ou

Uma idéia de cronograma para fazer deste um final de ano inesquecível para você e toda a sua família.

1ª semana de novembro

  • Faça uma lista com as pessoas que gostaria de presentear.
  • Faça uma lista com as pessoas que precisa presentear.
  • Faça uma lista com as pessoas para as quais gostaria de enviar cartões.
  • Faça uma lista com os presentes que planeja dar para cada pessoa, separando por “comprar” ou “fazer”.
  • Verifique sua agenda e marque para a semana que vem o melhor dia para sair e comprar os presentes.
  • Pesquise na Internet os preços dos presentes e anote em sua lista.
  • Verifique o total de despesas. Esta é a hora de fazer possíveis cortes. Avalie a real necessidade de dar aquele presente caro para a sua chefe – muitas vezes, uma simples lembrança resolve. Faça substituições inteligentes. Não deixe de comprar aquela boneca que sua sobrinha tanto quer só para ter dinheiro para presentear outras cinco pessoas que sequer se importariam em receber ou não presentes seus. Ordem de prioridade para não errar: crianças, esposa(o), pais, amigos próximos, parentes próximos e o resto.

2ª semana de novembro

  • Decida para quais pessoas mandará cartões virtuais e cartões reais.
  • Comece a produzir seus cartões, ou compre-os, caso não goste de fazer.
  • Verifique se possui o endereço de todas as pessoas para as quais irá mandar cartões.
  • Monte a árvore de Natal.

3ª semana de novembro

  • Compre os ornamentos necessários para os presentes que fará.
  • Compre as embalagens, fitas, adesivos etc.

4ª semana de novembro

  • Envie os cartões de Natal via correio.

1ª semana de dezembro

  • Compre os presentes. Comece pelos que você mesma(o) irá fazer.
  • Liste as receitas que preparará na ceia e no almoço de Natal.
  • Comece a fazer as velas, caso você prefira fazer a comprar.
  • Faça as tags (etiquetas) de cada presente.

2ª semana de dezembro

  • Planeje todas as atividades de Natal (o que as crianças farão?).
  • Convide as pessoas oficialmente para o Natal em sua casa.
  • Verifique com sua família e/ou amigos o que farão no Revéillon.
  • Comece a fazer estoque para o Natal (guardanapos, copos que faltam etc).
  • Faça ou compre uma linda guirlanda para colocar na sua porta.
  • Decore a sua casa, dentro e fora, para o evento.

3ª semana de dezembro

  • Envie seus cartões de Natal via e-mail.
  • Cheque todas as luzes de Natal, as velas, veja se tem tudo na quantidade suficiente.
  • Faça biscoitos decorados para as crianças.
  • Empacote os presentes e coloque as tags em cada um deles.
  • Comece a polir os talheres e taças da ceia.

4ª semana de dezembro

  • Faça as últimas compras de Natal, principalmente alimentos que não poderiam ter sido comprados antes. Evite filas indo em horários e dias alternativos. Espere até o último dia para comprar verduras, legumes etc.
  • Faça a seleção dos CDs que serão tocados no Natal. Que tal montar sua própria coletânea?
  • Providencie o vinho, caso ainda não tenha.
  • Compre os últimos presentes (caso tenha percebido que “aquele” amigo resolveu aparecer de última hora).
  • Faça os arranjos de flores para a casa.

Na véspera

  • Dê biscoitos para as crianças e faça-as fazerem pedidos para o Papai Noel, essas coisas. Alugue DVDs sobre o tema e deixe elas se divertirem enquanto você fica na cozinha. 🙂

Dia de Natal

  • Tenha em mãos uma lista com todos os presentes que recebeu e de quem, para depois enviar um agradecimento.

1 semana antes do Revéillon

  • Veja que caixas e embalagens de presente irá guardar por qualquer razão.
  • Compre champagne para o Ano Novo.
  • Crie o menu para o Ano Novo.
  • Faça as compras necessárias.
  • Confirme a presença dos convidados.
  • Verifique se há suplementos para todos (copos, pratos etc).
  • Se tiver hóspedes, verifique igualmente roupa de cama, banho.

Revéillon

  • Decore a casa com flores frescas.

1 semana depois do revéillon

  • Remova todos os ornamentos de Natal.
  • Guarde o que pode ser usado no próximo Natal e jogue fora o que não serve mais.
  • Procure reciclar a maioria das coisas, especialmente papéis e embalagens.
  • Escreva notas de agradecimento pelos presentes e pela companhia.
Thais Godinho
28/10/2006
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Ano novo, Natal, Planejamento
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Contagem regressiva para o Natal – semana 4
Contagem regressiva para o Natal – semana 3
Resenha: Revista Galileu (out/2011)

Este post foi escrito originalmente em 29 de junho de 2011, mas eu o migrei para o dia da primeira publicação do blog, em 2006, para que faça sentido toda trajetória até aqui para quem quiser ler o blog desde os arquivos iniciais.

