vergonhoso ser apenas dona de casa.Um pouquinho de culpa todas nos acabamos sentindo,so queria deixar meu relato pra que voces maes e profissionais saibam que se pudessem se dedicar somente aos filhos seria legal porque voces conhecem o outro lado,quem nunca teve uma carreira sente que falta algo,nao pessoalmente,mas e como se tivessemos que provar alguma coisa para a sociedade.
    Bjs

    • Querida Lara, me identifiquei com seu relato. Hoje em dia, ser só dona de casa, pra sociedade soa como uma pessoa acomodada que não quer progredir na vida, é triste mas é a realidade de hoje. Um forte abraço.

  15. Concordo com voce Vania,todo ser humano tem que ser capaz de garantir seu sustento,e isso que ensino a minha filha,um dia ela pode se casar com alguem riquissimo,mas que nunca deixe de trabalhar,porque o trabalho,seja ele qual for traz coisas que vao muito alem do dinheiro.

  16. Concordo com você Thais, quando diz que as empresas precisam se adequar. Perdi um cliente alguns anos atras porque meu filho estava hospitalizado. Pra mim foi a melhor coisa que me aconteceu, pois consegui novos clientes melhores. Já o cliente saiu perdendo, pois não
    conseguiu outro advogado tão competente
    para me substituir.

  17. Sou mãe de duas moças e enfrentei a mesma situação que vc Thais, tinha crises de consciência pesada por não dar atenção total as duas, mas tentava recuperar o tempo longe com qualidade e intensidade. Hoje são dua moças, uma alias já é mãe e vive a mesma coisa que eu vivi, e não me arrependo de nada, são batalhadoras e mulheres de fibra como nós. Bjus

  18. Sabe, eu vivo um momento diferente do seu, eu nunca trabalhei, meu marido sustenta a casa, me dedico exclusivamente na criação do meu filho de 7 anos, porém, eu sempre senti que algo faltava, tipo a tal da “realização profissional”, eu meio que sentia uma inveja daquelas mulheres poderosas vestidas com seus terninhos. Resolvi voltar à estudar, cursei faculdade e agora passei num concurso de um banco. Sei que não vai ser fácil, a separação do convívio diário com meu filho, mas só cuidando da casa eu me sinto um pouco frustrada. Eu sei que posso fazer mais. P.S Eu ainda pretendo ter outro filho, vou viver os dois lados da moeda. Beijo

  19. Thais, amo este blog pq é o meu sonho ser uma pessoa organizada, coisa q não sou. Mas amei o q tu escreveu é pura realidade. Tenho dois filhos uma com 6 anos e um bebê de 2 meses. Volto a trabalhar no dia 31 de julho e me dá até pânico só de pensar de como vai ser ficar longe do meu filhote e ter que cuidar de dois e trabalhar ainda o dia todo, mas é a vida. Aqui em casa nós dois trabalhamos e precisamos os dois trabalhar, não tem jeito. Mas um assunto que quero abordar é sobre as empresas entenderem as mães com filhos, principalmente bebês. Tenho uma colega que voltou da licença agora e o bebê dela ficou doente na creche, ficou até internado. O que me indignou foi que não aceitaram o atestado dela e vão descontar os dias que ela faltou para ficar com o bebê de 5 meses no hospital. Como pode isso né, ela esta desesperada, pois precisa trabalhar, mas já viu que não vai dar, pois os filhos são mais importante né.

  20. Muito legal o texto, Thais! Estou casando em 3 meses e vamos começar a “viver em equipe” 🙂 É ótimo ler sobre onde estão os pontos importantes do relacionamento! Acho que a comunicação é a melhor forma de se manter o casamento!

    Estou recomendando o texto para ela ler! Gostei bastante mesmo!

  21. Eu trabalho porque gosto! Tenho 2 filhos e poderia ficar sem trabalhar, logicamente com um padrão de vida mais baixo. Tento me dedicar ao máximo aos meus filhos, mas ao mesmo tempo sinto que o meu trabalho é útil para a sociedade. Não tenho dúvidas que as experiências que tenho no trabalho me tornam uma pessoa melhor e consequentemente uma mãe melhor.

  22. Caramba, amo esse blog.. Não sou mãe, mas criei minha irmã!
    Acompanho esse blog há mais de 1 mês e não existe um artigo que eu não gosto!
    Parabéns Thais, você é muit criativa (((:

  23. Parabéns pelo seu blog! Vc encontrou uma vocação. Escreve super bem e sobre assuntos muuuuito interessantes e úteis. Muito sucesso para você. Seu blog tem sido meu “livro” de cabeceira preferido. Tudo de bom para vc e sua família.

  24. Parabéns!! pelo seu blog. Nossa ao começar a ler este artigo fiquei feliz, pois pensei que somente eu sentia esta culpa. O meu filho esta com 2 anos e esta semana iniciou na creche meio período, nossa mas como essa fase de adaptação é dolorosa para ambos, estou muito preocupada , sera que esse choro passa logo?todos dizem que sim, mas cada dia que passa parece que não, estou em um dilema, amo meu filho, mas amo também o meu trabalho me sinto realizada e ao mesmo tempo culpada em ter que deixa-lo.

  25. Eu lí o blog por acaso. Pela propaganda no face. Tive que deixar tb um comentário. Veja bem eu era uma profissional realizada c o meu trabalho. Ate que escolhe ser mãe. Hoje eu cuido da minha filha e n trabalho. Só meu marido trabalha. Não é facil anossa vida. Falta grana para muita coisa. Só n deixamos de pagar os compromissos. as contas. Eu preferí colocar na balança. Pois tentei voltar ao trabalho várias vezes. Mas n tenho apoio da família e o salário que eu iria ganhar n dava pa colocar uma babá. por tempo integral. Se n eu iria trabalhar para pagar alguém imagina! então preferí n sacrificar minha filha. Cuidei e cuido até hoje. Ela tem 4 anos. está na escola, mas vira e mexe fica doente ou com febre e a escola manda buscar antes do horário. penso se eu estivesse trabalhando como seria?. Pq colocaria alguém em meio período p ficar c ela até eu chegar mas e na hora que ela ficasse doente na escola. Quem iria buscar? e dar conta d cuidar?
    è complicado. Eu acho que gostaria sim de trabalhar novamente. Por mim e por ela pq é muito triste ficar em casa o tempo todo cuidando de uma criança e da cas e do marido. Mas ao mesmo tempo penso em tudo isso. Hoje ela tem 4 anos e eu estou procurando emprego mas ja estou imaginando como será sem o apoio da família nem sei.

  26. Olá Thais. Você poderia indicar revistas e/ou sites com atividades lúdicas para se fazer com os filhos em casa??

  27. Ola Thais,
    Meu sonho agora e trabalhar fora, ja estou fazendo alguns cursos e estou correndo atraz,faz 8 anos que parei de trabalhar pra cuidar dos meus filhos, acho que trabalhar fora e uma realizacao pessoal, nos dar mais confiança em nos mesmas, meu marido e do tipo machista que NÃO aprova muito mulher trabalhar fora, mas isso NÃO esta tirando a minha determinacao.

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