April 2012

Posts no mês April 2012.

30 Apr 2012

Inspiração: a chuva e o frio

Eu não sei quanto a vocês, mas eu adoro escrever quando está frio e chovendo. Espero o filhote dormir, ou então acordo mais cedo, preparo uma xícara de chá e sento calmamente ao computador para escrever, ou me aconchego no sofá com um caderno e uma caneta na mão. Acho que não há nada no mundo que eu goste de fazer mais. E você?

27 Apr 2012

Agenda ou diário com fichas de papel

Eu já tinha visto essa ideia no Pinterest e precisava compartilhar com vocês, porque acho tão simples e lindinha!

Você pode usar como diário ou como agenda mesmo, anotando seus compromissos para os dias em questão, ou ainda utilizar como o arquivo de referência rápida do David Allen. Essa foto aí de cima foi tirada daqui.

Talvez eu faça ano que vem. <3

26 Apr 2012

Mães e projetos de vida

Confesso que, quando eu me tornei mãe, não imaginava como a minha vida mudaria a partir daquele momento. Pode parecer extrema ingenuidade, mas acho que nós nunca estamos preparadas para ter filhos até que eles nasçam, por mais experientes que a gente possa ser com filhos dos outros. Ter uma pessoinha dependendo de você 24 horas por dia é trabalhoso demais e um impacto enorme na vida de qualquer mulher.

Quando eu paro para pensar em tudo o que aconteceu nos últimos três anos, fico chocada com as mudanças que aconteceram na minha vida. Foram muitas! Desde a notícia da gravidez até hoje, minha vida passou por muitas situações de extrema mudança que os apaixonados por astrologia atribuirão ao retorno de Saturno. Outra mudança nesse sentido foi ter mudado meu nome quando me casei, o que alterou a numerologia também, mas foi proposital, e é incrível como tudo se encaixa e agora as coisas estão começando a entrar nos eixos depois desse período que pareceu um furacão.

No dia em que fiz o teste de gravidez, estava completando um mês que eu tinha deixado meu último emprego para trabalhar em casa e nós não podíamos acreditar na coincidência. Uma felicidade tremenda tomou conta de mim, como eu nunca havia sentido antes, e naquele dia eu fui assistir ao show da banda do meu marido me sentindo a mulher mais bonita do mundo.

Quando nosso filho nasceu, resolvi me dedicar totalmente a ele porque fiquei extremamente cansada e sem forças para fazer qualquer outra coisa. Tive complicações na gravidez que se estenderam até depois do nascimento e eu demorei para me recuperar. Frequentemente recebo aqui no blog comentários de mães com bebês de um, dois, três meses me perguntando como fazer para organizar a casa, e eu sempre respondo: “gente, por favor, você tem um bebê recém-nascido em casa, esqueça o resto!”, porque me lembro dessa fase com o meu filho e a única coisa que eu conseguia fazer era realmente descansar sempre que podia. Eu estava extremamente voltada para os cuidados com ele e até criei um blog sobre o método da Encantadora de Bebês, pois estava dando tão certo conosco que eu precisava compartilhar o que estava vivenciando. Eu não sei como teria sido se eu não tivesse aprendido a importância de ter uma rotina com o bebê desde o dia em que ele nasceu.

Um projeto que deixei de lado foi estudar para concursos públicos. Quando engravidei e estava trabalhando em casa, achei que conseguiria aproveitar esse tempo para estudar bastante, mas em poucos meses precisei deixar tudo de lado. Quando recebi uma nova proposta de trabalho, e meu filho tinha oito meses de idade, eu aceitei porque eu sentia muita falta de trabalhar fora de casa. Ficar em casa estava me deixando um pouco deprimida, até, porque eu tinha deixado a minha carreira de lado. Era bom poder ficar com o nosso filho, mas eu sentia falta daquilo que sempre tinha sido a minha vida. E, assim, eu voltei a trabalhar em uma agência. Era perto de casa (ia e voltava a pé) e eu não ficava muito tempo longe do meu filho, mas foi um duro período de adaptação.

Em menos de um ano, eu não só voltei a trabalhar fora depois de ter um filho, como dei um up aqui no blog (atualizar todos os dias não é fácil, meninas!), comecei a minha pós-graduação e mudamos de cidade em decorrência de um novo emprego! Ou seja, foram muitas mudanças em pouquíssimo tempo e só aos poucos a nossa ficha vai caindo com relação a tudo.

Hoje, quando eu paro para pensar, acho que perdi muito tempo na vida com projetos bobocas que não tinham absolutamente nada a ver com meus objetivos de longo prazo, e isso pode ter feito diferença nessa vontade de querer fazer muito de uma só vez. Por exemplo, eu deveria ter feito a minha pós-graduação antes de engravidar. Poderia ter feito um intercâmbio também. Mas ao mesmo tempo eu penso que, se não fiz essas coisas, foi porque não tive a oportunidade mesmo, nem tempo (trabalhei três anos em dois empregos que me mantinham até bem tarde na empresa). As coisas acontecem quando a gente faz acontecer mesmo, e a gente só faz acontecer quando é prioridade e tem planejamento. Demorei para entender isso de verdade, mas agora me sinto nos eixos.

