July 2012

Posts no mês July 2012.

31 Jul 2012

Final de semana passeando com o filhote e dicas para conciliar tudo

Quem me conhece e acompanha o dia-a-dia com o meu filho sabe que eu sou super preocupada com a educação dele, especialmente em casa. Não me importo que ele use cor de rosa, brinque de panelinha ou de limpar a casa. Só de escrever essas palavras já me sinto como um extraterrestre, porque nem deveria existir essa distinção. Em casa mesmo, ele quis brincar de panelinha porque vê o pai cozinhando. Isso é normal. E eu sinceramente acho importante que ele cresça independente nesse sentido, sabendo como fazer as coisinhas em casa também.

Só foi engraçado porque ele tem uma coisa que é muito “de menino” mesmo, que é gostar de meios de transporte. Nunca vi igual. Ele consegue enxergar aviões que nem eu consigo ver direito e já decorou um monte de estações do metrô de São Paulo..! Enfim, ele realmente gosta. Aí nesse final de semana minha mãe nos levou para passear e ele teve a oportunidade de conhecer todos os meios de transporte possíveis! Tirou foto com barco, moto, avião de brinquedo, trator! Teve bastante coisa pra contar pra outra vovó quando voltamos pra casa.

Fomos até a marina onde minha mãe costumava velejar há alguns anos (eu também!). Era uma época divertida. Participei de algumas regatas tipo a Semana de Vela de Ilhabela-SP e adorava! Não levei para a frente porque minha mãe se mudou para outra cidade e meu acesso à coisa toda era através dela, simplesmente. Mas esse lugar em São Paulo fica na represa de Guarapiranga e muitos velejadores mantêm seus barcos lá para se divertir no final de semana. Nós fomos até lá para ele conhecer aquele mundaréu de água (ele ainda não conheceu o mar).

Ele parece tão minúsculo perto desse barco. Mas olha a carinha de feliz. =)

No domingo nós fomos ao parquinho brincar e fazer piquenique.

Resumindo, passamos o final de semana inteiro fora e, com isso, todas as tarefas domésticas do final de semana terão que ser distribuídas durante a semana. É mais cansativo, mas não tem outro jeito. Se você tem finais de semana em que não para em casa também, pode ser uma boa sugestão.

O que eu faço quando estou 100% com o meu filho é aproveitar os pequenos momentos em que ele fica brincando com a minha mãe e a minha avó para fazer outras coisas. Elas conseguem curtir mais e eu não deixo de fazer o que precisa ser feito. De qualquer forma, quem tem filhos precisa aprender a lidar com as interrupções. Este texto mesmo eu já interrompi para trocar uma fralda, contar letrinhas e pegar um suquinho. =) Faz parte.

Mais algumas dicas para fazer outras coisas quando estiver com o filhote:

  • Quando estiver sozinha(o) com ele, dê toda a atenção necessária na hora das brincadeiras. É importante.
  • Se ele estiver brincando entretidamente com algum brinquedo em específico, aproveite para fazer atividades perto dele. Ler um livro, lixar as unhas, fazer a lista de compras, tirar o pó dos móveis etc. Tem um montão de tarefinhas que você pode ir fazendo. Geralmente ele fica brincando no tapete e eu fico no sofá fazendo algo assim e conversando com ele, fazendo perguntas, aquela coisa.
  • Se estiver na sua própria casa, insira-o nas atividades domésticas. Peça ajuda para colocar a roupa suja na máquina, para pendurar a roupa molhada no varal, para recolhê-la depois, para arrumar as camas, guardar o que estiver fora do lugar etc.
  • Se estiver na casa da mãe, da sogra, da tia ou de qualquer outra pessoa que esteja com saudades e querendo aproveitar para mimar bastante, descanse. Nem que seja ficar sentada trocando ideias com essa pessoa enquanto ela brinca (e corre atrás!) do filhote. Se for alguém mais íntimo, você consegue até fazer outras coisas que demandam mais concentração.

O que eu faço é aproveitar o máximo possível o tempo que eu passo com ele, já que trabalho fora a semana inteira e, como todas as mães, sinto uma culpa enorme por não ficar mais com ele. Mas isso não significa que eu preciso ficar 100% sentada no chão brincando e deixando a vida passar do outro lado. Precisamos inserir as crianças em nossa rotina até mesmo para que elas vejam que é importante saber conciliar brincadeira, deveres e tudo o mais. Pelo menos é o que eu acredito.

30 Jul 2012

Por que você não consegue se organizar?

Todos os dias, em todos os posts, sempre recebo “pedidos de socorro” <3 de pessoas em diversas situações e com idade variada, me pedindo ajuda para se organizarem. Então hoje, em vez de falar, eu gostaria de ouvir cada um(a) de vocês.

