24 Dec 2014

O que é bagunça

“Eu me encontro na minha bagunça” é uma frase que eu ouço constantemente. “Gosto do caos criativo” também. A segunda, eu mesma falo diversas vezes. O que é bagunça, afinal? E, depois de identificar, como acabar com ela?

Bagunça, enfim, é…

Ter coisas que você gosta, mas não usa.

Você pode achar o máximo ter uma TV de LED de 50 polegadas mas, se não tem tempo sequer para zapear pelos canais e curtir sua aquisição, ela vira tralha sem que você perceba. Aquela câmera que você sempre quis – se você comprou e não usa, ela está bagunçando e ocupando espaço. Se você ama pintar e tem um kit completo em casa, mas não usa – é bagunça. A proposta não é se desfazer dessas coisas, mas aproveitá-las de maneira melhor.

Guardar coisas que você não usa porque acha que vai usar algum dia.

Essa é clássica! “Tenho esse lindo jogo de pratos inglês que era da minha avó mas tenho dó de usar, guardo só para situações especiais.” “Esse vestido custou muito caro, vou usar somente se a Presidenta vier aqui em casa.” “Comprei esse sapato mas tenho dó de usar, estragar e acabar.” Você se identificou com alguma dessas frases? Por favor, aproveite a vida. Use as coisas que você tem. Do contrário, elas são tralha.

Ter coisas que não têm um lugar específico para serem guardadas.

Se alguma coisa na sua casa ou no seu escritório fica fora do lugar porque você simplesmente não sabe onde vai guardar, o seu problema não é falta de espaço, mas ter coisas demais. Por isso, analise e priorize. Esse objeto é importante? Se sim, onde deveria ficar guardado? Tem outra coisa no lugar dele? Se sim, o que é mais importante? Você vai ter que priorizar para organizar do jeito mais eficaz para você. Se não tiver lugar para guardar, questione a posse do objeto. Não dá para a gente ter em casa todos os objetos do mundo!

Juntar objetos diferentes em um mesmo lugar.

Sabe aquela gaveta que tem caneta, trena, durex, recadinho da oitava série, conta paga e uma sorte de outros objetos? Isso é bagunça. Não porque o que está ali não é importante – pode até ser! Mas porque não está categorizado. Você deixou tudo junto, sem coerência. Agrupe objetos semelhantes. Mesmo que você tenha uma caixa cheia de papéis colocados de qualquer jeito, mas sabe que todos aqueles papéis são contas pagas, já é mais organizado que ter uma pastinha etiquetada cheia de coisas aleatórias e sem conexão entre si.

Ter coisas demais em espaços pequenos.

Pense em termos de proporção! Os lugares precisam de espaços “em branco”; pequenos respiros no ambiente para que você não se sinta sendo afogada(o) dentro de sua própria casa ou local de trabalho. Se você tem uma parede pequena, não coloque um quadro gigantesco. Os espaços não precisam ser enchidos completamente. Se o seu apartamento é arejado, mas seu home-office tem coisas demais, isso gera um desequilíbrio que você nem vai sentir, mas seu cérebro vai. E aí, no dia a dia, isso causa estresse. Diminua a quantidade de coisas de acordo com o tamanho de cada ambiente.

Deixar coisas inacabadas.

Ah, aquele quadro que você começou a pintar há sete anos e está ali no canto da garagem esperando uma inspiração para terminá-lo… Ou então, aquele piso que restou da obra, mas você guarda porque “vai que”… Ou caixas que ficaram da mudança porque você ainda não teve tempo de arrumar. Sim, algumas coisas são temporárias. Diferente é quando você tem controle sobre isso, está tomando providências. Se está ali no canto porque foi a saída mais fácil e você não quer pensar a respeito, é bagunça. Não adie decisões.

Deixar coisas quebradas sem conserto.

Da mesma maneira, lâmpadas queimadas, eletrodomésticos que não funcionam, calças que precisam ter a barra feita e sapatos com a sola solta precisam ser consertados. Do contrário, são bagunça. Tome providências!

Deixar as coisas sujas.

Uma coisa é passar o dia inteiro limpando a casa desnecessariamente. Outra completamente diferente é deixar a pia cheia de louça durante três dias. A sujeira, quando acumulada, além de ser perigosa (causa doenças!), fica muito mais difícil de limpar. Ninguém quer (nem tem tempo) ficar limpando a casa todos os dias, mas uma manutenção mínima deve ser feita. Estabeleça rotinas para facilitar, mas pegue leve com elas. Não estabeleça que você deve limpar seu banheiro todos os dias se você só consegue fazer isso uma vez por semana. Feito é melhor que perfeito.

Não se cobre tanto. Uma mesa de escritório cheia de papéis que estão sendo utilizados em um projeto atual pode não ser uma bagunça, mas sim parte de um processo criativo. O conceito de bagunça tem mais a ver com negligência que com a arrumação em si. Portanto, utilize os parâmetros acima para identificar focos de bagunça na sua vida e elimine-os. Viver sem bagunça é apenas melhor, e a bagunça mental é altamente influenciada pelo espaço físico em que você vive. Comece o ano bem.

