ou

No post de hoje, vou mostrar como organizo meus horizontes mais elevados em meu sistema atual.

Os horizontes mais elevados são: metas e objetivos (horizonte 3), visão (horizonte 4) e propósito e princípios (horizonte 5).

Como os outros, eu organizo através de pilhas, cadernos e notas no Evernote.

Eu não separava em pessoal e profissional e passei a fazê-lo recentemente só para seguir a mesma linha das áreas de foco (que falei em um post anterior – dê uma olhada). Para mim também é interessante fazer assim porque, quando mostro meu sistema para os alunos nos treinamentos, as coisas pessoais eu não clico para mostrar porque são muito pessoais.

Ainda não fiz o curso de Nível 3 com o David Allen para aprender boas práticas sobre planejamento desses horizontes, então é muito provável que essa organização mude quando fizer o curso, no ano que vem. O que implemento tem a ver com o que aprendi nesses anos, estudando o material já disponível publicado por ele.

Objetivos

Gosto de planejar meus objetivos usando o modelo de planejamento natural para projetos (que explico mais aqui). Como se tratam de resultados desejados também, porém em um horizonte mais elevado (até dois anos), para mim faz sentido e fica legal. Infelizmente não tem como mostrar um exemplo de como eu faço porque objetivo é algo muito pessoal e eu acredito que a gente não deva publicar objetivos até que sejam alcançados. Mas basta ver o modelo que inseri para projetos no post linkado acima, que é a mesma coisa. A única coisa que incluo a mais é o item “projetos relacionados”.

Pode parecer que eu tenho muitos objetivos (e isso soar como algo ruim), mas o fato é que, pra mim, objetivos são como “macro projetos”. Por exemplo: eu tinha um projeto que era traduzir todos os guias de configuração da David Allen Co. para o português. O fato é que isso não levará apenas um ano, e demorei alguns meses para perceber isso. Logo, subi um horizonte. Tenho esse objetivo listado e, nos projetos, tenho o meu projeto em andamento, que é traduzir o guia do Evernote para Mac, assim como tenho projetos delegados, que outras pessoas estão traduzindo (e estão em Aguardando Resposta – Projetos). O objetivo virou “garantir que todos os guias sejam traduzidos”. Me deu mais clareza. Então tenho vários objetivos assim, que não são coisas etéreas.

Aliás, isso é importante. Procuro aplicar a técnica SMART a todos os meus objetivos (isso não é do GTD, mas dá total apoio): S (específico), M (mensurável), A (alcançável), R (realista) e T (tem prazo).

Visão

Em visão, eu tenho um tickler para o Paul (nosso filho) até ele completar 18 anos, que reviso anualmente. A ideia é ir inserindo ideias e informações úteis que posso querer acessar quando ele tiver determinada idade. Por exemplo, para este ano (em que ele completou sete anos), eu tinha anotado que gostaria de colocá-lo nas aulas de futebol, então fiz isso em fevereiro.

O que caracteriza o horionte 4 de maneira geral é o estilo de vida que você está construindo para você mesmo e de que modo isso impacta nos seus objetivos de curto prazo, projetos e ações. É mais fácil de desenhar porque é “a vida ideal”, digamos assim. O mais fantástico é que, à medida que você vai vivendo e envelhecendo, algumas visões também amadurecem, outras mudam, e outras permanecem. Essas, se a gente prestar atenção, denunciam valores, princípios e propósito, que é o horizonte seguinte.

O que eu gostaria realmente de passar para vocês aqui neste post é sobre as infinitas possibilidades que a nossa mente criativa pode dar. Você não precisa escrever as coisas em formato de texto ou mapa mental, por exemplo. Pode desenhar. No caso da visão, eu gosto muito dessa abordagem. De maneira geral, sou uma pessoa muito visual e usar imagens me permite imaginar melhor. E poder de visualização é TUDO.

Por exemplo, eu fiz um mapa com desenhos e expressões que me ajudam a ver qual a vida que eu quero viver daqui a cinco, 10, 15 anos. Fiz esse desenho baseado na ideia de “treasure map” (“mapa do tesouro”) que o David traz no livro “Making it all work” (o terceiro dele, só em inglês). Digitalizei e arquivei nas minhas visões pessoais, no Evernote. Sempre que tenho algo que se enquadre em visão, crio uma nota e insiro, com imagens ou não. Também vale áudio, vídeo etc. Seja criativo!

