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Imagem: Getty Images

Sem hipocrisia: todo mundo tem tralha em casa. Todo mundo tem aquele objeto boboca (ou vários, convenhamos) que não quer se desfazer de forma alguma. O problema aparece quando a vida começa a ser prejudicada pelo excesso da bagunça. Sempre que eu fico em dúvida se devo me desfazer de algo ou não, eu tenho em mente esses três conceitos:

1. Objetos não são pessoas. O amor não é feito de plástico. Nada é mais importante que a família, as pessoas que amamos, nossos amigos, enfim, os relacionamentos de verdade. Muitas vezes dizemos que “amamos” determinada coisa quando na verdade isso é um conceito perigoso. Será que você “ama” a tralha mais do que ama a sua família, que está sendo prejudicada pela presença da bagunça? Lembre-se também que objetos que pertenceram a alguém que já se foi não são a pessoa em si. Pergunte-se se vale a pena manter somente porque pertenceu a algum parente ou pessoa querida. Você encontra lembranças no objeto ou no seu coração?

2. Foque no que você pode fazer, não no que já foi feito. Eu tenho aqui em casa todo meu equipamento de camping que não uso há mais de dois anos (desde que engravidei). Fico guardando porque espero voltar a fazer hiking e acampar, mas será que voltarei a fazer isso tão cedo? E mais: será que a dúvida sobre algo que eu supostamente queira fazer daqui a alguns anos é mais importante que a minha convivência diária com aquelas coisas dentro da minha casa? Por exemplo, você pode manter em casa alguns retalhos de tecido que costumava usar quando costurava há tempos. Se você não está se dedicando a essa atividade há tanto tempo, será que vale a pena manter esse material? Não seria muito melhor abrir espaço na casa para o novo ou mesmo para o que você já está fazendo e não encontra tempo ou espaço para se dedicar mais? Todos nós temos objetos que usamos e ficamos em dúvida sobre se desfazer ou não porque, afinal, “usamos durante tanto tempo, pode ser que a gente volte a usar qualquer dia desses”. Se esse dia não tem uma perspectiva tão breve de volta, considere o descarte.

3. Não é uma competição sobre quem tem mais. Eu sei como comprar é gostoso. Sou, como muitas pessoas, uma consumista em potencial. Mas aprendi a pensar da seguinte forma: “prefiro isso ou o dinheiro que isso vale?” Ou além: “esse objeto vale o espaço que ele vai ocupar em casa?”. Quantas vezes deixei de comprar uma revista porque eu não tinha o menor interesse em guardá-la depois de ler? O conceito fundamental para ter em mente é: sempre existirão produtos novos, com mais tecnologia e maravilhosos. Nunca vai acabar a oferta de itens bacanas que podemos comprar. Nós é quem precisamos colocar um limite, senão a situação se torna insustentável, além de nada saudável financeiramente. Não importa se outras pessoas têm determinado produto e você “se sente de fora”. Foque em sentimentos mais importantes.

Uma das maiores dificuldades encontradas na hora de destralhar a casa é o apego que é desenvolvido por coisas, objetos. Por algum motivo, queremos manter itens que, para qualquer outra pessoa, são inúteis, mas para nós têm uma importância imensa. Por que será que nos apegamos a coisas que aparentemente não têm valor algum?

O que você faz quando precisa decidir se vai jogar algo fora ou não? Compartilhe suas dicas nos comentários. Se você não consegue se desfazer da maioria das coisas descritas neste post, quais seus motivos?

Thais Godinho
18/08/2011
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