18 Dec 2014

Como aproveitar os dias de folga no final do ano de maneira produtiva

Imagem: Vintage Paradise (Tumblr)

Imagem: Vintage Paradise (Tumblr)

Eu procuro tomar bastante cuidado com essa coisa de ter dias de folga produtivos porque acho que dia de folga é para descansar mesmo! Antes, gostava de aproveitar cada tempo livre para fazer determinadas coisas mas (felizmente) consegui organizar minha vida para não depender de dias de folga esporádicos para fazer isso. No entanto, apesar de aproveitar para descansar, também acabo sempre arrumando alguma coisa para fazer e, pensando sobre o assunto, tive a ideia para escrever este post. Seguem então sugestões para você tornar seus dias de folga no final do ano um pouco mais produtivos:

  • Resolva assuntos no banco. Mudar de agência, trocar o gerente, buscar cheques, resolver qualquer coisa, solicitar informações sobre financiamentos, empréstimos e investimentos. Sempre é bom ter um dia livre durante a semana para conseguir investir tempo nisso. Se for o seu caso, apenas verifique o horário de funcionamento do banco onde é cliente.
  • Organize o seu home-office. Ontem eu publiquei um post com recomendações para fazer isso dentro do GTD.
  • Destralhe a sua casa. Pegue uma sacola grande e circule pela sua casa, jogando dentro o que for lixo. Você vai se surpreender com a quantidade de embalagens, papéis e coisas avulsas que vai querer se desfazer.
  • Estude um idioma. Em casa mesmo, ou pela Internet.
  • Leia o livro do GTD. De verdade!
  • Conheça os pontos turísticos da sua própria cidade. Geralmente como as pessoas viajam no final do ano, as cidades que não são ponto turístico ficam vazias, como no caso de São Paulo. Aproveite o que a cidade tem de melhor sem trânsito, sem muita gente, mas com muito calor.
  • Faça o seu planejamento para o ano seguinte. Veja aqui um post sobre as minhas revisões do GTD – mesmo se você não usar o método, pode servir como guia.
  • Organize suas caixas de entrada de e-mails. Essa é boa, hein, mas precisa manter ao longo do ano para não crescer absurdamente (de novo).
  • Faça backup dos seus equipamentos eletrônicos. Computador, tablet, celular.
  • Monte uma planilha para registrar seus gastos e receitas em 2015. Há diversos modelos disponíveis na Internet.
  • Ajude alguém de alguma maneira. Aquele amigo a pintar a casa, o outro que está de mudança, um morador de rua pedindo comida.
  • Digitalize a papelada que está acumulando e coloque no Evernote, que agora dá 4Gb por mês para usuários premium. Utilize o aplicativo Cam Scanner para isso.
  • Faça uma super limpeza na sua casa. Pegue um dia em que estiver bem avulso e aproveite para esfregar chão, arrastar sofá, limpar embaixo da cama e todas aquelas tarefas que podem ser esquecidas ao longo do ano.
  • Agradeça pelo ano que passou. De preferência, bebendo água de coco e olhando para o céu, de pernas para o ar. Descanse. Você merece.

Boas festas!

17 Dec 2014

Aplicando o GTD ao seu espaço físico – como começar

Imagem: Restart GTD

Imagem: Restart GTD

Eu estava relendo alguns pontos do livro do GTD essa semana e me deparei com uma orientação que o David Allen diz sobre como colocar em prática o GTD no seu espaço físico, especialmente home-office. Achei tão legal que quis escrever um post sobre essas recomendações.

  • Arrume todo o seu espaço de trabalho pessoal. Se você trabalha em casa, seu home-office. Organize a sua estação de trabalho. Deixe nela somente o que você realmente usa – e eu sei que essa é uma dica manjada, mas nem sempre ela é seguida. Gosto de deixar computador, telefone, luminária, caneta, bloquinho e só. Veja o que funciona para você.
  • Providencie caixas de entrada – em casa e no trabalho.
  • Crie um bom sistema pessoal de arquivamento. Digitalize o que puder, livre-se do papel, mas organize direitinho aquilo que ainda precisa manter impresso (certidões, documentos).
  • Utilize, para administrar suas listas de tarefas e projetos, um programa que seja agradável para você, que você goste de usar. Você sabe que a ferramenta é a certa para você porque você fica com vontade de brincar com ela, mexer, descobrir coisas.
  • Rearranje o seu espaço de trabalho, promova mudanças, jogue tralha fora.
  • Reserve um tempinho ao longo da sua semana para atacar uma área específica do seu escritório. Depois, vá aplicando ao resto da casa, até ter organizado tudo. Jogue isso dentro do GTD: colete, processe, organize, revise e execute.
  • Divida com alguém o que você vem aprendendo nesse processo, não só para inspirar outras pessoas e trocar ideias, mas porque ensinar é a melhor maneira de absorver o que aprendeu.
  • Releia o livro do GTD sempre que tiver oportunidade. A cada leitura, com suas experiências, será um novo livro. Por experiência própria, isso é muito verdade.
  • Fique em contato com pessoas que usem o GTD e estão discutindo sobre melhorias da produtividade.

Achei as orientações simples e bem legais, para fazer hoje mesmo. Até me animei a reorganizar o escritório.