Não, eu não nasci organizada, e acredito que poucas, raríssimas pessoas, nasçam.

Eu fui uma criança bastante bagunceira, para falar a verdade. Nunca tive muita noção de organização e, na adolescência, meu guarda-roupa era definido como um amontoado de roupas amassadas. Foi mais ou menos com uns 14 anos que a minha ficha caiu e eu pensei: “se eu não começar a me organizar na escola, vou me dar mal nas provas”. Eu fazia parte do time de vôlei que representava a escola e perdi muitas aulas por conta dos jogos que aconteciam durante o período das aulas, e acabei perdendo o ano também. O professor de educação física foi demitido, é claro, mas o estrago estava feito. Assim, mudei de escola e decidi me organizar melhor para que aquilo nunca se repetisse.

Foi um longo processo. É difícil se organizar quando você não tem nenhum método definido ou mesmo tanta motivação para tal. Mesmo assim, mantive um nível mínimo (foi quando descobri o maravilhoso mundo das pastas com divisórias, que usei até a faculdade) e consegui passar sempre com notas altas. Menos em matemática, é claro, porque milagres não existem. Mas sempre consegui passar de ano, pelo menos.

A coisa começou a pegar mesmo quando eu cheguei ao último ano do ensino médio (então colegial). Eu percebi que, se não me organizasse, não passaria em uma boa faculdade. Durante o ano todo, estudei bastante e, no ano seguinte, quando entrei no cursinho, já tinha meu método pessoal de organização que deu super certo e me permitiu ser aprovada na faculdade que eu queria.

Todo o resto, como o meu quarto de adolescente, roupas etc, entraram na organização ao mesmo tempo. Eu não conhecia GTD, FLY Lady, nada, mesmo porque não tinha internet e acesso a essas informações. Mas eu me organizava com dicas que lia em revistas que me chamavam a atenção, e então comecei a procurar mais pelo assunto, chegando aos livros. Eu posso dizer que me tornei “viciada em organização” quando comecei a trabalhar na minha área profissional, pois conciliar trabalho com faculdade é muito difícil (todas as forças do mundo para você que está fazendo isso agora).

Em 2006, no final da faculdade, já trabalhando em uma agência, eu resolvi criar o blog para compartilhar as minhas dicas, mas sem saber muito bem o que iria dar. Não tinha qualquer pretensão.

Eu costumo dizer que a organização é um bichinho que te morde. De repente, você fica obcecado(a) pelo assunto e quer organizar a casa inteira. Mas passa. Eu já vivi esse frenesi e fico contente que tenha passado, porque apesar de a empolgação ser boa, não dá para pirar. E eu pirei, muitas vezes. Eu estava tão maluca pela organização de tudo que, quando eu estava perdida em um mar de etiquetas, um amigo comentou comigo: “você não deveria ter uma vida organizada, mas uma vida simplificada”.

Aquilo caiu como um choque de realidade para mim e eu vi que realmente precisava simplificar todo o processo. Afinal, de que serviam pastas e mais pastas se elas se tornavam mais tralha na minha casa? Não seria melhor parar de comprar coisas durante algum tempo? Diminuir a quantidade de objetos em casa? Foi assim, descobrindo a simplicidade voluntária, que todo o meu processo de organização começou a amadurecer.

E foi ótimo, porque me deu uma noção de vida totalmente diferente! Me desfiz de muita coisa, muitas roupas, muita papelada. Eu era extremamente consumista. Nunca guardei dinheiro. Então mudar radicalmente é uma coisa que hoje eu não faria nem recomendaria a ninguém, mas na época foi necessário. Se eu não tivesse radicalizado, talvez não descobrisse nunca o equilíbrio. Fui de um extremo ao outro. Li o Walden. Saí do meu emprego, comecei a viajar para fazer trilhas, queria uma vida mais simples – trabalhar como vendedora em uma livraria? Mudar de profissão?

Depois de um breve período de indefinições, consegui me organizar para trabalhar em casa, tivemos um filho e eu pude cuidar dele até os oito meses de idade, quando eu voltei a trabalhar fora. Hoje, eu considero meu nível de organização perto do que eu considero ideal: sei o que precisa ser feito, faço, mas sem dramas. Mesmo porque, é impossível buscar a perfeição com um filho pequeno em casa.

Postei este texto aqui porque recebo muitos comentários como “não consigo me organizar”, “sou muito bagunceira(o)”, “não sei mais o que fazer” e quero dizer que, se eu consegui, você também consegue. Isso serve para qualquer hábito que você queira implementar em sua vida, se você realmente tiver força de vontade e ir aos poucos. Ninguém muda radicalmente e eu passei por diversas fases até chegar onde estou agora. Se você está na fase “viciada em organização”, saiba que ela passa, mas é importante manter a verve. Se você ainda não começou mas é o que deseja, continue por aqui.

Thais Godinho
28/10/2006
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Como eu me organizo com o blog
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Andamento da mudança – parte IV