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1. Quando a casa está bagunçada, fico desanimada

Fiquei pouco mais de um mês um pouco mal de saúde, sem conseguir me abaixar, me esforçar, o que prejudicou o andamento da casa como um todo. Considerei até contratar uma moça para limpar a cada 15 dias, mas não consegui, porque minha consciência ficaria pesadíssima. Então fui levando. O fato foi que ver minha casa sem estar do jeito que eu estou acostumada me dava um desânimo enorme.

Lá em casa nós dividimos as tarefas, mas eu costumo ficar com o trabalho “mais pesado” (limpar banheiros, por exemplo), porque gosto de fazer do meu jeito, testar produtos, enfim, me sentir meio “heroína” nessas horas. E, enquanto estava mal, meu marido teve que fazer tudo sozinho e eu fiquei com tarefas bem leves, no nível de colocar a roupa na máquina pra lavar, só, ou estender a roupa. E é claro que ele ficou cansado e a casa não ficou tão limpa quanto gostaríamos (olha a péssima busca pela perfeição aí, gente!), e eu fiquei muito desanimada nesse tempo todo.

O desânimo era mais por não estar conseguindo me virar naquela situação e fiquei imaginando como idosos ou pessoas com necessidades especiais devem viver. Pagar para uma pessoa limpar a casa para você não é um pecado tão grande assim, eu pensei, mas enquanto eu puder fazer isso eu mesma, me sentirei melhor. Primeiro, porque eu gosto. Segundo, porque yes, we can. E passar por esse período de focar no essencial e tentar não buscar a perfeição me fez ver como é importante para o meu astral estar cuidando da casa. É algo que eu realmente gosto de fazer, porque mostro a mim mesma que me importo.

2. Mudar a perspectiva muda todo o cenário

Passei por diversas situações nos últimos meses quando fiquei desanimada com alguns projetos (quem nunca?). E o que eu aprendi em todas as vezes em que fiquei assim (não só neste ano, mas na vida), é que mudar a perspectiva muda todo o cenário. Não é ser boba(o) e tentar ver o lado bom de tudo, mas é a aceitação de que toda situação ensina algo para a gente, e devemos tirar proveito dela. Existe um ensinamento budista que diz que nós aprendemos mais com nossos inimigos que com nossos amigos. Se temos raiva de uma pessoa, tem um motivo. Por que temos raiva? O que posso aprender com essa situação? Como posso aprender a lidar quando estou perto dela? Devo me afastar? Devo conversar? Enfim, filosofias para a vida.

Toda vez que me pego um pouco desanimada com algum projeto (por mil motivos que sabemos que acontecem no dia-a-dia), eu procurava o ponto essencial dele (por que estou fazendo isso?) e focava nos benefícios que tudo aquilo estaria trazendo para mim. E, acima de tudo, no aprendizado que eu teria passando por aquela situação, que me prepararia para desafios no futuro.

Com isso, senti que amadureci mais um pouco percebendo que, se eu não mudar a mim mesma, como posso esperar que o mundo mude? A percepção de quem somos é mais importante que qualquer outra influência externa.

3. Organização realmente move montanhas

Até maio, mais ou menos, eu não pensava jamais que voltaria a emagrecer. Acho que de tanto ouvir as pessoas falarem que era impossível depois de uma certa idade, eu comecei a me sabotar com relação a isso. Porém, li muitas entrevistas de pessoas que eu gosto dizendo “precisamos cuidar do nosso corpo, é nosso maior bem” ou “faça o que for necessário para chegar ao seu peso ideal” que, sendo conceitos “certos” ou não, mexeram bastante comigo, e eu cheguei à conclusão que emagrecer era somente mais um objetivo a ser alcançado, assim como faço com todos os meus outros projetos de vida.

Quando realmente resolvi me organizar para emagrecer, eu emagreci. O que eu penso hoje? Na quantidade de anos que perdi simplesmente porque procrastinei esse emagrecimento investindo em atitudes erradas contra o meu corpo e negando o conhecimento que eu tenho dele. E isso não serve só para emagrecer não – serve para realizar sonhos no geral. Sonho, quando organizado, vira objetivo. E, por mais que eu tenha um blog sobre organização, esse processo todo que estou passando de emagrecimento só serviu para me comprovar isso. Quando a gente se organiza, nada segura.

Só um pequeno relato mais pessoal dos meus últimos aprendizados. Esse inverno foi muito rico para mim nesse sentido. =)

Thais Godinho
21/09/2012
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