January 2013

Posts no mês January 2013.

31 Jan 2013

Dúvida da leitora: o que fazer com presentes que não gostamos?

Olá, Thais!
Acompanho o vida organizada há um bom tempo, e posso dizer com toda a certeza que contribuiu e muito para eu me motivar quanto à organização.
Gostaria de ajuda pra um probleminha que muitas pessoas têm: presentes que ganhamos e que não tem a ver com o estilo da casa ou com o nosso estilo mesmo.. Eu por exemplo, ganhei um relógio em forma de sapo esses tempos, bem bonitinho… pra quem gosta de sapos, ou pra quem gosta de verde.. e sempre fico louca pra me desfazer mas sempre tem aquela coisa de “nossa, seria muito indelicado da minha parte com a pessoa que me presenteou”..
Enfim, gostaria de uma luz pra esse problema.
Tudo de bom pra você e pra sua família!
Abraço :)

Olá querida leitora,

Esse assunto é mesmo muito delicado.

Eu faria o seguinte: se, e somente se, essa pessoa fosse muito importante para mim, eu manteria o objeto. Especialmente se eu tiver lugar em casa para guardá-lo. Em todo o resto dos casos, eu doaria sem remorso. Não vale a pena manter em casa um objeto que não usamos ou muito menos que não gostamos, pois vira tralha. Nossa casa deve ser vista como um espaço sagrado, onde guardamos somente aquilo que gostamos e usamos, pois faz parte da nossa vida.

Muitas vezes, uma pessoa dá um presente qualquer para “se livrar” da obrigação de comprar o presente. Essa mesma pessoa pode visitar sua casa tempos depois e sequer se lembrar do presente. Ou ela mesma pode já ter repassado um presente que ganhou e não gostou.

Portanto, não se sinta culpada em doar o dito cujo. Se essa pessoa for à sua casa e tiver a indelicadeza de perguntar onde você guardou o tal presente, diga que quebrou, infelizmente. Coloque a culpa no gato, no bebê, diga que você é desastrada e deixou cair, mas livre-se desse fardo.

Não vale a pena manter em nossa casa algo que não amamos e que poderia estar sendo usado por outras pessoa. Não se sinta mal por isso, de verdade.

30 Jan 2013

Como viver uma vida mais simples

Imagem: Pinterest

Imagem: Pinterest

Já postei diversos textos aqui no blog sobre simplicidade voluntária, pois gosto muito do tema. No entanto, vivo me perguntando como ter uma vida mais simples, mesmo já tendo feito tantas coisas relacionadas a isso. Acho que é um exercício diário mesmo.

E é engraçado porque nossas prioridades mudam, não é verdade? Este ano eu comprei um móvel de apoio para o meu escritório, cuja principal função seria armazenar as minhas revistas. Tirando as revistas de casa e decoração, que uso muito de inspiração para decorar o nosso apartamento e trazer dicas para o blog, vivo me perguntando por que eu guardo algumas revistas. Mas não consigo me desfazer delas porque uma vez fiz isso e me arrependi enormemente depois. Ao mesmo tempo, não quero mais comprar revistas de moda para não ter mais uma revista para guardar, entendem? Ai, que difícil. Mas a verdade é essa: no fundo, todos nós sabemos como simplificar a vida, mas optamos por deixá-la um pouquinho mais complicada. Por quê?

Porque temos em mente que, para ter uma vida simples, precisamos nos desapegar das coisas e viver com menos. Mas será isso mesmo? Claro que ter menos coisas, morar em uma residência menor e ter menos projetos na vida facilitam e muito o dia a dia. Afinal, perdemos menos tempo limpando e fazendo outras coisas. Mas não é só disso que se trata a vida. A gente gosta de ter certas tranqueirinhas – coleções, suprimentos para hobbies, esse tipo de coisa. Vou lá eu jogar fora todos os pedais de guitarra do meu marido? Claro que não. Faz parte de quem ele é, e de mim também (metade dos pedais são meus, hihi). O mesmo vale para qualquer coisa na sua vida que você valorize. Isso é muito diferente de tralha. Tralha seria, usando o exemplo acima, cabos que não funcionam e estão desencapados, por exemplo. Aí não vale mesmo a pena ter, precisa tomar uma providência.