Por favor, poste um comentário respondendo a pergunta: Por que você não consegue se organizar?

A ideia é conhecer cada um(a) um pouco mais e pensar em soluções para ajudá-las(os).

Obrigada, pessoal. =)

29 Jul 2012

Fazendo planos para a sua carreira

Frequentemente converso com amigos sobre nossas carreiras e sonhos, e outro dia uma amiga me perguntou o que ela deveria fazer para organizar melhor o que poderia fazer da vida em termos de trabalho. Como ela pareceu gostar das minhas sugestões, transformei-as em post e espero que possam ajudar vocês também.

Eu quero que você responda as seguintes perguntas:

1. Quais são suas metas em relação ao seu trabalho no período de um ano?

De agosto de 2012 a agosto de 2013, o que você pretende fazer? Terminar a faculdade, começar um curso de idiomas, fazer intercâmbio, ser promovida(o) e fazer um curso de extensão estão entre as alternativas. O importante é fazer pelo menos uma dessas coisas.

Quando eu penso na minha carreira e no que preciso ou não fazer, sempre coloco essa resposta em primeiro lugar. Isso significa que nunca ficarei um ano inteiro sem investir na minha carreira de uma forma ou de outra. Ou seja, não perderei tempo.

Se você não tem ânimo para o trabalho atual, talvez as alternativas para o seu caso sejam mudar de emprego, fazer uma especialização em outra área ou até mesmo iniciar outra faculdade. Só para constar, foi o que a minha amiga optou por fazer.

2. Onde você deseja estar daqui a cinco anos?

A mais que esperada pergunta em entrevistas na verdade é uma forma bem legal de reflexão interna. Onde queremos estar profissionalmente daqui a cinco anos? Se você estiver começando agora na faculdade, pode querer conseguir um emprego na sua área. Se estiver se formando agora, pode dizer que deseja já ter concluído uma pós-graduação. Se já tiver feito essas coisas, pode querer ingressar em um mestrado ou doutorado. Se é analista, pode querer ser gerente. Se é gerente, pode querer ser diretor(a). Ou pode ser que daqui a 5 anos você esteja aposentado(a) e querendo iniciar uma atividade nova. Também pode querer estar com o seu próprio negócio funcionando! São tantas as possibilidades que somente você para responder isso agora.

É difícil pensar nos próximos 5 anos e muitas pessoas dizem que é impossível fazer esse planejamento pois a vida muda o tempo todo. Sim, isso é verdade, mas é importante saber onde você quer chegar. E a única maneira de fazer isso é pensando a respeito sempre que puder.

3. O que você gostaria de fazer para o resto da vida?

Quer trabalhar em um escritório até se aposentar? Deseja abrir um negócio? Quer transformar um hobbie em algo lucrativo? Independente do que for, essa terceira pergunta pode te surpreender. Existe até um conto que não me lembro a autoria que era mais ou menos assim: um cara super rico tinha uma casa na praia, onde um morador local trabalhava como caseiro. Ele nunca ia para a tal casa, pois trabalhava muito. Era riquíssimo, porém. Décadas depois, ele se aposentou e foi para a casa da praia, passar alguns meses sem preocupações. Pegou sua vara de pescar, se sentou ao lado do caseiro na beira do píer e, ao jogar a linha na água, comentou:

– Eu trabalhei a vida inteira para estar aqui agora.

No que o caseiro disse:

– Eu também, mas eu sempre estive aqui.

Ou seja, o senhor aposentado poderia ter feito aquilo desde o início, se soubesse que seu objetivo final era viver daquele jeito.

Essa historinha serve para plantar uma sementinha na sua cabeça agora: o que você está fazendo no momento para viver a vida que sempre quis? E pergunte-se também se a vida que você sempre quis já não está ao seu alcance enquanto você vive uma ilusão equivocada.

Outro dia eu cheguei à seguinte conclusão: a gente sabe que encontrou nossa missão quando não vê mais diferença entre vida pessoal e trabalho. Isso não significa amar um trabalho que na verdade você só ama o salário, nem largar tudo e morrer de fome com seu livro preferido embaixo do braço. Significa encontrar a sua verdadeira vocação (seja qual for) e viver de acordo com o que você acredita.

Isso é difícil de encontrar. Enquanto você não encontra, vá seguindo o que você acha certo no momento, simplesmente. O que não te levará a lugar algum é ficar parada(o), com toda a certeza. Por isso, espero que definir essas metas de 1 ano, 5 anos e para toda sua vida te ajudem a pensar a respeito do que você quer ser “quando você crescer”.