Na semana retrasada, meu filho completou dois anos de vida. Ele passou do estágio bebê para criança e a melhor decisão que eu tomei foi a de ter mudado para passar mais tempo com ele. Todo o meu dia, minha semana e minha vida foram adequados para que eu possa passar com ele o melhor tempo possível, mesmo com tantas atividades. Mas é uma luta diária, pois sempre recebo convites e ideias para projetos que envolvem finais de semana e tenho que ficar “ai, desculpa, queria muito poder participar, mas vou ficar com o filhote” etc. Eu não abro mão disso. Mas acho que isso é coisa pela qual todas as mães passam.

Porque, no final das contas, o que é importante na nossa vida? Cada um tem as suas prioridades. Toda mãe e todo pai precisam se lembrar que são responsáveis pela formação de um novo ser humano, e que isso envolve carinho, atenção, não só matricular nas melhores escolas e em dezenas de cursos extra-curriculares. Acima de tudo, envolve respeito, disponibilidade e exemplo. Quando eu recebi aquela primeira proposta de emprego depois que ele nasceu, eu me perguntei: “que tipo de mãe eu quero ser para o meu filho? Que exemplo eu quero dar a ele?”. E a minha resposta foi: quero ser uma mãe que tem vida própria também, mas nunca, nunquinha, deixando de ficar com ele para fazer coisas menos importantes. E a conclusão é que isso é uma resposta para qualquer situação, independente de trabalhar fora de casa ou me dedicar exclusivamente aos cuidados com ele.

Mães que trabalham em casa (e incluo aqui tanto o trabalho formal, assalariado, ou remunerado, quanto o trabalho de cuidar da casa e dos filhos) podem e devem ter vida própria da mesma forma. Eu não consegui fazer isso porque prefiro trabalhar fora – faz parte de quem eu sou. O que eu quero dizer é que a responsabilidade por ter vida própria vai de cada uma de nós. Não é porque você trabalha em casa que não pode ter isso. A vida é cheia de possibilidades e o trabalho é só uma delas.

Escrevi esse texto enorme apenas para dizer que precisamos tomar o controle da nossa vida, independente de trabalharmos fora ou não, independente de termos um ou sete filhos, independente de sermos casadas ou solteiras. Ter um ou mais filhos deixa a nossa vida trabalhosa, mas continua sendo vida. Se não fizermos um esforço para alcançar nossos objetivos, ninguém fará por nós. O negócio é deixar a desculpite de lado, traçar planos e pôr a mão na massa.

Boa sorte.

25 Apr 2012

Organizando um piquenique

Organizar um piquenique deve ser uma tarefa agradável, e não uma atividade cheia de estresse só porque você se esqueceu de levar o essencial. Sendo assim, elaborei este pequeno guia para ajudá-la(o) no que for necessário. Com o feriado chegando, pode ser que você se anime. =)

O que levar em um piquenique?

  • Geladeira de isopor ou caixa térmica para guardar os lanches e as bebidas.
  • Carrinho (daqueles de levar mochilas) para carregar as coisas.
  • Máquina fotográfica para registrar os momentos felizes.
  • Protetor solar e bonés.
  • Toalha para colocar no chão ou sobre a mesa. Leve uma de algodão para ter mais mobilidade.
  • Guardanapos. Se preferir, troque por uma boa quantidade de papéis-toalha.
  • Pratinhos e copos de plástico. Leve sempre 2 a mais do que o necessário, caso alguma criança derrube no chão ou caia algum inseto dentro, coisas do tipo.
  • Sacos de plástico para guardar o lixo e jogar na primeira lixeira que encontrarem.
  • Mapa ou guia do local.

O que comer e beber?

Vai do gosto de cada uma das crianças. Não adianta querer forçar um lanche que elas provavelmente não comerão. Alguns lanchinhos são básicos e costumam agradar a todos os gostos:

  • Bolachas recheadas, daquelas tipo Passatempo, Trakinas etc.
  • Sanduíches de atum e pão de forma branco. Você pdoe fazer uma variação com salpicão.
  • Bolachas de água e sal com manteiga, fechadas, formando um sanduíche.
  • Frutas fáceis de comer, como maçã, banana, mexerica, pêra, uvas.
  • Salgadinhos que podem ser comidos frios. Tente evitar esta opção, pois fritura é sempre a pior alternativa para crianças (e para os adultos também).
  • Sucos variados. Leve uma garrafinha de 1 litro para cada opção. Uma que sempre dá certo é groselha. Leve sabores que agradarão as crianças, como uva, morango, laranja. Evite sabores cítricos demais ou misturas extravagantes como cenoura com beterraba.

Programe atividades de recreação com as crianças. Isso depende exclusivamente do lugar onde será realizado o piquenique. Se for no zoológico, por exemplo, pergunte de que animais gostaram mais ou menos, o que ainda gostariam de ver etc. Se for em um parque, faça a brincadeira de buscar objetos das cores que você disser. Leve raquetes de frescobol, potinhos para fazer bolhas de sabão ou bolas. Há uma infinidade de brincadeiras que só o lugar poderá ditar. Observe ao seu redor e seja criativa(o)!

24 Apr 2012

Minha filosofia de organização

Imagem: Getty Images

Não é possível organizar a casa inteira em 15 minutos, mas você pode organizar uma gaveta. E amanhã, uma caixa. E depois, suas fotos.

Sua vida não ficou bagunçada da noite para o dia e não será assim que ela ficará organizada. Organização é um hábito, e hábitos são desenvolvidos.

Não espere milagres nem perfeccionismo, mas faça o melhor que puder. :)

A perfeição é a inimiga número um da organização.