No mais, hoje, eu acredito que, para viver a vida de forma mais simples, não é só destralhar a casa e a vida. Ok, eu continuo acreditando nisso. Porém, acho que há atitudes mais importantes. São elas:

1. Ter bom-humor

Praticamente tudo na vida pode mudar de cara se a gente alterar a nossa própria perspectiva. Um trabalho chato pode se tornar suportável se você encarar os fatos do dia a dia com um pouquinho de bom-humor. Levar menos coisas a sério para manter a sanidade mental mesmo, não se estressar por pouco.

2. Ser uma pessoa honesta

Ter honestidade nos traz uma paz interior que não é possível descrever.

3. Saber dizer não

Isso é tão importante e fazemos tão pouco! Se conhecemos nossas prioridades na vida, é só dizer não para todo o resto. Sempre que alguma solicitação chegar a você, pergunte-se se ela tem a ver com o alcance dos seus objetivos. Se não tiver, diga não!

4. Controlar a ansiedade

Eu tenho tendência a ser muito ansiosa. Toda vez que me sinto assim, me pergunto o por que da ansiedade e tento ficar mais tranquila de alguma forma. Levanto, bebo água, dou uma volta, respiro. Deixo um caderno ao lado da cama, caso não esteja conseguindo dormir, cheia de ideias na cabeça, e por aí vai. A ansiedade pode nos levar a uma situação de estresse desnecessária, então por isso é bom controlá-la.

5. Aproveitar o momento

Planejar é excelente, mas precisamos lembrar que o presente é o futuro de ontem. Estamos vivendo hoje o que planejamos há algum tempo, e esse momento precisa ser aproveitado.

6. Focar no necessário

Sempre ter em mente as prioridades na vida!

7. Cuidar da saúde

Se a gente não se organizar nesse sentido, podemos ser surpreendidos com um problema de saúde inesperado. Por isso, é importante agendar consultas, fazer exames de rotina, praticar atividade física e cuidar da alimentação. Sem saúde, não conseguimos fazer mais nada.

Essas foram as atitudes que eu passei a adotar para deixar a minha vida mais leve. E você, o que acha que deixa a vida mais tranquila? Compartilhe nos comentários!

29 Jan 2013

Lidando com arquivos e agenda atualmente

No mês passado, eu comentei que, apesar de ter me acostumado a usar a agenda do Google, eu queria fazer novamente o teste com a agenda de papel em 2013, que foi minha boa companheira de tantos anos. Pois bem. Janeiro mal acabou e eu estou aqui para dizer que voltei à agenda do Google por vários motivos:

  1. Eu fico o tempo inteiro no computador, ou pelo menos quando preciso atualizar a agenda, então para mim é muito fácil atualizá-la;
  2. No meu trabalho, utilizamos a agenda do Google para agendar reuniões, então eu centralizo tudo em um mesmo lugar. Além do mais, se alguma reunião for alterada, a atualização é automática – eu não preciso passar para o papel ou, pior, correr o risco de perdê-la porque não vi a alteração de última hora;
  3. Meu marido também usa a agenda do Google;
  4. Também temos uma agenda do nosso filho, controlada por nós dois;
  5. Eu uso várias agendas lá ao mesmo tempo, dividindo por categorias, e isso é muito útil quando quero visualizar somente o que eu preciso.

O principal motivo pelo qual eu queria voltar à agenda de papel era ter sempre comigo a agenda, independente de baterias de celular ou conexões 3G. Porém, durante esse mês inteiro, eu precisei dessa disponibilidade somente uma vez. Será que vale a pena prejudicar toda a praticidade da agenda do Google em detrimento de situações que são exceção? Eu acho que não, e por isso voltei à agenda do Google.

Mas não tem problema, pois a minha agenda de papel está funcionando como uma excelente caixa de entrada. Não será desperdiçada.