Um bom domingo para você.

28 Jul 2012

Envelopes nos cadernos

Imagem: Martha Stewart

Hoje eu só vim compartilhar uma ideia simples, bem daquelas “por que eu nunca pensei nisso antes?”. Claro que tinha que ser da Martha Stewart!

E a ideia é: colar envelopes na parte de dentro da capa dos seus livros e cadernos, para ter uma forma de guardar papéis, fotos e lembretes junto com eles.

Tão simples e tão prático! Basta escolher envelopes de papel comuns, vendidos em papelarias (prefira os coloridos!) e colar com cola branca. Dá vontade de fazer em todos os cadernos!

27 Jul 2012

Compras de Natal antecipadas

Uma das maneiras de se ter um Natal mais prático é antecipar as compras de final de ano o máximo que você puder. Veja como isso pode ser feito:

Faça uma lista de presentes

Em uma folha de papel, faça uma lista simples de pessoas que pretende presentear no próximo Natal. Você pode inclusive já escrever algumas ideias de presentes para cada pessoa. Não tenha medo de repetir presentes para pessoas que não se conhecem, porque aí você simplifica o processo de compra. Você também pode definir que quer fazer alguns presentes, como uma caixa com decoupáge e coisinhas desse tipo. Por isso é bom planejar desde cedo, porque aí você tem tempo para fazer tudo sem pressa e sem atrapalhar seu dia-a-dia e o seu bolso.

Faça uma lista de objetos de decoração

Você já deve ter alguns objetos de decoração de Natal em casa. Se for o caso, verifique o que está quebrado ou faltando e complemente a sua lista. Se você não tiver nada (como eu), faça uma lista enxuta do que deseja comprar. Como nós nos mudamos em dezembro, não temos nada de Natal, a não ser as luzinhas (que uso para outros fins também na decoração). Pretendo comprar somente a árvore e fazer todo o resto. Sem muita tralha, por favor.

Estabeleça metas nos próximos meses

Com as duas listas em mãos, planeje as compras nos próximos meses. Deixe para o começo de dezembro somente as compras de Natal de última hora, como um presente para o seu chefe, se ele te chamar para um jantar no final do ano (acontece), ou uma reunião de amigos da faculdade que terá um amigo-secreto. Todos os outros presentes já previsíveis podem ser comprados com antecedência, sem pressa e mais em conta.

Eu faço assim: com a minha lista de presentes já feita, aproveito para comprar algo sempre que vou aos lugares onde são vendidos aqueles presentes. Não tenho uma meta fixa de comprar X presentes por mês, por exemplo, mas sempre tento estar com todos comprados até novembro. O mesmo vale para as embalagens de presentes e decoração. Agora é uma excelente época para comprar essas coisas porque algumas lojas atacadistas já estão vendendo esses materiais por um preço muito mais baixo, e você economiza muito. Outra época boa para comprar artigos de decoração e embalagem de Natal é em janeiro, depois do Natal.

Mais uma vez, vale lembrar: não é para pirar e parar a vida para comprar presentes. É justamente para ir fazendo aos poucos, quando você estiver no shopping, por exemplo, ou em uma papelaria. Esse planejamento serve exatamente para que você não tenha que correr com isso de última hora e gastar tudo de uma só vez.

26 Jul 2012

A importância da organização na minha vida

Ter um blog é uma rua de duas vias. Tem o lado bom que é o de ter um canto seu para escrever, falar da vida, conhecer pessoas, trocar ideias. O lado ruim é que você acaba dando a sua cara a tapa publicamente, o que pode não ser muito legal para um monte de pessoas. Eu já tenho blog há tanto tempo que, sinceramente, aprendi a lidar com tudo isso. Às vezes recebo alguns comentários que são pura e simplesmente para falar “credo, que neurótica” ou “você deve ser chata com toda essa mania de organização” e por aí vai.

Então eu pego meu café, me distraio com os feeds e esqueço o assunto. Mas eu volto ao blog para responder os comentários (de toda forma) e me deparo com todos esses “julgamentos” novamente. E por que eu estou falando sobre isso? Vou explicar:

Eu tenho um diário de papel. Porque né, eu gosto de escrever, e não, acredito que as pessoas não devam escrever TUDO sobre as suas vidas na Internet. Ainda temos um pouco de privacidade no mundo off-line, obrigada. Outro dia estava relendo meu diário da época da gravidez, a morte do meu pai, o pós-parto. Durante uns três anos, eu estive em um estado bem diferente do que considero a minha identidade mesmo. Difícil explicar. Eu comentei um pouco no post onde falo como me tornei organizada: saí do meu emprego, radicalizei no minimalismo, questionei minha vida toda, enfim. Durante uns três anos, eu vivi em busca dessa identidade. Antes disso, quando eu trabalhava em uma agência de publicidade e tinha mil compromissos e projetos ao mesmo tempo, eu sempre estava naquele “estado” que o David Allen fala, que não deixa de ser uma coisa meio zen: você tem controle de tudo, consegue executar as coisas, e sua vida vai caminhando a passos largos, com os objetivos sendo cumpridos. Um dia eu decidi largar todos os meus métodos de organização e simplesmente viver! Foi como comentei naquele post: doei roupas, me desfiz de muita coisa. Tive tempo para ler, escrever mais, pintar, me intelectualizar. Foi um período importante mas, quando olho hoje, com um certo distanciamento, vejo como eu saí daquele estado que considerava estressante, sem levar em conta que ele era grande parte de mim e, por isso mesmo, não era estressante – era zen!

Parece um paradoxo? Pois bem. Depois de muito tempo vivendo sem objetivos planejados, com ações e metas definidas, aquilo sim se tornou estressante para mim. Li algumas coisas no meu diário que me assustaram porque fiquei me perguntando por que perdi tanto tempo na vida sem me aceitar como eu realmente sou, e nem falo sobre a influência de outras pessoas – falo sobre essa minha coisa de gostar de ser organizada e de repente ter largado tudo assim, achando que seria uma coisa boa. Ter largado todos os meus projetos, a verve toda que me mantinha correndo para lá e para cá, que me deixava feliz.

Meu filho nasceu, eu trabalhava em casa. Quando eu voltei a trabalhar em uma agência de publicidade, oito meses depois, eu fui voltando lentamente ao meu estado ativo, que hoje sei que é o meu estado zen de verdade! Essa semana estava em casa, de noite, escrevendo, e percebi como a minha vida está boa, no geral. É claro, óbvio, que tenho os meus problemas em todas as áreas da minha vida – chateações na área profissional, falta de dinheiro, projetos que não tenho condições de começar agora (mas queria), discussões bobocas em casa (que às vezes acontecem), enfim, as coisas do cotidiano mesmo que acontecem na vida de todos nós. Mas eu me vi no meu estado zen novamente, com todos os projetos em andamento, getting things done, parodiando o David Allen. E descobri que essa sou eu, e que a organização na verdade foi a forma que eu encontrei de ter a minha vida de acordo com o que acredito, pois consigo alcançar meus objetivos. Quando eu deixei a organização de lado, me vi em uma situação onde não parecia eu, com sérias consequências. Então fico feliz e satisfeita por estar aqui hoje.

Esses comentários que eu citei no início do post me deram um sorriso de canto de boca porque eu não sou nenhuma daquelas coisas, muito menos acredito em um “ideal de organização”. Eu não me importo se a minha mesa está cheia de papéis, contanto que eu saiba do que se trata cada um deles. Eu não me importo se o meu marido deixar a roupa suja no banheiro dele, porque isso não é mais importante que o nosso relacionamento. Eu me importo sim em deixar a minha vida passar sem estar aproveitando cada momento, e a organização me permite isso. Talvez não sirva para muitas pessoas, mas a minha experiência própria e com amigos, conhecidos, me mostrou que com um mínimo de organização todos nós podemos fazer acontecer, independente da quantidade de projetos e áreas de responsabilidade em nossas vidas e ainda mais independente do nível de organização que cada um de nós tem. Seja você uma pessoa com 16 anos que precisa se organizar para os estudos, uma dona de casa que tem mil projetinhos e hobbies, um pai que mora sozinho com o filho e chega tarde em casa sem ter tempo para nada nunca, uma senhora aposentada em busca de novas atividades, uma presidente de multinacional que engravidou ao mesmo tempo que precisa revolucionar a empresa, ou seja, todo mundo.

Isso não significa que você precisa ser uma pessoa viciada em organização, neurótica e tudo o mais. E, mesmo que seja, qual o problema? Cada um na sua. Uma coisa que os meus 30 anos de idade me trouxeram foi a maturidade para saber muito bem quem eu sou e o que eu deixo entrar na minha vida ou não, e principalmente as brigas que eu devo comprar. Já sei o que funciona para mim, e ser organizada é uma dessas coisas. Saber que cada um tem um modo de pensar e todo um background de vida que constrói a personalidade é outra. Eu acho que a busca pela nossa identidade é o único objetivo de vida fundamental.