Você pode desenvolver sua visão para as diversas áreas da sua vida, se quiser. Gosto de pensar assim: “qual a visão da vida que eu tenho ao lado do Paul até ele completar 18 anos?”. O resultado disso entra no horizonte 4 e é incrível, porque isso me permite planejar, pensar sobre as coisas e ter mais coerência nas minhas decisões.

Propósito

Algumas coisas que eu tenho no caderno de propósito pessoal: minha missão (que eu descobri quando fiz coaching), meus princípios pessoais, valores importantes, afirmações pessoais (que leio no meu milagre da manhã), definições que vou tomando ao longo da vida (sempre registro) e imagens inspiradoras, que refletem quem eu sou.

No caderno de propósito profissional, tenho a missão da David Allen Co., a missão do Vida Organizada, valores profissionais e inspirações diversas. Por exemplo, tenho uma frase que o David falou uma vez em um encontro de instrutores que me tocou muito (e ainda toca forte!), e que sempre vejo quando fico meio desanimada ou cansada de algumas coisas, ou precisando tomar decisões importantes.

E não é para isso que o propósito serve? ❤️

Thais Godinho
25/07/2017
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Veja neste post o que é e como se tornar Personal Organizer.

Personal Organizer é o profissional que trabalha com organização, ajudando outras pessoas a se organizarem ou organizando os ambientes em parcerias com outras pessoas.

Existem diversas formas e meios de atuação. Neste post, vou falar de uma maneira mais genérica sobre como se tornar esse profissional.

  1. Capacite-se. Faça cursos. Os cursos servem não apenas para ensinar boas práticas, como também para te ensinar a estruturar o seu negócio. Ter uma certificação também ajuda a construir sua credibilidade no mercado.
  2. Encontre o seu nicho. Aos poucos, descubra o que você mais goste de fazer e especialize-se nisso.
  3. Continue sempre se capacitando. As práticas de organização se atualizam muito rápido (umas áreas mais do que as outras), então é importante que você sempre se capacite. À medida que você for descobrindo o seu nicho, vai ficar mais fácil saber em que cursos investir seu tempo e seu dinheiro.
  4. Aprenda sobre marketing digital para que você consiga divulgar os seus serviços.
  5. Não adianta só gostar de organização! Esse é o ofício, mas você precisa gostar de pessoas, saber se relacionar bem com elas, ter viés empreendedor (afinal, você vai cuidar de um negócio), querer vender, prospectar clientes, se deslocar pra lá e pra cá, desenvolver parcerias e investir (principalmente tempo) em marketing.

Muitas pessoas me perguntam se o mercado para novos organizadores profissionais está saturado. O mercado sempre estará saturado para quem for generalista. Encontre seu nicho, especialize-se e faça seu melhor! Assim você se destacará não apenas como organizador profissional, mas em qualquer profissão.

No vídeo abaixo eu falo um pouco mais sobre como se tornar um(a) personal organizer. Aproveite para se inscrever no canal e ficar sabendo quando tem vídeo novo antes de todo mundo. 🙂

Dúvidas sobre a profissão? Deixe nos comentários. Obrigada!

Thais Godinho
24/07/2017
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GTD e Estudos: Escolhendo ferramentas

Este post faz parte da série GTD e Estudos. Hoje vamos falar sobre como revisar o que você precisa fazer semanalmente. No GTD, esse processo é chamado de Revisão Semanal.

Pelo menos uma vez por semana, vale a pena você fazer uma espécie de pit-stop, parar durante uma ou duas horas, e revisar todo o seu sistema (que tem as coisas que você precisa fazer) para ficar tranquilo(a) durante os próximos sete dias, até a próxima revisão. O propósito é atualizar as informações e obter perspectiva.