Outra coisa que eu queria organizar há tempos era o nosso arquivo. Na nossa outra casa, eu costumava organizar a papelada por pastas, pois achava mais prático e com poder de armazenamento melhor (cabem mais coisas). Desta vez, com o espaço reduzido no apartamento, decidi voltar para as pastas suspensas e reduzir ao máximo. Comprei as pastas e o compartilhamento na Kalunga e ficou assim:

arquivos

Dentro de cada pasta (12 categorias, no total), eu coloquei divisórias de fichário transparentes para servirem como sub-divisórias. Então, em carro, por exemplo, tem: IPVA, seguro, acessórios, financiamento etc. Cada categoria tem suas sub-categorias próprias. Todas estão etiquetadas.

Gostei bastante do sistema, mas acredito que o ideal seja usar pastas em vez de divisórias de fichário, pois as folhas ficam mais presinhas. Como eu estava com o orçamento bem limitado, acabei optando pelas divisórias e elas funcionam bem também. Só não são o ideal. Por enquanto, elas são o suficiente.

Para quem não tem um arquivo organizado em casa, recomendo que faça o quanto antes. A sensação de saber onde estão todas as papeladas importantes é única!

Também mudei o meu esquema das 43 pastas do GTD:

43pastas

Utilizei o mesmo tipo de compartimento usado para os arquivos, para padronizar. Só as pastas suspensas que são de cores diferentes – as dos arquivos são pretas e as das 43 pastas, cor de rosa.

Já falei muitas vezes desse esquema de 43 pastas do GTD, também conhecido como arquivo de referência rápida. Eu não sei mais viver sem ele, basicamente. É uma das técnicas mais úteis do GTD. Todos os dias, eu vejo na pasta do dia em questão o que há de papelada para lidar ou levar para a rua, quando eu sair para o trabalho. E é incrível como em todas as vezes que eu vou pegar a pastinha do dia eu me deparo com algum papel que me faz pensar: “nossa, tinha me esquecido completamente!”. Se não fosse por esse sistema, certamente teria esquecido e ai de mim.

Eu tenho uma pasta fina de plástico transparente que levo todos os dias para a rua, e é nela onde eu coloco toda a papelada que preciso levar e depois trazer de volta. Fiz isso porque não gosto de deixar papel dobrado e misturado com o resto das coisas na bolsa. Quando eu chego em casa, o que está na pasta vai para a caixa de entrada e, sempre que eu tenho um tempo, eu processo esse material, arquivando o que for necessário, e cada coisa em seu lugar.

Este post resume bem como eu tenho lidado com a papelada atualmente.

28 Jan 2013

Primeiro lugar no prêmio Top Blog 2012

Prêmio Top Blog

Prêmio Top Blog

O Prêmio Top Blog é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante votação popular (júri popular) e acadêmica (júri acadêmico), os blogs brasileiros mais populares que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal e Profissional ) e suas respectivas categorias.

O Vida Organizada foi inscrito por leitores no prêmio e, no último sábado, venceu na categoria Casa e Decoração, através do júri popular.

Eu não pude comparecer à cerimônia de entrega do prêmio, por morar em outra cidade, mas uma amiga que estava lá presente me avisou. Eu gostaria apenas de agradecer todos os leitores do blog, que não só inscreveram o blog no prêmio como votaram nele até o fim! MUITO OBRIGADA! Esse prêmio eu devo a vocês.

27 Jan 2013

Linkagem de domingo {35}

Links da semana que eu li, gostei e gostaria de compartilhar com vocês:

 

Boa semana!

26 Jan 2013

Transformando sonhos em objetivos

Imagem: Pinterest

Imagem: Pinterest

É engraçado falar sobre sonhos, porque são tão poucas as pessoas que conseguem alcançá-los. Todos temos sonhos, mas na maioria das vezes acabamos deixando de lado por que mesmo? Ah sim, por causa da correria.

Eu gostaria de propôr aqui, então, que você transforme os seus sonhos em objetivos. Isso significa basicamente torná-los possíveis e trazê-los para mais perto de você. Mas como fazer isso?