“Às vezes as escolhas erradas nos levam aos lugares certos.” – Imagem retirada do Pinterest

25 Jul 2012

Organizando o guarda-roupa no inverno

No último sábado, eu aproveitei o tempinho de folga para organizar o meu guarda-roupa. Eu precisava fazer isso pelos seguintes motivos:

1 - Estou emagrecendo e algumas roupas antigas já me servem novamente, e muitas já estão demasiado largas.
2 - Meu guarda-roupa estava lotado desde a mudança. Tudo bem que guardo roupa de cama e banho nele também, mas eu achava que tem muita roupa lá, de qualquer forma.
3 - Gosto de fazer esse destralhamento a cada estação para doar o que eu não uso mais e ajudar outras pessoas.

Separe as roupas em categorias de ações

A organização ainda está em processo. Afinal, quem tem tempo para fazer tudo de uma vez? Mas só pela primeira seleção que eu fiz, já valeu a pena. Experimentei peça por peça e separei as roupas em quatro grupos: ficar, doar, consertar, tingir. As roupas doadas ocuparam um saco de plástico bem grande. Para tingir, dois sacos. E finalmente, para consertar, um saco pequeno. As roupas para tingir são roupas boas, que estão em perfeito estado, mas precisam de um up na cor porque estão desbotadas.

Aí é só definir os próximos passos para as roupas separadas:

As que ficam devem ser organizadas direitinho no guarda-roupa (já fiz naquele dia mesmo).
As que serão doadas estão separadas para que eu doe na semana que vem.
As que preciso consertar eu separei em uma pilha de consertos simples (que eu mesma posso fazer, como uma costura que abriu um pouquinho ou um botão que esteja caindo) e uma com consertos tipo fazer a barra ou ajustar, que precisam de uma costureira. Essas eu levarei na sexta-feira, junto com as roupas que vou tingir (é no mesmo lugar).

Saiba o que você precisa ter

Depois de alguns meses, posso dizer aqui como tem sido bom e organizado da minha parte tem feito aquela lista de peças para toda a vida, pois consegui organizar o meu orçamento e, a cada mês, tenho novas opções para otimizar as roupas que uso no dia-a-dia. Todo mês, eu defino um orçamento médio para as novas aquisições e me atenho a ele. Mais ou menos assim: em um mês, posso comprar uma coisa mais cara, como um vestido ou uma jaqueta, a definir, uma mais barata, como uma camiseta ou blusa estampada, e itens mais baratinhos de manutenção mesmo, como calcinhas, meias-calças, meias sociais etc. Este mês eu comprei um vestido colorido (a ideia é comprar outro só daqui a um ano), uma calça colorida (a cada oito anos!), uma camiseta pólo (a cada dois anos), uma meia-calça (todo mês), e ainda faltam uma meia social e uma calcinha (todo mês). Extremamente didático e mastigadinho, mas a praticidade é indescritível.

Quando eu fui comprar a minha calça colorida (burgundy!), experimentei uma outra calça que ficou linda, linda. Mas eu fiquei no meu orçamento e optei por uma das duas. Se eu não tivesse essa listinha e um orçamento definido, certamente teria levado a outra sem problemas.

Eleja as peças-chave para o frio

Eu tenho um estilo que fica entre o clássico e o casual na hora de me vestir, então as minhas peças-chave para o frio são:

  • Trench coat, que vai por cima de todas as suas blusas de frio para quebrar o vento e ainda dá um ar mais arrumadinho. Eu tenho somente um (bege claro), mas acho legal ter pelo menos mais um vermelho e um preto;
  • Cardigans e suéteres em cores variadas, pois para mim são os verdadeiros curingas do inverno. Os básicos na minha opinião são nas seguintes cores: preto, cinza, azul marinho, bege claro, bege escuro.
  • Meias-calças, pois não vivo sem elas. Uso muitas saias e vestidos e mesmo com calças elas são boas naqueles dias extremamente frios. Tenho muitas pretas, mas também as coloridas;
  • Botas são o melhor calçado para o inverno, porque cobrem mais os pés e, dependendo da altura do cano, a perna toda;
  • Cachecóis e pashminas, pois protegem o peito e o pescoço e também deixam o visual mais incrementado e divertido, se forem coloridos;
  • Camisetas de algodão para usar por baixo das blusas;
  • Segunda pele. Tenho várias blusas assim e elas são fundamentais para não parecer um bolinho de chuva quando estiver abaixo de oito graus.

Em um típico dia frio, uso todos os itens acima. Não saberia viver sem eles.

Estabelecendo um orçamento para novas aquisições e deixando seu guarda-roupa funcional para o dia-a-dia, o inverno se torna muito mais fácil. Especialmente quando precisamos levantar bem cedo e está aquele frio!