Escolha um dia da semana e um horário que sejam mais tranquilos para você fazer essa revisão. Um dia comum é sexta de manhã (antes de sair para o final de semana). Dependendo de como for a sua rotina (se você trabalha e estuda, por exemplo), talvez o único período disponível seja aos finais de semana. Eu mesma prefiro fazer a minha revisão semanal aos domingos de manhã, quando acordo, porque todos estão dormindo ainda e é um período tranquilo para mim.

Checklist da revisão semanal (passo a passo):

  1. Capture papéis perdidos e materiais diversos e coloque na sua caixa de entrada. Cadernos, notas de aula da semana, notas de reuniões, recibos, coisas que estiverem na sua mochila, papelada no geral que você recebeu nos últimos dias. Aqui não é pra pegar aquela pilha imensa de revistas velhas que você tem e colocar na caixa de entrada – é para lidar apenas com o que for corrente. Quando seu GTD estiver rodando bem, aqui você vai ter praticamente só coisas da semana que ainda não tenha colocado na sua caixa de entrada física porque deixou passar mesmo (acontece!).
  2. Esclareça suas caixas de entrada. A caixa de entrada física, seus e-mails, ferramentas de captura no geral, caixa do What’s App etc. Perceba que o “esclarecer” precisa fazer parte do seu dia a dia, como falei no post anterior. Se não fizer, quando você chegar na revisão semanal, essa parte vai demorar pra caramba. A ideia não é essa! O “ideal”, quando seu GTD estiver rodando bem, é que nessa hora você esclareça apenas as coisas que agrupo no passo anterior e coisas do dia anterior até aqui.
  3. Esvazie sua mente. Será que, depois de ter esclarecido todas as suas caixas de entrada, ainda sobrou alguma pendência ou preocupação na sua mente? Capture, esclareça e organize adequadamente.
  4. Revise suas listas de Próximas Ações. Aqui começa a revisão propriamente dita. Neste passo, você vai revisar suas listas de próximas ações para ver se estão atualizadas, marcar aquelas que já concluiu (caso não tenha marcado à medida que foi concluindo), deixar as ações mais claras etc. Vamos falar em posts futuros sobre cada uma das listas que vamos revisar a partir daqui.
  5. Revise seu calendário passado. Dê uma olhada no seu calendário para a semana que está acabando (e algumas antes) para ver se algo ficou pendente. Se ficou, capture, esclareça e organize adequadamente para repriorizar.
  6. Revise seu calendário futuro. Esta é a parte da revisão semanal que mais se assemelha a um planejamento. Veja seu calendário para a semana que vem e as próximas (até onde sentir necessidade, onde tiver compromissos) para coletar providências com relação aos seus compromissos.
  7. Revise sua lista de Aguardando Resposta. Defina próximas ações para cobrar pessoas, se for o caso.
  8. Revise sua lista de Projetos (e resultados maiores). Garanta que todos os seus projetos tenham pelo menos uma próxima ação definida. Revise planos de projetos e arquivos de suporte em busca de novas próximas ações. Mova os projetos que não estejam em andamento para Algum Dia / Talvez, se achar necessário. Os “resultados maiores” aqui se referem aos outros horizontes do GTD (objetivos, visão etc), que você pode querer revisar (ou não) se já os tiver definidos. Se não tiver, nem se preocupe com eles agora.
  9. Revise checklists relevantes. Se usar checklists, revise-as em busca de próximas ações.
  10. Revise a lista de Algum Dia / Talvez. Será que algum projeto dessa lista pode entrar para a lista de projetos em andamento no momento? Se sim, jogue-o para a lista de projetos e defina pelo menos uma próxima ação. Delete itens que não te interessem mais.
  11. Será que você tem alguma ideia ousada, nova, criativa que ainda não tenha capturado dentro do seu sistema? Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Capture essa ideia!

Uma boa maneira de adquirir o hábito da Revisão Semanal é bloquear um tempo no seu calendário, com recorrência semanal, e ir fazendo toda semana. Fazer as revisões semanais é o que vai fazer seu GTD funcionar. Uma semana sem fazer já vai deixar seu sistema desatualizado e você pode desanimar! Portanto, é muito importante buscar estabelecer esse hábito.

Dúvidas, favor postar nos comentários. Obrigada!

Thais Godinho
21/07/2017
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