Objetivos de longo-prazo: Comece exercitando a sua imaginação: o que você gostaria de dizer que fez no dia em que estiver morrendo? Você gostaria de, nesse momento, ser reconhecido(a) como uma pessoa que fez o quê? Eu chamo esses de objetivos a longo-prazo. Os meus são, basicamente, ser a melhor mãe possível, ser uma boa companheira, ter estabilidade financeira, conhecer os meus lugares preferidos no mundo, dentre outros, totalizando 10.

Meios: Depois disso, faça um mapa mental de cada um desses objetivos, ligando a eles tudo o que você acredita ser necessário fazer para alcançá-los. Neste momento, você elencará os objetivos que batem com as suas resoluções de ano novo. por exemplo, se seu objetivo de longo-prazo é ser uma pessoa saudável, você pode colocar agora que um meio para chegar lá é praticar uma atividade física. Defina meios para todos os objetivos. Não tem importância a quantidade de meios para cada objetivo – o essencial é que cada objetivo tenha pelo menos um meio.

Projetos: Agora sim vem a parte divertida, que é começar a estabelecer objetivos mais palpáveis, que basicamente se tornarão os seus projetos. Continuando o exemplo acima, você pode dizer que, para praticar uma atividade física, você deseja caminhar 30 minutos todos os dias pela manhã. Isso é um projetinho. Ou seja: o que efetivamente você precisa fazer se quiser praticar uma atividade física? Quais suas ideias? Academia, caminhar, praticar um esporte? Agora é a hora de pensar a respeito de acordo com a sua personalidade e as coisas que você sabe que gosta de fazer.

Tarefas: Por último, você destrinchará os seus projetos em pequenas tarefas. Se seu projeto é caminhar todos os dias pela manhã, você pode definir como tarefas: mudar o horário no trabalho, acertar o alarme para acordar mais cedo, deixar a roupa de ginástica separada de noite, avisar os familiares que sairá mais cedo etc. São tarefas imediatas, para fazer já ou umas na sequência das outras.

Quem diria que fazer um único telefonema hoje poderia contribuir para um objetivo de longo-prazo? É exatamente assim que se começa. Dando um passo de cada vez, sem perder de vista o horizonte. O nome disso é foco.

25 Jan 2013

Cuidando da casa sem estresse: diminua as expectativas

Imagem: A Beautiful Mess

Imagem: A Beautiful Mess

Eu recebo muitos comentários do tipo “não sei como você consegue” relacionados aos cuidados com a casa e o gerenciamento de todo o resto das atividades no dia a dia. Eu já tentei diversas vezes descrever aqui no blog como nós fazemos em casa, mas essa pergunta sempre surge. Então me dei conta de que talvez esteja faltando um detalhe importante no processo todo: minhas expectativas não são altas.

Pergunte a uma pessoa que limpa a casa qual a melhor sensação de todas, e ela responderá que é a de sentar no sofá com aquele sentimento de dever cumprido, pois a casa inteira está limpinha e cheirando a lavanda. Eu também adoro essa sensação, mas vocês também já pararam para pensar que, em uma casa com muito uso de todos os cômodos, muitas pessoas morando e circulando, fazer isso é uma trabalheira danada? Quer dizer, se quisermos ter a casa limpa e brilhando todos os dias, das duas uma: 1) ou contratamos uma pessoa para fazer isso por nós ou 2) largamos o emprego e fazemos só isso. Com as crianças na escolinha, é claro.

Se você pode pagar uma pessoa para limpar a casa para você, excelente! Então você não deve ter problemas com a rotina de limpeza em casa, já que não precisa fazer mais do que lavar a louça (e, em alguns casos, nem isso). Se você não pode pagar alguém nem largar o seu emprego, então precisamos bater um papinho sobre expectativas mais realistas.

Em primeiro lugar, devemos pensar que a casa deve nos servir, e não o contrário. A casa é o nosso abrigo – onde chegamos, depois de um dia cansativo, e queremos ter um lugar aconchegante para preparar a nossa refeição, descansar, nos relacionar com as pessoas que moramos, entre outras atividades domésticas. Se você vive em função da sua casa, ficando exausto(a) diariamente e com uma sensação de culpa tremenda porque não conseguiu fazer tudo o que queria, pode ser que você esteja mirando alto demais.

Vou contar uma novidade para você: não dá para ter uma casa brilhante, limpa e cheirosa, impecável, no dia a dia, se você não estiver em nenhuma das duas situações que eu citei ali em cima. Por favor, tire essa cobrança da sua cabeça e esse peso gigantesco das suas costas. O fantasma da neura não vai vir te assombrar como naquela propaganda idiota que só faz com que as brasileiras se sintam péssimas por ter uma vida fora de casa e outras atividades além-lar.

Vocês acham que a minha casa está impecavelmente limpa neste exato momento? É claro que não. Para ajudar em todo o processo, eu tenho as minhas listinhas de tudo o que eu preciso fazer diariamente, semanalmente etc (aqui). Se eu não conseguir fazer todas as tarefas da minha lista, vou chorar? Mas é claro que não, meus amigos. Essa é a realidade. Tem dias em que eu chego em casa tarde, porque fiz hora extra no trabalho e depois ainda tive que ir ao supermercado. Não dá para fazer em um dia desses o que eu faria em um dia livre. Mas aí eu vou compensando nos dias seguintes.

A grande questão é: não posso me sentir culpada se não consegui lavar a louça antes de dormir! É o melhor a ser feito? Sim. É altamente recomendável? Sim. É muito mais difícil lavar no dia seguinte? Sim. Eu deveria ter lavado aos pouquinhos em vez de deixar acumular? Sim. Mas a realidade nos prega peças, nosso dia a dia traz imprevistos e muitas vezes não conseguimos fazer o que é ideal, recomendável, melhor, ou até mesmo o satisfatório. E isso não tem problema algum, desde que você não faça da exceção uma regra e deixe sua casa sair dos eixos e ficar inabitável. Mas acredite em mim: se você está lendo este blog e tem essa preocupação, ela nunca chegará a esse ponto, então relaxe.

E aqui já vou entrar um pouco em um ponto muito pessoal, que é o seguinte: eu não sou fanática por limpeza. Já fui, mas não sou mais – provavelmente, desde que meu filho nasceu. Porque ali eu percebi que seria impossível dar conta de tudo. Eu passei a me incomodar MUITO menos com a poeirinha na estante ou no rack da tv, por exemplo, e a limpar somente quando realmente houvesse sujeira. Aliás, por que temos essa mania de limpar o que não está sujo? Hábito, simplesmente. O brasileiro tem o hábito de limpar só porque está na rotina – porque sábado é dia de faxina. Sendo que, muitas vezes, nem precisa.

Já cansei de transferir uma tarefa da lista semanal para a lista de 15 dias, ou da lista diária para a semanal. Isso faz parte. Se eu não consigo passar aspirador todos os dias, vou passar a cada dois, ou mesmo uma vez por semana. Não é isso que vai manter a minha família alimentada, por exemplo, ou as contas pagas. Existem tarefas que são muito mais importantes e que precisam ser feitas. Eu não posso deixar de cozinhar, por exemplo, nem de organizar as minhas contas, porque senão tudo entra em colapso. Também não posso deixar de lavar a louça ou a roupa. Há coisas que simplesmente precisamos fazer. E, quando eu digo que as suas listas de limpeza, especialmente as diárias, devem conter o mínimo essencial, é justamente porque ninguém merece se tornar escravo(a) da casa e passar o tempo todo limpando. A ideia é fazer o mínimo possível e otimizar o processo justamente para você conseguir se dedicar a outras atividades mais importantes para você, nem que elas sejam simplesmente descansar e ler um livro. Minha lista diária tem menos de 10 tarefas, sendo que a maioria delas já foi feita pelo meu marido antes de eu chegar. E são todas tarefas muito simples. Eu fico mais com a parte “gerencial”, tipo separar a roupa que vamos lavar amanhã (ele só “aperta o botão” e, se não estender durante o dia, eu faço isso de noite), definir o menu semanal, a lista de compras (eu adoro cuidar disso!), separar as contas (eu centralizo os pagamentos), organizar a mochila da escola do filhote. E o que ele faz é o básico, do dia a dia mesmo, que mantém a casa ok. Meu marido faz o mínimo. A diferença é que, os dois fazendo isso, já é bastante coisa.

Por isso eu friso novamente a importância de trabalhar em equipe. Muitas leitoras me dizem que seus maridos não ajudam. Meninas, para começar, “ajudar” é o termo errado. “Ajudar” significa que o papel de limpar é seu, e ele só está dando uma mãozinha, quando puder e quiser. Não, não. Quem mora na casa deve trabalhar em equipe, e é assim que as coisas devem ser. Ainda bem que nossa realidade está mudando. Entendo que existe muito homem cabeça dura por aí, mas a maioria hoje já faz até mais coisas que a mulher em casa. Isso porque a mulher está trabalhando, fazendo cursos, tendo uma vida também, que beleza! Basicamente, tendo finalmente os direitos que os homens sempre tiveram. Então é óbvio que a carga da mulher tem que ser dividida com os bonitões. Isso não é ajuda nenhuma. É obrigação.

Mas não vamos só colocar os maridos na fogueira não: todo mundo deve ajudar! Eu sei que filhos adolescentes podem oferecer certa resistência, mas não podemos desistir. Para mães de adolescentes, eu recomendo o seguinte: não dar mole. Ensinar independência, não fazer tudo o que pedem. E, para as mães de crianças menores, eu recomendo o envolvimento desde cedo das crianças nas tarefas de casa. Não é para colocar a criança de três anos para trabalhar, longe disso! Mas deixá-la junto com os pais enquanto eles executam uma tarefa, explicar o que está fazendo, mostrando como esfrega aqui e ali, pedindo para a criança entregar as peças de roupa para pendurar no varal, essas pequenas coisas. Envolver os filhos desde o início ajuda porque eles percebem que fazem parte de tudo aquilo – não são meros expectadores. Não existe técnica para resolver essa questão 100%, mas já podemos tentar diminuir o número de “traz o refri, mãe!” que você vai ouvir daqui a alguns anos.

Em resumo, o que eu realmente gostaria de dizer com este post é que precisamos ser mais realistas com relação às atividades de manutenção da casa, especialmente no que diz respeito à limpeza. Todo mundo adora uma casa limpinha e cheirosa o tempo todo. A realidade está longe disso, dentro das condições que estamos em nossa época, ocupados como estamos. Não devemos ter expectativas dos anos 1960 em 2013. Estamos em um período de transição de comportamentos domésticos, o que é excelente! Não há regras, assim como não sabemos o que o futuro nos reserva. A tecnologia está aí para nos ajudar, trazendo cada vez mais eletrodomésticos que, daqui a pouco, farão tudo para a gente. Mas, enquanto isso não acontece, precisamos lembrar que, da mesma forma que não ficamos o dia inteiro cuidando da casa, deixando-a impecável, não podemos achar que teremos aquele mesmo resultado. Não dá.

É claro que você pode gastar o seu sábado inteiro limpando a casa e fazendo uma faxina completa, mesmo sabendo que, no domingo, alguém pode fritar um bife na cozinha e adeus limpeza. Então eu me pergunto? Vale a pena todo esse trabalho para ter a casa impecável durante apenas algumas horas? Ou é melhor fazer aos poucos as tarefas durante a semana e manter a casa em um nível simplesmente ok, mas o tempo todo?

Sei que o post é polêmico e muitas pessoas não concordarão comigo. Só sei que pensar dessa forma me tornou uma pessoa muito mais livre e descansada no dia a dia, me possibilitando a dedicação a outras tarefas que estavam de lado justamente porque eu achava que “não tinha tempo”. Talvez essa mudança de expectativas possa te ajudar também.

24 Jan 2013

20 dicas fáceis, baratas e incríveis de organização

  1. Porta-guardanapos pode servir como posta-cartas na entrada de casa.
  2. Caixinhas de fitas k7 antigas podem ser usadas para guardar fones de ouvido na bolsa.
  3. Use rolos de papel higiênicos vazios para guardar rolos de papel de presente.
  4. Escorredor de pratos pode ser usado dentro do armário para organizar tampas de tupperwares, assadeiras etc.
  5. Sabe aquelas sapateiras baratas, de pendurar atrás da porta, vendidas em feiras livres? Você pode utilizá-las para guardar produtos de limpeza na área de serviço ou acessórios atrás da porta do banheiro.
  6. Use embalagens de ovos vazias para guardar miudezas, como bijouterias. O mesmo raciocínio vale para formas de gelo.
  7. Latas e embalagens de papelão vazias (como as de leite) podem ser limpas e usadas como porta-lápis, por exemplo.
  8. Sabe quando a gente compra um lençol ou jogo de cama e sobram aquelas embalagens plásticas com zíper? Você pode usá-la para guardar roupa íntima em malas de viagem ou, se tiver várias, usar para separar o lanche escolar do dia na geladeira, para os seus filhos. Basta pegar de manhã!
  9. Para levar dinheiro, chave e documentos em segurança para a praia, coloque-os dentro de um frasco vazio de protetor solar.
  10. Pinte a ponta das suas chaves com cores diferentes de esmaltes para identificar qual é qual.
  11. Use embalagens vazias de Pringles para guardar espaguete.
  12. Porta-talheres de gaveta podem ser usados para organizar as gavetas no escritório ou para guardar maquiagem.
  13. Caixas de madeira encontradas nos grandes mercados podem constituir uma estante, se colocadas umas em cima das outras.
  14. Use arames que vêm nas embalagens de pão de forma para amarrar os fios e deixá-los todos juntos.
  15. Coloque um pedaço de fita crepe em cada fio, próximo à tomada, e escreva nela a que aparelho aquele fio pertence.
  16. Sempre que comprar algo que venha dentro de uma caixa, encape-a e utilize-a como organizador para qualquer fim. As caixas de sapato são excelentes para isso, pois são estreitas. Guardam cintos, lenços, biquínis e muitas outras coisas.
  17. Cole um prendedor de roupas na parede com fita dupla-face e tenha um dispositivo para deixar recados.
  18. Faça uma lista de compras antes de ir ao supermercado, pois assim comprará menos, perderá menos alimentos e fará economia.
  19. Use objetos de armazenamento que você já tem em casa: caixas, vasos, canecas e outros citados neste post.
  20. Caixa de sabão em pó, se cortada, pode virar um porta-revistas. basta fazer um corte na diagonal, imitando aqueles porta-revistas vendidos em lojas.

Ninguém precisa de dinheiro para se organizar – você só precisa de criatividade!

 

23 Jan 2013

Dá para viver sem pressa hoje em dia?

Imagem: Pinterest

Imagem: Pinterest

Na semana passada, eu recebi um e-mail da minha mãe que só consegui responder três dias depois. Sim, minha vida tem andado corrida, pois temos feito muita coisa em casa e, agora na véspera de volta às aulas, temos muitas pendências para resolver (uniforme, materiais etc). Então eu fiquei me perguntando: será que dá para viver sem pressa hoje em dia, sem precisar largar tudo e ir vender coco na praia?

A resposta é sim, claro. E a organização só tem a nos ajudar nesse caso. Tudo o que é feito com planejamento e antecedência acaba trazendo tranquilidade aos nossos dias. Deixemos o caos para as pessoas desorganizadas ao nosso redor, o que já é o suficiente.

A resposta é não também, claro. Saber dizer mais não. Conhecer nossos limites, saber até onde podemos ir. Saber a quantidade de coisas que conseguimos fazer. A quantidade de sono suficiente.

A vida é feita de escolhas, mas também de necessidades. Infelizmente, não são todas as pessoas que podem largar uma vida estressante para viver de forma melhor. Sempre que eu penso que a minha vida está corrida, eu lembro de uma reportagem que eu vi com uma senhora que precisa acordar às 4h para levar o filho de ônibus para a casa da cunhada, onde o deixa para ir trabalhar e entrar às 8h, fazendo o mesmo percurso na volta, ainda cuidando da casa de noite e tentando descansar um pouco. Uma pessoa dessas tem condições de viver uma vida mais leve? Se ela tivesse oportunidade de estudo, sim. Mas como ela vai estudar, se chega tarde em casa e precisa pegar o filho? São muitas variáveis. Quem sou eu para falar delas?

O fato é que precisamos lidar com uma dose de pressa em nossa vida, porque o mundo é assim. Se nós não somos, as pessoas o são. Logo, acredito que o mais importante seja conseguirmos manter um certo equilíbrio interior, porque isso garante ao menos a nossa sanidade frente a tantos problemas.

E como conseguir isso? Se organizando? Em parte sim, porque a organização nos traz tranquilidade. Quando temos nossos projetos sob controle, ficamos menos preocupados com o que precisamos fazer. Mas não é só isso. A diferença está na atitude. Está em saber dizer não mesmo, como eu falei lá em cima, além de tomar a decisão importante de pensar em você e nos seus em primeiro lugar. Ter foco. Foco é o segredo.

Existe uma frase famosa que diz que ninguém pode fazer a gente sentir nada a não ser que a gente mesmo permita. Com relação à pressa, à ansiedade e à irritação, é assim também. Tente pegar mais leve no dia a dia, tendo bom-humor nas situações estressantes, quando o semáforo fechar, quando tiver que encarar a fila da farmácia, quando receber uma conta que vence amanhã. A partir do momento que mudamos nossa postura interna, o mundo passa a girar mais devagar. As pessoas podem reclamar, pois estão em círculo vicioso, mas somente nós podemos fazer algo por nós mesmos. Se isso é viver sem pressa, então que seja. Nossa saúde em primeiro lugar.

22 Jan 2013

Dúvida da leitora: o que fazer com o material do curso de Direito

Dúvida enviada pelo Facebook.

Oi! Primeiramente quero lhe parabenizar pelo blog, ele é ótimo, você é muito legal e entende nossos problemas de verdade, é muito inspiradora.

Estou com um problema de organização em relação aos meus materiais da faculdade, me formei em direito esse mês e dei uma limpa em tudo o que guardei, me livrei de provas e vou dar alguns materiais pra um amigo meu que faz o mesmo curso, mas tive que guardar uma quantidade considerável de papéis e cadernos, que fazem MUITO volume. Comprei duas pastas sanfonadas de 31 divisórias e o que restou eu dividi nelas. Não acho que foi a melhor solução, porque elas ficaram bem pesadas e volumosas, mas pelo menos diminui de umas 7 pastas que tinha pra duas grandes. Os cadernos são um problema, o que tinha de descartável neles eu tirei e joguei fora, mas tem coisas importantes que ainda são atuais e talvez eu precise pra algum concurso publico que pretendo fazer; pensei em tirar o arame dos cadernos, separar as folhas e colocar nas pastas com divisórias. O espaço aqui em casa é bem pequeno, é um flat, então é complicado. Será que voce pode ajudar? Li no blog que no final da faculdade deveríamos ter apenas uma pasta “faculdade”, mas no curso de direito isso é difícil! Enfim, parabens pelo blog!

Y. K.

Querida leitora,

Entendo sua aflição. O que você pode fazer é ter uma pasta para cada matéria, então. Essas pastas com divisórias, quando ficam muito cheias, ficam feias. Mas tente generalizar e ter a menor quantidade possível de pastas. A grande verdade também é que, daqui a uns cinco anos, você conseguirá filtrar melhor o que deve ficar.

A dica serve para concursos com material mais extenso também, como História.

Quanto a concursos, eu não teria essa preocupação, pois o estudo para concursos é diferente do estudo acadêmico. Os materiais são diferentes, pois é outro foco. Considere esse ponto também.

Boa sorte.